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Terça-feira, 21 de Maio de 2013
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São Paulo terá 40 câmeras contra pirataria

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TIAGO DANTAS

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) aposta na tecnologia para aumentar a fiscalização sobre o comércio de produtos piratas na capital. Até o fim do ano, a Prefeitura pretende comprar 40 câmeras inteligentes móveis, que serão instaladas em viaturas e motos. Os equipamentos podem ser programados para procurar alvos específicos, como um caminhão que tenha o símbolo de determinada empresa, por exemplo.

Essas câmeras poderão ajudar a GCM a descobrir as rotas usadas pelos grupos que controlam a pirataria em São Paulo e a encontrar fábricas e galpões onde as mercadorias são produzidas e armazenadas. O projeto prevê que as imagens gravadas por esses equipamentos sejam compartilhadas com a Receita Federal e as polícias Civil e Federal, que já investigam a atuação de quadrilhas especializadas no comércio ilegal na cidade.

A compra faz parte de um pacote de 500 câmeras que operam com um sistema de monitoramento conhecido como reconhecimento ótico de caracteres (OCR, na sigla em inglês). A minuta do edital está disponível para consulta pública desde maio, e a licitação deve ser publicada “nas próximas semanas”, segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega.

“A câmera OCR registra os caracteres que você definir. Vamos supor que você esteja procurando um caminhão vermelho com a inscrição ‘mudanças Santa Terezinha’. Quando esse veículo passar no local onde a câmera está filmando, ela vai emitir um alarme na central e, em um minuto, a guarda pode montar um bloqueio”, afirma o secretário.

O termo de referência da licitação propõe que 30 câmeras sejam preparadas para ser instaladas em viaturas da GCM ou carros descaracterizados e 10 sejam colocadas em motos. As demais câmeras do edital serão distribuídas em 166 pontos fixos, principalmente nos limites da cidade e nas estradas na entrada do município.

Os equipamentos fixos terão capacidade, ainda, de checar informações por meio da leitura da placa dos veículos: inspeção veicular, pendência de tributos, multas ou queixa de roubo, por exemplo.

O uso da tecnologia no combate à pirataria é importante, mas não vai, sozinho, resolver o problema, na avaliação do advogado Márcio Costa de Menezes e Gonçalves, secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual do Ministério da Justiça entre 2005 e 2006.

“É uma ferramenta importante, mas é provável que os criminosos também possuam uma tecnologia semelhante para ajudá-los.” Gonçalves acredita que São Paulo acertou ao juntar órgãos estaduais e federais nas ações antipirataria.

“Às vezes, a GCM faz uma apreensão e encontra um livro-caixa, que vai ajudar a polícia a chegar aos chefes da quadrilha. É preciso união de esforços e persistência para perdermos a sensação de que as apreensões são como enxugar gelo.”

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