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Sábado, 25 de Maio de 2013
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Famílias pedem Justiça na inauguração de Memorial

Categoria: Geral

ADRIANA FERRAZ

Como no dia do acidente, uma terça-feira, fazia frio e chovia na região do Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo. Às 18h50, o som de um clarinete tocado pela Polícia Militar ecoou por um minuto, em referência ao momento em que o avião se chocou com o prédio de cargas da própria companhia e explodiu.

Assim foi inaugurada a Praça Memorial 17 de Julho ontem, em homenagem às 199 vítimas da explosão do Airbus A-320 da TAM, há cinco anos. Cerca de 300 parentes e amigos participaram da cerimônia. Na mureta com o nome das vítimas, em volta do espelho d’água, parentes deixavam flores brancas e estrelas com mensagens de carinho e saudade.

Na cerimônia, foram acesas 199 lâmpadas de LED em formato de estrela postas no chão. No centro da praça há uma amoreira que resistiu à explosão. Depois da apresentação de um coral, familiares discursaram, reforçando que a praça não é apenas uma homenagem às vítimas, mas “um endereço de alerta sobre a falta de segurança no tráfego aéreo do País”.

Projetado de acordo com a vontade dos parentes, o Memorial 17 de Julho tem 8,3 mil metros quadrados e fica na frente da cabeceira da pista de Congonhas. As obras duraram sete meses e custaram R$ 3,6 milhões.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) foi à cerimônia. “É um local de homenagem e um local de alerta. Espero que todas as autoridades que passam por aqui e sejam responsáveis pela aviação civil coloquem as mãos à obra”, disse o prefeito em referência à melhoria da segurança aérea.

Satisfeitos com a execução do projeto, integrantes da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam) celebraram a inauguração, mas não sem protestar pela demora na condenação dos culpados. Os responsáveis pela tragédia ainda não foram ouvidos na Justiça.

Processo
Denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) há um ano, a então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, e os ex-diretores da companhia Alberto Fajerman e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro pleiteiam a absolvição sumária no processo. Os três respondem por “atentado contra a segurança no transporte aéreo”. Eles negam participação no acidente.

Por volta das 14 horas, antes da cerimônia oficial, representantes da Afavitam distribuíram panfletos na frente do aeroporto, exigindo maior segurança. Congonhas voltou a operar no limite. Hoje, em média, são 33 pousos e decolagens por hora. O número máximo permitido pela Anac é de 34 – na época do acidente, eram 46. Passada a pressão pela redução no movimento, porém, todas as estatísticas estão em alta.

Nos cinco primeiros meses deste ano, 86,5 mil aeronaves pousaram ou decolaram de Congonhas. No mesmo período de 2007, foram 91,5 mil operações.

Crescem furtos em aeroportos de São Paulo no início do ano

Categoria: Geral, Polícia, Segurança Pública

FABIANO NUNES

Entre janeiro e fevereiro houve aumento de 47% nos casos de furtos nos dois principais aeroportos de São Paulo, de acordo com as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. Somados, Congonhas, na zona sul da capital, e Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, registraram 290 casos no primeiro bimestre de 2012. Nos dois primeiros meses do ano passado a Polícia Civil havia registrado 197 ocorrências. 

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, disse que as delegacias dos aeroportos vão focar o trabalho agora na investigação das quadrilhas que furtam bagagens. Contados separadamente, o aeroporto de Cumbica foi o que registrou mais casos: 240 furtos no primeiro bimestre deste ano contra 155 no mesmo período de 2011, aumento de 54%. Em Congonhas foram 50 casos este ano, crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2011 (42 casos). As polícias Federal e Civil acreditam que o aumento de furtos está ligado ao crescimento do fluxo de passageiros.

Segundo o delegado titular do aeroporto de Cumbica, Ricardo Guanaes Domingues, as malas mais visadas são as de passageiros de voos internacionais. “Principalmente de quem chega dos Estados Unidos, Argentina, da Europa e de países de onde os passageiros trazem produtos eletrônicos”, afirmou. Em fevereiro, seis funcionários, responsáveis pelo carregamento das malas entre a esteira e a aeronave, foram presos.

