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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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2º dia de julgamento: o desabafo da família de Eloá

Categoria: Justiça

CAMILLA HADDAD
GIO MENDES

No segundo dia de julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, de 25 anos – acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel –, foi de desabafo para a família da jovem assassinada em outubro de 2008 depois de 100 horas de cárcere. Os parentes da vítima ofenderam e criticaram o réu, que não foi retirado nenhuma vez do plenário, diferente do que ocorreu no primeiro dia do júri, quando teve de sair durante o depoimento de Nayara Rodrigues, a pedido da jovem.

O policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá, chorou diante do júri ao falar sobre o jeito carinhoso da jovem e ao lembrar que parte dos órgãos dela estão nos corpos de outras pessoas. Ronickson foi a primeira testemunha da defesa a ser ouvida quando os trabalhos foram retomados, às 9h20.

“Eloá era meiga, carinhosa, estudiosa demais. Queria ser veterinária”, lembrou ele no depoimento. O irmão de Eloá afirmou, ainda, que era radicalmente contra o namoro dos dois. Citou que Lindemberg era envolvido com pessoas de má índole na região de Santo André, onde moravam. “Ele é um monstro louco e agressivo. Ele era vingativo até durante uma simples brincadeira. Xingava a pessoa e já estourava”, descreveu Ronickson ao ser questionado pela promotora Daniela Hashimoto sobre a personalidade do acusado. O irmão da vítima também disse acreditar que Lindemberg jamais teria coragem de se matar como chegou a dizer nos momentos em que manteve Eloá em cativeiro.

Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, entrou no plenário por volta das 11h para depor. No primeiro dia de julgamento, ela sequer estava relacionada entre as testemunhas. Foi chamada de última hora pela defesa de Lindemberg, que abriu mão de uma outra testemunha para pôr a mãe de Eloá no lugar. Ontem, para surpresa da plateia, a advogada Ana Lúcia Assad dispensou o depoimento de Ana Cristina, logo após a mãe de Eloá sentar diante dos jurados. Para alguns especialistas em Direito, a advogada nunca teve a intenção de ouvir Ana Cristina. A convocação foi apenas uma estratégia para a mãe da vítima não permanecer no plenário.

Antes de sair do júri, a mãe de Eloá olhou Lindemberg fixamente por cerca de um minuto. O réu não abaixou a cabeça e a encarou. Quando Ana Lúcia desistiu de ouvir a mãe da vítima, o público vaiou. A acusação não quis aceitar a decisão e exigia o depoimento da mãe de Eloá. Houve confusão. A juíza Milena Dias precisou pegar o microfone para acalmar os ânimos. Ana Lúcia ameaçou, pelo segundo dia, deixar o júri caso sua decisão não fosse acatada. Para impedir que isso ocorresse, a acusação voltou atrás e aceitou a sua decisão.

Já fora do tribunal, Ana Cristina lamentou não ter sido ouvida, mas disse que foi bom ficado frente a frente com o acusado. “Olhei para ele e pude perceber que não se arrependeu. Está ali mesmo só para limpar a sua barra”, acredita. “Queria vê-lo para saber se tinha mudado, mas está o mesmo e faria tudo de novo.” Diferente dos filhos, ela não rotulou Lindemberg de monstro. “Não o vejo como um monstro. Ele matou, é um assassino”, gritava.

Everton Douglas, irmão mais novo da vítima, quis depor na frente de Lindemberg, a quem chegou a considerar seu melhor amigo. O estudante revelou que por “infelicidade” foi amigo do réu. E, por “infelicidade”, apresentou a irmã àquele que seria o responsável por tirar a vida dela. “O que ele fez é desumano. Não é coisa de um cara normal que pode viver em sociedade.” Em alguns momentos, disse que sentia pena daquele “monstro insignificante”.

Everton respondeu a maioria das perguntas da advogada Ana Lúcia Assad sinalizando com a cabeça, até ser advertido por ela. “O senhor tem de me responder e não falar assim comigo.” É que, minutos antes, Ana Lúcia perguntou ao estudante, em tom de ironia, onde seu pai está atualmente. “A senhora sabe. Por que está me perguntando?”, reclamou o jovem. “Ele está preso (condenado por dois homicídios em Alagoas)”.

