PM suspeito de matar coronel é preso
- 12 de junho de 2010 |
- 0h24 |
- Tweet este Post
Categoria: Polícia
Josmar Jozino
Marcelo Godoy
O policial militar Pascoal dos Santos Lima, 33 anos, foi levado no início da madrugada de ontem para o Presídio Militar Romão Gomes, na Água Fria, sob acusação de ter matado um comerciante na zona norte de São Paulo. O crime ocorreu em novembro de 2006. O soldado é apontado também como principal suspeito pelo assassinato do coronel José Hermínio Rodrigues, então comandante da PM na zona norte.
A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Maurício Fossen – o mesmo do caso Isabella – , do 2º Tribunal do Júri da Capital. A vítima do policial militar foi o comerciante Eder Walter Moreira, de 32 anos, dono de duas farmácias.
A participação do soldado no assassinato foi revelada em fevereiro deste ano por Wellington de Carvalho Franco, 33 anos. Apontado como pistoleiro, também teve a prisão preventiva decretada pela morte do comerciante.
Franco disse à delegada Alexandra Comar de Agostine, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que Ediel, o irmão de Moreira, teria matado um PM do 18º Batalhão, onde Lima era lotado. Em outubro de 2006, o soldado e outros PMs da Força Tática foram à casa do comerciante, à procura de Ediel, sem sucesso. Mas ele advertiu Moreira: “Se eu te encontrar numa quebrada te mato”. No mês seguinte, o comerciante foi assassinado.
Franco também disse que Lima planejou o assassinato e executou o coronel Hermínio. O soldado foi indiciado pela morte do oficial e preso em 24 de janeiro de 2008. No ano seguinte, a Justiça o libertou.
De acordo com o DHPP, Lima é investigado por outros 17 assassinatos. O soldado é acusado de integrar um grupo de extermínio chamado de “matadores do 18º”, em referência ao batalhão onde atuava. Franco foi indiciado por outras quatro mortes. Chamado pela polícia de matador de aluguel, afirmou que cobrava R$ 5 mil por execução.
Yvan Gomes Miguel, advogado de Franco, disse que não foi comunicado sobre a prisão preventiva do cliente. Segundo Miguel, Franco delatou Lima porque teve a família pressionada pelo DHPP. Já Nilton de Souza Nunes, defensor do soldado, afirmou que o PM é inocente e que Franco já se retratou perante à Justiça e alegou que fez isso porque foi torturado.
Inquérito sem conclusão
Comandante da Polícia Militar na zona norte paulistana, o coronel José Hermínio Rodrigues, de 48 anos, foi executado com seis tiros no Mandaqui, em 16 de janeiro de 2008. Ele andava de bicicleta na Avenida Engenheiro Caetano Alvares quando sofreu a emboscada.
O oficial investigava o envolvimento de policiais militares da zona norte em chacinas, homicídios e extorsões a donos de bingos e de caça-níqueis e também a traficantes de drogas.
A corporação abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o assassinato do coronel. Porém , até hoje, passados quase dois anos e cinco meses, nada foi concluído.
Para a Polícia Civil, o autor do assassinato é o soldado Pascoal dos Santos Lima. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), há provas técnicas e materiais contra Lima.
Uma testemunha viu o soldado sair de uma loja esportiva, na mesma avenida, minutos antes do coronel Hermínio passar com a bicicleta. Com o telefone celular rastreado, o DHPP apurou que Lima estava nas proximidades do local do homicídio durante a execução do comandante da PM na zona norte.
- : Operação de guerra contra os pancadões http://t.co/Gjo0nglF 2 hrs ago
- : Ex-testemunha de Lindemberg matou ex-namorada http://t.co/dKv49ugN 5 hrs ago
- : Greve da PM termina na Bahia; no Rio, paralisação perde força http://t.co/nRZjk8tT 1 day ago
- : Presos PMs acusados de chacina na greve http://t.co/Tnx0BXGr 2 days ago
- : Dilma diz ser contra anistia a PMs http://t.co/H4zSpKNk 3 days ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: