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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Rota dá ‘intensivão’ para PMs do Rio

Categoria: Segurança Pública

CAMILLA HADDAD

A Tropa de Choque do Rio de Janeiro fez um intensivão de uma semana com homens da Rota. A ideia é levar um novo formato de patrulhamento ao estado fluminense. O mini intercâmbio teve a participação de dez policiais cariocas – dois deles tenentes – que anotaram detalhes de como age a tropa de elite paulista para depois passar a seus comandantes.

No roteiro, houve treino prático com o uso de bombas, simulações de conflito e uma tarde de tiros em um estante de corporação.

A Rota é conhecida em São Paula pela atuação repressora. Os casos de resistência seguida de morte com a participação de policiais da tropa tiveram um aumento de 46% nos últimos quatro anos. O levantamento da Ouvidoria da PM mostra que em 2008 foram 56 mortes; 61 em 2009 e 75 em 2010. No ano passado esse número chegou a 82 mortes.

O tenente Alexandre Lima, da Tropa de Choque do Rio, explica que os policiais vieram conhecer principalmente a rotina de rua da Rota. “O delito é muito específico em cada localidade. O objetivo é verificar se é viável ou não levar essa experiência ao Rio”, conta o oficial. “Pode ser que adotemos muitas práticas daqui.”

Depois da estadia na capital, o grupo deve seguir para outros estados do Brasil, entre eles a Bahia e Rio Grande do Sul. Após reunirem as observações tudo será discutido com o comando.

No intercâmbio, os policiais conheceram em classe como é correto agir em casos chamados de “distúrbios civis” como reintegrações de posse, rebeliões de presos e brigas entre torcidas.

No dia seguinte treinaram tiros no estande que fica em Pirituba, na zona oeste, e conheceram o método de abordagem da Rota. Ao lado dos homens da Rota, o grupo vivenciou simulações de ocorrências com bombas de gás lacrimogêneo e busca por criminosos.

O capitão da Rota Cássio Freitas disse que a vinda da Tropa do Rio foi motivo de orgulho. Ele afirmou que a polícia do Rio está fazendo uma série de inovações na patrulha e por isso houve a necessidade da visita. Para Freitas, o encontro deveria ser de 30 dias para que os ensinamentos ficassem mais completos.

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