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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Professor é morto em roubo na Saúde

Categoria: Polícia

GIO MENDES

O professor de português Edgard Belle da Silva Filho, de 44 anos, foi morto com dois tiros no rosto durante uma tentativa de assalto dentro da garagem da sua casa, na Rua Guararema, Bosque da Saúde, zona sul de São Paulo. A mulher dele, uma enfermeira, de 35 anos, testemunhou o crime. Segundo ela, o assaltante atirou no professor após ele dizer que, antes de entregar qualquer dinheiro, precisava segurar um de seus três cachorros para que o animal não fugisse para a rua.

O crime aconteceu por volta das 7h20 de ontem. De acordo com moradores do bairro, Edgard e a mulher tinham o hábito de lavar a garagem toda a manhã. “Eu passeio com meu cachorro e sempre passei em frente à cada dele (Edgard) entre 6h30 e 7h e o via lavando a garagem com a mulher. Sempre o cumprimentei, mas só o conhecia de vista”, disse o arquiteto Marcelo Del Bel, de 38 anos. O casal tinha terminado a limpeza, quando um ladrão invadiu a garagem e anunciou o assalto.

Em depoimento no 16.º DP (Vila Clementino), onde o caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte), a enfermeira contou que o criminoso apontou a arma para o marido dela e exigiu dinheiro. O professor disse para o ladrão esperar um pouco porque precisava segurar um dos cachorros, já que o portão ainda estava aberto. “O bandido pediu para a mulher da vítima virar o rosto para o outro lado. Ela obedeceu a ordem e em seguida o ladrão atirou no professor. Foi pura maldade”, disse o delegado Airton Sante Amore, assistente do 16º DP.

O criminoso fugiu a pé. Clientes de um bar localizado perto da Praça dos Namorados, no final da rua onde Edgard foi morto, viram um suspeito correndo pela Avenida Bosque da Saúde, em direção à Avenida Professor Abraão de Morais. “Eu estava tomando café no bar, quando ouvi os tiros. Fui até a porta e vi um sujeito correndo e mexendo na cintura, como se estivesse escondendo um revólver”, disse um motorista de 35 anos, que não quis se identificar.

A mulher do professor descreveu o assaltante como um homem magro e pardo, de cabelos pretos e curtos e com cerca de 1,65 metro de altura. Segundo o delegado do 16.º DP, investigadores passaram a tarde de ontem em busca de câmeras de segurança de prédios e residências que pudessem ter gravado a imagem de algum suspeito. “Vamos analisar as imagens de uma câmera para saber se é possível identificar alguém”, disse Sante Amore. O delegado disse que informações sobre o caso também seriam repassadas à 3.ª Delegacia de Chacinas e Latrocínios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

A delegacia de Vila Clementino ainda não havia registrado nenhum latrocínio este ano, segundo as estatísticas divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública. Nesse período, as regiões da Penha, zona leste, e Perus, zona norte, foram as que registraram mais latrocínios, cada uma delas com quatro casos. Santo Amaro e Campo Limpo, na zona sul, registraram três casos.

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