O esquema funcionava da seguinte forma: as malas, que deveriam seguir para as esteiras do desembarque internacional, eram desviadas pelos funcionários para a área de desembarque doméstico. De lá, um integrante do grupo saía com a bagagem como se fosse passageiro. Na área de voos domésticos há pouca revista e a saída, depois de pegar a mala na esteira, é quase imediata. Por isso, era onde os bandidos encontravam trânsito livre para agir.

“As investigações são baseadas nas estatísticas. É preciso mapear o modo de agir, os locais e os golpes que são aplicados para identificar e prender os responsáveis”, disse o delegado-geral.
De acordo com o delegado titular do Aeroporto de Congonhas, Marcelo Godói Palhares, algumas quadrilhas atacam o passageiro no saguão do aeroporto quando há alguma distração. “O passageiro às vezes vai tomar um café e deixa o carrinho ao lado e esquece que está num local público. Os ladrões sempre estão atrás de laptops ou mochilas”, explicou.

Na última quarta-feira (04), um engenheiro químico alemão de 51 anos foi vítima de criminosos em Congonhas. “Eu estava no saguão e veio uma pessoa pedir informações sobre metrô. Quando eu disse que não havia metrô, ele foi embora e em seguida percebi que estava sem a mala”, disse. No dia seguinte uma mulher encontrou a bagagem do engenheiro em um estacionamento no centro. Os criminosos levaram o dinheiro e deixaram roupas e documentos.

Ladrão de Congonhas identificado

Categoria: Polícia

CAMILLA HADDAD

A polícia já tem um suspeito de ter participado, na noite de terça-feira, do assalto à casa de câmbio Cotação, no mezanino do Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Imagens do circuito interno da agência mostram que quando os ladrões chegaram, a porta da loja estava apenas encostada, o que pode ser um indício de que nem todos os atendentes do local seguiram normas básicas de segurança. Em dez minutos, R$ 251 mil foram levados em moedas de diversos países.

“Todos os equipamentos da casa de câmbio funcionavam perfeitamente bem no momento do assalto. O que observamos é que os procedimentos por parte dos funcionários (eram três) não foram adequados”, contou o delegado Marcelo Palhares, titular da Delegacia do Aeroporto.

Eram 21h57 quando um Honda Fit prata parou na porta do desembarque. Do carro desceram dois homens de terno, peruca, óculos e com uma pasta semelhante à usada para notebooks. Eles subiram as escadas rolantes, foram ao mezanino, passaram por dois guardas patrimoniais sem levantar suspeitas e abordaram um atendente da casa de câmbio que estava bem na frente do local.

Na sequencia, entraram e ameaçaram duas jovens com o uso de uma arma que segundo elas, seria uma pistola. As duas foram algemadas e uma delas, obrigada a digitar a senha do cofre. Todo o dinheiro foi colocado na pasta. Dentro dela havia uma mochila que também foi abastecida com o dinheiro. A ação dos assaltantes foi registrada pelas câmeras da agência e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O que a polícia quer saber é como a porta de segurança que dá acesso ao estabelecimento não foi fechada.

Por telefone, a tia de um dos funcionários que aparece como vítima no boletim de ocorrência disse ao JT que o sobrinho estava sendo acusado. “Ele tem um mês no emprego, é o primeiro trabalho dele e os policiais estão achando que foi ele. A própria empresa não está dando mais a assistência para meu sobrinho”, contou a mulher, que pediu para não ter o nome divulgado. Nenhum representante da empresa foi localizado para dar entrevistas. A tia disse também que acionou um advogado e que estava “inconformada”.

Na tentativa de identificar o bando, o delegado pediu à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) imagens das imediações do aeroporto para tentar levantar a placa do Fit usado no roubo.

O local assaltado é vizinho de um posto da Polícia Militar, que estava vazio no momento do ataque à loja. Além do posto, a poucos metros, existe uma base do Poder Judiciário. Segundo a PM, os policiais estavam patrulhando a área de embarque e desembarque e fizeram o procedimento correto.

