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Sábado, 18 de Maio de 2013
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Homem ataca 2 com martelo na Defensoria

Categoria: Polícia

FELIPE TAU

Armado com um martelo e uma faca, o desempregado Ivailton da Silva Souza, de 37 anos, invadiu um posto da Defensoria Pública do Estado, no centro da cidade, e atacou dois vigias. Transtornado, segundo testemunhas, ele entrou no prédio da Avenida Liberdade às 7h40 e deu marteladas nos seguranças no térreo, deixando em pânico as pessoas que aguardavam atendimento. A policiais, Silva disse que teria sido vítima de “traição”, sem especificar do que se tratava. Até ontem à noite, uma das vítimas estava internada na UTI em estado grave.
“Foi uma cena de horror”, disse a dona de casa Eliane Pereira Ramos, de 54 anos, que seria atendida na Defensoria. Silva foi dominado por outros seguranças e preso em fragrante por policiais que passavam na rua.
Golpeados na cabeça, os seguranças Eugênio Carlos Gonçalves, de 47 anos, e Walter Moreira, de 44, foram levados ao Hospital do Servidor Público Municipal, na Liberdade. Eugênio recebeu pontos e foi liberado, mas Walter permanecia na UTI.
Segundo o tenente da Polícia Militar Hugo Silva Neto, um dos dois primeiros policias a atender a ocorrência, Silva estava bastante agressivo e teve de ser levado ao banheiro para não ser linchado. Embora de forma confusa, o agressor demonstrava revolta contra a Defensoria.
“Ele falou que se sentia injustiçado pelo órgão e por isso decidiu fazer o que fez”, disse o policial. “Também mencionava uma traição, que não deu para entender de quem.” Uma guarda da Defensoria que presenciou os ataques disse que ele ameaçava os vigias. “Vocês ferraram a minha vida, vou acabar com vocês”, teria dito.

Filhos
Segundo a Defensoria Pública, o agressor estava em disputa judicial envolvendo os três filhos que tem com a ex-mulher, Juliana Pereira de Sousa. Em setembro do ano passado, Juliana entrou com ação pedindo o reconhecimento da separação do casal, que rompeu em 2010 depois de 11 anos de união informal. Em outubro, foi Silva quem processou Juliana, pedindo a regulamentação da guarda e da visita dos filhos, que ficaram com ela.
Após desistir de sua ação, Silva continuou como réu do processo movido pela ex-mulher e compareceu na Defensoria pela última vez no dia 19. Segundo o defensor público Luiz Felipe Azevedo, o desempregado esteve ao menos cinco vezes lá, entre fevereiro do ano passado e abril deste ano.
Levado ao 8º DP, do Brás, foi indiciado por dupla tentativa de homicídio. Segundo o delegado Giuliano Sorte de Paula Silva, ele disse que só falaria em juízo. ::

Arquitetos são agredidos na Paulista

Categoria: Intolerância, Polícia

O arquiteto Bruno Thomé, que teve um dedo quebrado e levou sete pontos na cabeça (Foto: Epitácio Pessoa/AE)

Thaís Pinheiro

Dois arquitetos, alvo de ataques sem motivação aparente, foram golpeados com luminária de ferro, na madrugada de sábado, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta. A suspeita é que o crime tenha sido praticado por grupos homofóbicos que já protagonizaram casos similares de violência na região, embora as vítimas, desta vez, sejam heterossexuais.

As agressões ocorreram pouco antes das 5h, quando os arquitetos Bruno Chiarioni Thomé, 33 anos, e Rafael Ramos, 30, caminhavam pela Augusta em direção à Paulista após deixarem uma casa noturna. O crime ocorreu próximo à Estação Consolação do Metrô.

“A primeira coisa que senti foi uma pedrada, ou uma garrafada, por trás. Vimos seis pessoas do outro lado da rua e fomos perguntar o que estava acontecendo. Aí, eles já começaram a nos bater”, conta Thomé, com sete pontos na cabeça e um dedo da mão quebrado.

Com uma luminária de ferro, os agressores deram início à confusão que, segundo Thomé, só pode ter sido provocada por homofobia. “Certamente, eles acharam que eu e meu amigo éramos um casal, porque quando chegamos já falavam ‘Sai daqui, seu veadinho’ e outras coisas desse tipo. Não somos gays e não tenho nada contra homossexuais, pelo contrário. Isso tudo está se tornando um absurdo”, argumenta.

A dupla diz que nada foi roubado e que não observou características físicas marcantes no grupo, que conseguiu fugir pelo metrô. Os arquitetos foram socorridos por seguranças da companhia, a quem Thomé fez críticas.

“Eles (seguranças) não seguraram os agressores quando entraram na estação. Depois, me levaram para o Hospital das Clínicas, onde são atendidos casos mais graves. Fiquei até as 9h30 sem atendimento, quando resolvi ir para um hospital particular.”

Ramos e Thomé dizem que vão pedir à polícia a abertura das investigações para que os agressores sejam identificados. “O Metrô não libera as imagens se não houver um pedido da Justiça. Queremos descobrir quem são esses caras, isso não pode ficar assim.”

A ocorrência foi registrada no 8.º DP (Belenzinho). Com este caso, já são pelo menos seis ataques com suspeitas de motivação homofóbica na região da Paulista desde novembro de 2010, quando cinco adolescentes agrediram três pessoas na avenida com uma luminária do tipo bastão.

Em dezembro, houve outros três casos, um deles de dois gays espancados ao saírem de uma boate. No mesmo mês, uma mulher de 25 anos apanhou após beijar a amiga e câmeras de segurança flagraram um homem com soco inglês agredindo dois homossexuais. Em janeiro, um estudante de 27 anos foi atingido no olho direito com uma garrafa.

