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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Pagodeiro acusado de matar mulher reaparece

Categoria: Polícia

Evandro em entrevista coletiva com barba falsa e peruca (Foto: Andre Lessa/AE)

O pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, denunciado pelo Ministério Público (MP) pelo assassinato da ex-mulher Andréia Cristina Bezerra Nóbrega, em 2008, que está com a prisão preventiva decretada, reapareceu nesta quarta feira, 29, para reafirmar sua versão de que não matou Andréia. Ele não pode ser preso em razão da lei eleitoral.

O pagodeiro, que atualmente mora no nordeste, apareceu com peruca e barba falsa para não ser reconhecido, no escritório de seu advogado, Ademar Gomes. Na versão de Evandro e seu advogado, Andréia teria se jogado da janela com o filho do casal, Lucas.

Segundo o relato, o casal voltou de um shopping, no dia do crime, e foram para o apartamento em que moravam sozinhos.

O filho foi posto no quarto. Ao abrir um garrafa de vinho, a mulher questionou o pagodeiro a respeito de um outro filho, recém-nascido, que ele teria com outra mulher. Ainda segundo a defesa, a mulher começou a agredir o marido verbalmente.

Eles discutiram e ela teria ido até a cozinha, pegou uma faca e cortado a mangueira de gás. Evandro supostamente tirou o utensílio da mão dela. A mulher saiu, e quando o pagodeiro se virou, ela teria se jogado. Ele teria visto apenas o pé dela na janela.

Evandro então saiu pela porta aberta, desceu as escadas e encontrou os vizinhos, que se aglomeravam em baixo do prédio. Pensando que o filho estaria bem e com medo de ser linchado, ele fugiu.

Evandro diz que o desenho que Lucas teria feito à polícia, de um homem segurando uma faca em frente a mulher, seria o momento em que ele desarmou a mulher. A defesa alega ainda que a porta estaria aberta, que Andréia poderia ter gritado ou pego um objeto para se defender.

De acordo com o promotor Marcelo Alexandre de Oliveira, responsável pelo caso, Evandro agrediu fisicamente a ex mulher e anunciou que mataria Andréia e o filho. O MP pediu à Justiça pena de 30 anos de prisão por homicídio qualificado.

(Pedro da Rocha)

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