Irlandês é preso em SP com cocaína no estômago

Categoria: Polícia, Tráfico

Um irlandês de 20 anos foi preso na tarde de segunda-feira, 12, ao tentar embarcar no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com 72 cápsulas com cocaína no estômago. Ao todo, ele havia ingerido 830 gramas da droga. O rapaz embarcaria num voo com escala no Rio de Janeiro e com destino final em Portugal.

Policiais federais abordaram o irlandês no saguão do aeroporto ao desconfiar do nervosismo dele. Levado a uma sala, ele não soube explicar o motivo de ter vindo ao Brasil. No fim, segundo a PF, ele confessou que havia engolido a droga.

O irlandês foi levado à Santa Casa, onde expeliu a droga. Ele acabou autuado por tráfico internacional de drogas, cuja pena varia de 5 a 15 anos de prisão.

Pedestres são roubados na passarela para Congonhas

Categoria: Polícia, Segurança Pública

CAMILLA HADDAD
Comissários de bordo, agentes de viagens e outros profissionais que trabalham no Aeroporto de Congonhas têm sido atacados por ladrões na passarela ao lado do terminal, que passa sobre a Avenida Washington Luís, na zona sul. Na maioria dos casos, o ladrão é adulto e ameaça a vítima com arma de fogo. Mas há crimes cometidos por menores com canivetes. Desde o começo do ano, 15 ocorrências foram registradas. Na semana passada houve três casos, mas em dois deles as vítimas não procuraram a polícia.

Desde ontem, a Polícia Militar reforçou a ronda no local. Agora, duplas de PMs caminham pela passarela nos horários considerados de maior movimento, como 7h e 20h. Os soldados também têm voltado atenção para a Rua Baronesa de Bela Vista. Ali, segundo a corporação, funcionários do aeroporto deixam seus carros estacionados (leia mais abaixo).

O Sindicato Nacional dos Aeronautas confirmou o problema ao JT. Como prevenção, a entidade orienta os aeronautas a não passarem sozinhos pela passarela, principalmente à noite. Em nota, o sindicato informou ainda que esses crimes têm piorado nos últimos tempos. A entidade lamentou que o “único caminho” para as pessoas acessarem o aeroporto esteja tão inseguro.

Dados obtidos pela reportagem mostram que os principais alvos dos ladrões são funcionários de empresas aéreas que passam com uniforme e carregam malas e até notebooks. Geralmente essas vítimas são de outros Estados e precisam passar a noite em São Paulo após o trabalho. Quando a vítima é mulher o objetivo dos ladrões é a bolsa.

Como forma de prevenção, o Ibis Hotel, na Rua Baronesa de Bela Vista, que recebe muitos tripulantes, oferece vans de 15 em 15 minutos para hóspedes com destino ao aeroporto e também no itinerário inverso. A medida visa evitar o uso da passarela. Segundo seguranças do aeroporto ouvidos pela reportagem, adolescentes costumam permanecer na calçada do terminal para escolher a vítima. Geralmente eles acabam retirados pelos seguranças. Diariamente os funcionários ouvem relatos de homens e mulheres abordados. Quem convive com o problema sente medo. “De noite a situação é bem pior. Eu passo correndo e segurando a bolsa”, conta a atendente de telemarketing Roberta Borges, 35 anos.

Na tarde do dia 3, uma aeromoça de 25 anos, de Londrina, Paraná, andava pela passarela quando foi surpreendida por três adolescentes. O trio disse estar armado. A vítima conta que eles usavam roupas rasgadas. Levaram crachá da empresa, carteira e celular. Outro comissário teve uma arma encostada nas costas por um adulto e foi obrigado a entregar uma pasta. Em março, um corretor foi surpreendido por um rapaz forte que exigiu sua carteira, onde havia R$ 600. Ele chegou a ver um revólver e não reagiu.

A Infraero diz que quando sabe de casos avisa a PM por meio de seus seguranças, mas que eles não podem atuar na passarela por ser uma área pública.