Colaborou Cida Alves

Polícia prende suspeito de torturar empresário

Categoria: Polícia

Um motoboy de 27 anos foi preso na sexta-feira (13) por policiais do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), suspeito de torturar e roubar um empresário de 42 anos, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. A vítima ficou em poder dos bandidos no último dia 6.

O preso é apontado como integrante de uma gangue conhecida com “Mooca Chapa Quente”, que costuma jogar líquidos inflamáveis nas vítimas e ameaçar colocar fogo caso não entreguem dinheiro para o bando. No dia do crime, o motoboy e outras cinco pessoas invadiram uma fábrica de joias e agrediram pelo menos 10 pessoas. Eles espancaram o proprietário para conseguir levar metais preciosos.

A Polícia Civil investigou o caso e conseguiu a informação de que o suspeito estaria nas proximidades do Mercado Municipal. Ele foi preso e reconhecido pelas vítimas. Outros dois envolvidos no ataque foram reconhecidos, um servente de 26 anos, e um homem de 25, mas eles permanecem foragidos. Priscila Trindade

Aluno da FGV baleado faz post em rede social

Categoria: Polícia

Plínio Delphino

O estudante Christopher Akio Cha Tominaga, de 23 anos, aluno da Fundação Getulio Vargas, mandou mensagem aos amigos, pela primeira vez, depois de sofrer atentado no último dia 23 de fevereiro, em um bar da Bela Vista, centro de São Paulo. Ele, que levou quatro tiros, foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas para um quarto, na quarta-feira, e já deu mostras de otimismo. Postou uma mensagem animadora no Facebook: “Galera, valeu mesmo por toda força e pensamento positivos que vocês me passaram. Até segunda poucos poderão me visitar, mas acredito que terça eu terei alta e descansarei na casa de meu pai, onde eu quero uma visita de todos…”

O universitário Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, amigo de Christopher, foi assassinado com cinco tiros durante o ataque. A polícia prendeu o camelô Francisco Macedo da Silva, de 24, e procura seu irmão, Valmir Ventino da Silva, de 19, acusados pelo crime. Os matadores ocupavam uma moto e agiram usando capacetes.

O estudante Jonathan Ed Cha Tominaga, de 25 anos, irmão de Christopher, disse que a família está mais aliviada. “Meus pais estão felizes com a melhora do meu irmão”, contou. “Eu estou centralizando as mensagens de força direcionadas a ele e são muitas mesmo”, diz Johnny, como é chamado pelos colegas.

Johnny explicou que o irmão está consciente, fala, e lembra-se dos momentos em que o crime ocorreu. “Ele só não consegue entender por que aquelas duas pessoas atiraram nele. Ele não faz ideia do motivo”, revelou.

Francisco foi preso três horas depois do crime, ao dar entrada no Hospital da Vila Alpina, na zona leste, com ferimento de bala na perna. Nos bolsos de sua calça, a polícia encontrou munição de calibre 32 e por isso ele foi autuado. Quatro dias depois, policiais do 4º Distrito Policial (Consolação) encontraram o suspeito e o acusaram pelo crime.

Socos e tapa

A polícia gravou em vídeo uma confissão de Francisco, ainda no hospital, que é contestada por seu advogado Getúlio Pereira Serpa. “Meu cliente disse que levou socos no peito e tapa na cara para confessar. Vou checar no hospital se há câmeras que tenham feito imagens no quarto”, disse.

O delegado Paulo Tucci disse que o interrogatório e a confissão de Francisco foram acompanhados na íntegra por duas enfermeiras do hospital. As enfermeiras assinaram um termo de que testemunharam o depoimento. Segundo a polícia, não houve agressões em nenhum momento do interrogatório.

Serpa afirmou que vai entrar com habeas corpus na Justiça para pedir que os irmãos respondam pelo crime em liberdade. “Eles afirmam ser inocentes. O Valmir vai prestar depoimento no momento oportuno. Segundo eles, já frequentavam aquele bar havia seis meses, e os estudantes, principalmente o rapaz que morreu, os xingava de otário, comedores de farinha (eles são nordestinos)”, contou o defensor.

Johnny Tominaga rebateu as acusações. “Quem conhece meu irmão e conhecia o Júlio sabe que eles não discriminariam ninguém, de jeito nenhum. Isso é mentira”, disse.

Prefeito de Jandira é morto baleado

Categoria: Polícia

O motorista Wellington Martins, conhecido como Geléia, continua internado em estado grave, na manhã deste sábado, 11, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele foi baleado na cabeça durante o ataque que matou o prefeito de Jandira, Walderi Braz Paschoalin (PSDB), na sexta-feira, 10.

Wellington passou por uma cirurgia na tarde de ontem, mas segundo a unidade de saúde, seu estado de saúde segue inalterado.

Ele e Paschoalin foram atacados quando chegavam a uma estação de rádio na Rua Antônio Conselheiro, no bairro Jardim Mirante, para participar do programa semanal feito pelo prefeito, por volta das 8h. Segundo a assessoria da Prefeitura, o prefeito estava em um carro convencional, sem o uso de blindagem. Braz Paschoalin foi atingido no peito e o motorista na cabeça.

Os dois foram socorridos por equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O prefeito não resistiu aos ferimentos e o motorista foi levado para o hospital Sameb, em Barueri, e depois encaminhado ao HC.

A Justiça de São Paulo decretou no início da madrugada de hoje a prisão temporária dos quatro suspeitos de participação no crime. O pedido foi feito pelo Setor de Homicídios, da Delegacia Seccional de Carapicuíba, cidade vizinha.

Priscila Trindade