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Sábado, 20 de Setembro de 2014
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Operação apreende menores em baile funk

Categoria: Polícia

Uma operação entre as Polícias Militar e Civil e a prefeitura apreendeu na madrugada desta segunda-feira (23) 27 menores que estavam em um baile funk, no Jardim Capelinha, região do M’Boi Mirim, na zona sul de São Paulo. Os bailes acontecem há dois anos no local, nas noites de domingo.

Segundo o tenente da Polícia Militar Rafael Ramos da Silva, a operação foi planejada há dois meses, a partir de reclamações de moradores contra o som alto e a grande quantidade de veículos trafegando e desrespeitando o trânsito pela Rua Radialista Nascimento Filho.

Além dos menores, foram apreendidos 13 veículos por excesso do volume de som, acima dos 80 decibéis permitidos por lei e três motocicletas, por falta de licenciamento. Quatro veículos foram apreendidos pela prefeitura por comércio ilegal de bebida.  Dentro do carro estavam 34 sacos de bebidas e 11 caixas de isopor. Os menores foram levados por uma conselheira tutelar para a 92° DP. (Solange Spigliatti)

PM pode ter base contra funk

Categoria: Polícia

Por Marici Capitelli

No bairro de Heliópolis, na zona sul, existem seis pontos mapeados pela Polícia Militar onde ocorrem bailes funks clandestinos. O JT mostrou ontem que no pancadão Bonde 3, realizado nas madrugadas de sábado para domingo entre as ruas Florestal e 3 de Outubro, crianças e jovens usavam drogas, ingeriam bebidas alcoólicas e faziam sexo. A PM analisa instalar no local uma base móvel.

Pelos cálculos da reportagem, estavam no local cerca de 1,5 mil pessoas. Mas a PM diz que o número de participantes naquele trecho fica entre 300 e 600 pessoas.

O comandante do 46.º BPM, o tenente-coronel Eduardo Agrella Carvalho, garante que a corporação tem atuado para impedir a realização dos bailes. Segundo ele, este ano foram feitas 20 operações.

Carvalho não descarta a possibilidade de atender a principal reivindicação dos moradores das ruas Florestal e 3 de Outubro. Os moradores querem a instalação de uma base da PM no cruzamento dessas vias nas noites de sábado até a madrugada de domingo.

“Nós temos certeza de que com essa base parada na rua o pancadão não vai acontecer porque tem muita coisa errada por trás desse baile. As pessoas vão se esconder como ratos”, diz uma moradora, que prefere não se identificar.

Com o barulho do som dos carros, não há quem consiga dormir. O barulho é tanto que portas e janelas vibram. “Nós acreditamos que essa base seja uma medida simples, sem confronto com a polícia e que pode resolver o problema”, diz um aposentado.

“A instalação de uma base fixa não seria possível, mas uma móvel é uma ideia que não podemos descartar. Vou fazer um rápido estudo sobre isso para avaliar essa possibilidade”, afirma Carvalho. Ele diz que, como estratégia nas operações em Heliópolis, a PM ocupa o espaço antes do início da festa para evitar confrontos.

O comandante salienta também que os carros com som utilizados nesses bailes estão sendo inspecionados. Caso haja irregularidades com a documentação, o veículo é apreendido e o proprietário, encaminhado à delegacia, por perturbação ao sossego. Nesse caso é desejável que um morador que se sinta incomodado vá junto registrar a reclamação.

O comandante afirmou que amanhã haverá uma reunião entre a PM e órgãos da Prefeitura, como a Subprefeitura do Ipiranga, o Psiu e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Um dos objetivos é fechar os bares irregulares que funcionam como polo de atração para os carros com som. Ele ressaltou ainda que já foi feito um contato com o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), intermediado através do delegado do 95.º DP (Heliópolis), Gilmar Contrera, também para investigar a venda de entorpecentes durante a festa que chega a movimentar R$ 8 mil.

Os cinco novos conselheiros tutelares de Ipiranga e Heliópolis, que acabaram de tomar posse, dizem que vão se inteirar sobre a presença de crianças nesses bailes.

Tráfico mantém baile funk em Heliópolis

Categoria: Tráfico

Por Marici Capitelli

O baile funk da Favela de Heliópolis, na zona sul da capital, nas madrugadas de sábado para domingo, reúne não só jovens da comunidade mas, principalmente, grupos de classe média de outras regiões da cidade que vão em busca de drogas. Cocaína, maconha, ecstasy e lança-perfume são vendidos à vontade e consumidos no meio da rua. A compra pode ser feita perto da “boca”, uma delas conhecida como lagoa, ou com os “aviõezinhos” que são adolescentes que oferecem os entorpecentes no meio do pancadão. Informações de pessoas ligadas ao tráfico são de que o lucro médio na festa é de R$ 8 mil, o que significa R$ 5 mil a mais que o obtido nos dias normais, sem o pancadão.

A reportagem do JT esteve na festa, conhecida como Pancadão Bonde 3 de Heliópolis. No último sábado tinha cerca de 1,5 mil pessoas. Os moradores da comunidade passam a noite sem dormir por causa do barulho e dizem que as autoridades policiais são omissas.

Além das drogas – que são as estrelas da festa –, no pancadão se consome muito álcool. A bebida é vendida principalmente nos bares que ficam abertos nas ruas onde ocorre o baile funk. Só que algumas adegas localizadas em outras vias funcionam a noite toda, facilitando a compra pelos jovens.

As bebidas são colocadas em sacos plásticos. E uma das cenas mais comuns são jovens chegando com várias sacolas. “Pega lá mais duas vodcas que essa já foi”, pedia um garoto de cerca de 15 anos, para que o colega fosse buscar mais bebida enquanto ele cheirava um lança-perfume.

Meninas que mal entraram na adolescência e jovens dão o ritmo sensual da festa. Grande parte delas usa vestido curtíssimo, botas ou sapatos de salto alto. Outro look são calças muito justas com barriga de fora e peitos praticamente à mostra.

Além da insinuação de sexo durante as danças, a reportagem flagrou alguns casais nas vielas mais escuras paralelas ao baile. “Já vi uma menina sem calcinha dentro de um carro com dois caras em cima bem no meu portão. Mas o pior é ter que limpar os vários preservativos que ficam jogados nas nossas calçadas”, diz uma moradora.

Três adolescentes bem arrumadas bebendo duas garrafas de whisky no gargalo e usando maconha contaram que vieram de São Caetano. Ao serem questionada sobre o que estavam fazendo lá, a mais jovem delas, com cerca de 14 anos, foi direta “quero f. muito. Estou pronta”, insinuando que estava sem calcinha. “Para com essa maconha perto do meu cabelo que vai ficar cheirando. Vê se usa cocaína que é melhor”, reclamava uma adolescente de longos cabelos pretos a um amigo que fumava maconha ao lado dela.

O pancadão é uma festa caótica. Carros equipados com som potente vão estacionando nas ruas do baile que são a Florestal e a Três de Maio a partir da meia noite de sábado. Cada veículo toca um funk diferente e no volume mais alto possível. No último sábado, havia seis desses carros animando a festa. Os mais enlouquecidos pelo uso de entorpecentes chegam a dançar em cima deles.

As ruas da festa são de fácil acesso para quem vem de carro de outras regiões já que podem deixar os veículos estacionados próximo a Avenida Almirante Delamare. Lá só tem “nave”, que na linguagem local quer dizer carrão. A festa vai até as 8h ou 9h de domingo.

PM pode ser punido por deboche

Categoria: Polícia

Por Camilla Haddad

O deboche feito por um policial militar levou a corporação a instaurar ontem procedimento para puni-lo. Durante uma confusão num baile funk em 17 de setembro, na zona leste, o soldado da Força Tática dava gargalhadas enquanto assustava os frequentadores com bombas de efeito moral. As imagens foram divulgadas ontem pela TV Globo, que fazia uma reportagem sobre perturbação de sossego no Jardim Conquista.

A PM não informou o nome do policial. Disse apenas que pertence ao 38.º Batalhão, de São Mateus. Se for constatado que ele zombou da população enquanto a dispersava, o soldado poderá ter em seu histórico uma advertência de transgressão disciplinar.

Em nota, a corporação informou que é “uma instituição que tem entre seus principais valores o respeito absoluto às pessoas”. Por esse motivo, a PM afirma que foi determinada pelo Comando a instauração de procedimento para apurar a postura do policial. A nota admite que o soldado aparece na TV em “conduta inconveniente e desrespeitosa na rua”.

No dia da ocorrência, mais de cem pessoas, entre adultos e adolescentes, se divertiam no meio da Travessa Índia com som alto e cerveja à vontade. Além disso, a passagem dos carros foi fechada. Naquela noite, o Centro de Operação da PM (Copom) recebeu 15 ligações de perturbação de sossego feitas por vizinhos que não conseguiam dormir com o barulho ensurdecedor na travessa.

Quando a PM chegou, parte da equipe se dividiu. Na imagem, o policial que deu risada está ao lado de outros colegas que usam escudo e lançam bombas contra os participantes do baile. As imagens foram mostradas ontem para o comandante-geral da PM, Álvaro Camilo. Ele reprovou a atitude do PM, que, apesar de ter tomando as medidas corretas, não poderia dar debochar do fato.

Chamados de baile funks são um dos mais comuns à PM. No dia 10 deste mês, o ajudante Douglas Dias Ramos, de 29 anos, foi morto com sete tiros em um baile funk no cruzamento das ruas Trajano de Carvalho e Manuel Nascimento Pinto, em Parada de Taipas, zona norte. De acordo com a polícia, o crime aconteceu por volta das 4 horas.

Três dias antes, policiais militares foram recebidos a pedradas, garrafadas e tiros ao atender a ocorrência de perturbação de sossego na Rua Queirós Veloso, na região do Parque Novo Mundo, zona norte. Na ocasião, um policial ficou ferido após ser atingido na cabeça por um dos objetos arremessados pelos frequentadores de um baile funk que acontecia em uma favela.

Viatura da PM é atingida por tiro de fuzil

Categoria: Polícia

Uma viatura da polícia militar foi atingida por um tiro de fuzil no início da noite desta quarta-feira, 7, na entrada da favela Parque Novo Mundo, na Vila Maria, zona norte de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa da PM, a viatura foi acionada por conta de um baile funk que estava sendo realizado no local. Os moradores tentaram barrar a entrada do veículo e chegaram a colocar fogo em alguns pontos, mas ninguém ficou ferido. Equipes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e o helicóptero Águia foram acionados.

Marcela Bourroul Gonsalves