Rapaz confessa crime na USP e é solto
- 9 de junho de 2011 |
- 23h07 |
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Categoria: Polícia
LUÍSA ALCALDE
Desempregado e usuário de droga Irlan Graciano Santiago, de 22 anos, confessou ontem à Polícia Civil ter participado do assassinato do universitário Felipe Ramos de Paiva, ocorrido no dia 18 na Cidade Universitária, zona oeste da capital. Após depoimento em que detalhou sua participação no crime, ele foi posto em liberdade. Santiago mora na Favela São Remo, que fica ao lado do câmpus da Universidade de São Paulo (USP).
Santiago sustenta que o disparo que matou Felipe foi feito por um comparsa. Ele se recusou a entregar o parceiro. Segundo explicou à polícia, o criminoso confesso vai responder o processo em liberdade por ter se apresentado à polícia, ser primário e ter residência fixa. “Corremos o risco de ele sumir. Mas ele foi orientado pelo próprio advogado de que (se fizer isso) será pior para ele”, admitiu o delegado divisionário do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nelson Guimarães Soares.
O bandido foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte) embora o carro da vítima não tenha sido levado. A polícia disse que pode pedir a prisão temporária dele durante o andamento do inquérito policial, que ainda não foi encerrado.
Segundo a versão do criminoso, o estudante morreu porque reagiu à tentativa de assalto e foi escolhido aleatoriamente pela dupla. “Ele deu dois socos no meu companheiro, um no peito e outro no rosto e ia pegar a arma dele que estava na cintura para atirar na gente”, alegou. Os dois resolveram roubar juntos dentro da USP depois de consumir droga em uma boca de fumo próxima da Favela São Remo. Santiago e o comparsa teriam se conhecido 15 dias antes do crime.
Uma hora antes de abordar Felipe, abrindo a porta de seu carro no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA), eles tinham rendido dentro do câmpus uma deficiente física que estava em um EcoSport. Mas Santiago alegou que ele e o companheiro sentiram pena da moça. Mesmo assim, a fizeram refém até escolher outra vítima de quem levariam o veículo. A intenção, disse ele, era vender o carro.
A mulher – que até hoje não foi identificada pela polícia e não registrou ocorrência em nenhuma delegacia – teria presenciado o assassinato de Felipe, porque estava dentro do EcoSport com Santiago, enquanto o comparsa dele tentava levar o veículo do estudante.
Depois que Felipe foi baleado, a deficiente foi obrigada a deixar a dupla próximo da Favela São Remo, e só então foi liberada. “Esperamos que ela apareça para colaborar com a polícia. Terá total sigilo”, afirmou o delegado Guimarães Soares.
Santiago alegou ser seu primeiro delito e disse que decidiu entrar para o crime porque o filho, de 1 ano, passava necessidade. “Precisava comprar leite, fraldas e roupas”, justificou. Disse estar “arrependido” pelo assassinato.
Apesar dessa versão, o advogado dele, Jeferson Badan, afirma que crime famélico (motivado por fome) não será a linha de defesa que adotará para defender Santiago no tribunal. “Ele vai responder por latrocínio. Tem direito de responder em liberdade. Terá uma condenação dura”, acredita. A pena por latrocínio varia entre 20 e 30 anos de prisão. “Mas o tempo cai se o autor se apresentar espontaneamente e confessar o crime”, explica Badan.
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assassinato, Cidade Universitária, DHPP, felipe ramos de paiva, Irlan Graciano Santiago, Universidade de São Paulo, USP
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10/06/2011 - 00:08 Enviado por: Walter
NÃO PRENDERAM O MONSTRO PARA ELE MATAR MAIS ESTUDANTES
AFINAL QUEM SE PREOCUPA COM ESTUDANTES OS ESTUDANTES OCUPAM
MUITOS ESPAÇOS ONDE DEVERIAM SEREM CONSTRUIDOS MAIS PRESIDIOS
OU COLONIA DE FERIAS PARA MATADORES DE PAIS DE FAMILIA, LADRÕES LIXOS DA PIOR ESPECIE, ALIÁS NÃO SEI QUEM É PIOR SE
ESTES LIXOS OU OS QUE PERMITEM QUE ELES FIQUEM A SOLTA PARA
NOS ATORMENTAR. QUANDO ALGUEM VAI FAZER ALGUMA COISA QUANDO.
MEU DEUS SÓ ELE PARA NOS AJUDAR…. -
10/06/2011 - 06:56 Enviado por: aluisio de oliveira braga
É a Lei, e tem mais: hoje mesmo preso em flagrante, para penas de até 4 anos, sendo primário, não irá para cadeia. Onde faltou e falta escolas, o mesmo pode-se dizer com relação aos presídios e hospitais isso é o Brasil, cujos governantes foram escolhidos pelos eleitores, democraticamente.
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10/06/2011 - 08:00 Enviado por: clecy
esta a lei de nosso país de merda matar e continuar solto – para continuar hoje os seus delitos – quem esta presos somos nós – em nossa casa e em nossos medos deste bandidos…
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10/06/2011 - 09:23 Enviado por: Ademar
Eu também concordo que são as leis que precisam ser mudadas.
Temos leis para tudo. Porém, algumas são arcáicas e paternalistas
que estimula a impunidade. Infelizmete, quem morre é que fica
morto para sempre e vira estatística e caí no esquecimento com o
passar do tempo. -
10/06/2011 - 09:40 Enviado por: nellDias
Quando a justiça prende e a lei solta, quem ganha é a impunidade. Não entro no mérito da culpabilidade de um suspeito mas acho que a justiça e as leis deveriam estar em sintonia no trabalho investigativo e de punição. Esta história da polícia prende e a juiz conceder liberdade por força de lei é rídiculo. Ou muda-se a lei, ou não prendam se não podem manter preso. Prender sem manter a prisão é um estimulo para o criminoso alem de gerar mais pânico nas vítimas.
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10/06/2011 - 09:48 Enviado por: Marcelo
É melhor ficar quieto. Que país é este meu Deus. O italiano já tá livre tbm. Gostaria de saber o que se passa na cabeça dos Paralamentar e autoridades brasileiros. Não sei, mas alguma coisa acontece nesse país que não tem explicação, e o pior é que uns criticam os outros, mas no final concordam com tudo e não fazem nada que não seja do interesse deles. Tinha que entrar um doido aí (ou seja, uma pessoa normal), que mandasse essa corja toda embora e começasse do zero, inclusive essas leis absurdas que temos aqui. Bem, é melhor ficar quieto
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10/06/2011 - 10:15 Enviado por: Francisco Nogueira
Infelizmente os valores desse país estão invertidos, quem cumpre as leis é considerado um verdadeiro idiota, hoje e já faz algum tempo, os criminosos viraram verdadeiros herois, vide esse assassino italiano, esse outro assassino e covarde esse jornalista Pimenta alguma coisa, esses acontecimentos e essa impunidade nos deixam perplexos.
A policia prende a (justiça)solta.Até onde irá isso, realmente está muito dificil prever, se esses nossos politicos interesseiros e entre eles alguns bandidos também, esse país irá virar um verdadeiro faroeste, as pessoas de bem querendo fazer a justiça com as próprias mãos. -
10/06/2011 - 10:18 Enviado por: Guga Romano
Os grandes culpados dessa baderna foram os parlamentares que
votaram essa Constituição de 1988 , feita por ex-exilados , plena de
recursos protelatórios e a Justiça não é feita , dando rédias `a impunidade !!
Cade as REFORMAS ??? Vão trabalhar , cambada de políticos ………
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10/06/2011 - 13:34 Enviado por: Joaquim Menezes
faz tempo que acho que nosso Judiciário não está à altura do que deveria ser. impunidade total aos culpados de algum crime. Desse jovem paulista morto na USP é o maior abssurdo. Depois de uma “conversinha”, foi solto e com certeza vai voltar a fazer isso. Depois outra “conversinha” e volta a ficar livre. Não temos na Justiça homens com H que possam fazer uma revolução nessas leis super ultrapassadas???
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10/06/2011 - 13:38 Enviado por: amadeu
Eu não estava entendendo, a polícia de São Paulo (um exemplo para o pais, como tudo em nosso Estado tão bem administrado) prendeu esse monstro, a justiça liberou. Mas ai eu lembrei, somos governados pela turma do lullalá
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10/06/2011 - 14:18 Enviado por: Gregor Samsa
Na turma do Serra, daria na mesma, exceto se o morto fosse rico.
responder este comentário denunciar abuso
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10/06/2011 - 14:18 Enviado por: Silvana Maia
Isso é uma vergonha para nosso país. Que lei porca é essa, que permite que um assassino confesso fique em liberdade?? Amo meu país, tenho orgulho de ser brasileira, nas diante disso, acho que todos nós estamos indignados e envergonhados de sermos brasileiros, nascidos no país da impunidade!!! Será que só sabem aprovar leis que favoreçam os ilustres “moradores” de Brasília? Ou será que todos os brasileiros que tem residência fixa e ainda não cometeram nenhum crime, lhes é permitido matar com o apoio da lei??
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10/06/2011 - 14:28 Enviado por: Gregor Samsa
Ontem eu estava indo trabalhar quando um cara na rua me pediu dinheiro para pagar a passagem do ônibus.
“Eu tô pedindo. Se eu chegasse roubando, seria diferente…” resmungou o cara quando neguei.
“Não se renda a isto. Eu não me rendi” eu disse a ele antes de ir embora.
(…)
Podemos esteriotipar e dizer que um marginal está solto respondendo processo. Mas convenhamos: ele pode ser réu primário.
Mas também é réu confesso e se negou a entregar o suposto comparsa! Dois motivos contra um. Onde está a sensatez???
“Precisava de leite, fraldas e roupas”??? Isso lá é desculpa?! Agora a criança vai crescer com um pai presidiário, pagando
mensalidade ao PCC.Gente i-d-i-o-t-a é um porre, independente do seu grau de estudo. Do noiado assassino aos advogados dele.
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10/06/2011 - 16:25 Enviado por: Custodio Ernesto Uribe Toro
Infelizmente a Lei e ditada por juizes cegos.
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10/06/2011 - 17:15 Enviado por: domingos alves junior
Não concordo. Que residência fixa é essa. Mora em favela então nãotem residência fixa. Em nosso paiz temos lei, mas não temos punição. O Brasil tem tudo para ser uma grande nação, o problema é, não temos covernantes.
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10/06/2011 - 20:24 Enviado por: nidia machado Salvador
Coloca este cara em cana ,para evitar que venha agredir outras pessoas com o seu comparsa.Ficou com pena nada de deficiente eles não encontraram o que pretendia.Agora fica os familiares com a dor.Depois que cristalizaram na mente das pessoas que isto acontece porque foram injustiçados ,não tiveram oportunidade…Agora na hora de procurar usar drogas é capaz de qualquer ato e ainda tem aqueles que se autodefinem politicamente corretos que defendem.Pergunte aos pais do Felipe os sacrifios para ele estudar ,trabalhar e aparece um crápula e acoberta o criminoso e ainda ninguém sabe que está falando a verdade,vai responder em liberdade.Urgência na mudança do código penal chega de complexo de culpa em relação criminoso.Não queremos a “A PAZ DO AQUI JAZ” e nem aquelas de muitos famosos na midia televisiva,queremos garantir o direito de ir e vir assegurado.Milhões de lares enlutados e autoridade fingindo que estão combatendo a criminalidade.Políticos e empresários tem seus esquemas de segurança especializados e o cidadão comum vulneráveis a criminalidade,vamos nos unir no movimento semelhante ao das “DIRETAS JÁ” e nos movimentar das metrópoles aos grotões e exigir a garantia de ir e vir e não ser molestados, por criminosos irrecuperáveis,que muitas vezes não poupam nem familiares
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10/06/2011 - 21:05 Enviado por: Luciana Silva
“Precisava comprar leite, fraldas e roupas”, justificou.
Mas que palhaço… a droguinha que ele consumiu antes do assalto, por acaso foi presente de algum amigo?
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