Filho mata mãe em condomínio da zona sul
- 3 de agosto de 2012 |
- 23h03 |
- Tweet este Post
Categoria: Sem categoria
CAMILLA HADDAD
A funcionária pública Ana Sudário Canônico, de 59 anos, foi assassinada pelo próprio filho na tarde de ontem no Condomínio Riviera Paulista, um conjunto de casas de luxo na região da Represa de Guarapiranga, zona sul da capital. Mauro Canônico, de 37 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Mauro admitiu ter estrangulado a mãe, mas não deu detalhes sobre a motivação.
Segundo investigadores, ele sofre de esquizofrenia e teria deixado de tomar os remédios – de tarja preta, para controlar a ansiedade – na tarde de ontem. Mauro é irmão de André Canônico, percussionista da banda Fala Mansa. Por volta das 20 horas, o artista ainda seguia para a delegacia para se informar sobre o que ocorreu. Antes, em prantos, passou pela casa da família.
Os gritos que vinham da casa de Ana puderam ser ouvidos no condomínio. Pelo menos três vizinhos ligaram para a Central 190, informando sobre problemas na residência. O sargento Nelson Brito, do 37.º Batalhão da Polícia Militar (Jardim São Luís), foi um dos primeiros a chegar ao local e afirmou que o pai de Mauro, um empresário, estava “transtornado”.
“Ele disse que o jovem jamais havia tido qualquer tipo de ato violento contra Ana e foi o primeiro a avisar a polícia sobre o assassinato da mulher pelo filho”, ressaltou o PM. “A vítima tinha ligado para o ex-marido durante a manhã para dizer que Mauro estava muito nervoso e inquieto.” Atualmente, Ana morava sozinha na residência com o filho. O percussionista André reside em Cotia, na Grande São Paulo. “Quando o ex-marido chegou ao local, já era tarde demais para fazer qualquer coisa.”
Ainda segundo o sargento da Polícia Militar, Ana estava caída na sala e com muito sangue em volta do corpo. Como ela havia passado recentemente por cirurgia no pescoço, os pontos se romperam com o estrangulamento. Mauro deve responder por homicídio doloso (com intenção de matar). Segundo Brito, ele já havia sido abordado duas vezes pela Polícia Militar, à beira da represa, por consumo de drogas.
Caso se comprove um surto psicótico, ele pode, porém, ser internado ou mesmo considerado inimputável pela Justiça. Ele foi algemado e levado diretamente para o 101.º DP (Jardim das Imbuias). Em 2001, Ana chegou a registrar boletim de ocorrência do desaparecimento do filho no 16.º Distrito Policial (localizado na Vila Clementino, zona sul), onde a família morava na época.
Na ocasião, ela contou aos investigadores que o filho estava em surto psicótico e em outras ocasiões havia tentado se matar. No dia em que prestou queixa, Ana afirmou que Mauro saiu do apartamento da família de carro, sem falar com ninguém, levando somente uma cadela poodle e uma prancha de surfe. Após ser encontrado, a família se mudou para a região de Guarapiranga.