Após o testemunho da família, todos puderam sentar na plateia para acompanhar o júri. Eles deram as mãos e ficaram na última fileira, muito assediados pelo público, que ofereceu solidariedade e demonstrou indignação com o caso. Até as 23h15 de ontem, os trabalhos do júri ainda não haviam sido encerrados. A previsão é que o julgamento termine hoje.

Advogada queria mãe fora da plateia
Apesar de ter incluído a mãe de Eloá Pimentel, Ana Cristina Pimentel, entre suas testemunhas no primeiro dia de julgamento, na verdade a advogada Ana Lúcia Assad nunca teve a intenção de ouvir o depoimento dela. Essa é a opinião de especialistas, como o jurista Luiz Flávio Gomes – que acompanha o júri de Lindemberg desde o primeiro dia –, e também de advogados que atuam como apoio à acusação, como Ademar Gomes.

A única intenção ao convocar a mãe da vítima seria tirá-la do plenário onde poderia influenciar o júri com demonstrações de sentimentos, choro. Ao ser incluída entre as testemunhas, Ana Cristina passou a ficar confinada à disposição da Justiça e bem longe dos olhares dos jurados e da plateia.
Ontem, ao desistir do depoimento da mãe de Eloá, Ana Lúcia não deu qualquer explicação. Mas causou mal-estar na plateia, que chegou a vaiá-la. Para Luiz Flávio Gomes, a tática foi acertada.

Já o advogado especialista em júri Waldiner Alves da Silva classificou a estratégia como uma ação suicida.

Ademar Gomes diz que a convocação teve o único objetivo de evitar comoção dos jurados com a presença de Ana Cristina no plenário. Situação semelhante ocorreu durante o júri do caso da menina Isabella, em que o pai da garota, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados por tê-la jogado pela janela do prédio onde moravam causando a sua morte.

Na época, a mãe de menina, Ana Carolina Oliveira, foi convocada pela defesa do casal para depor. Na ocasião, a acusação fez a mesma leitura da manobra: o único interesse era deixar a mãe longe dos olhos dos jurados. A tática também não foi bem aceita na ocasião. Ana Carolina Oliveira foi dispensada após o período em que ficou incomunicável.

Festival de desacatos e bate-boca
Um festival de desacatos e bate-bocas tomou conta do plenário ontem no Fórum de Santo André, no ABC. Um dos momentos mais quentes foi quando Ana Lucia Assad, advogada de Lindemberg, falou para a juíza Milena Dias que ela precisava “voltar a estudar”. A discussão começou quando a perita criminal Dairse Aparecida era ouvida e dava explicações sobre armas usadas na noite de crime no apartamento de Eloá. Furiosa, Ana Lúcia reclamou com a promotora Daniela Hashimoto que ela estava induzindo os jurados ao erro e que ela havia faltado com o “princípio da verdade real”.

Quando Milena interferiu dizendo que nem era aquele o termo mais correto, Ana gritou: “Então você precisa voltar a estudar”. A plateia ficou inquieta. Logo em seguida, Daniela defendeu a magistrada dizendo que poderia abrir uma representação de desacato contra a advogada de Lindemberg.
As alfinetadas no julgamento aconteceram desde a manhã, quando Ana Lúcia já havia falado em tom bem alto com a promotora. “Você não precisa gritar, tem o microfone”, orientou a juíza Milena. “É que eu não estou acostumada a usar”, rebateu Ana Lúcia. Com uma sequência de atitudes desafiadoras, Ana Lúcia saiu do plenário para consultar uma pessoa na plateia: também recebeu advertência de Milena.

Mais tarde outra confusão. O perito criminal Hélio Ramacciotti foi prestar depoimento e deixou Ana Lúcia irritada. “Eu dispensei essa testemunha”, afirmou a advogada à juíza. Que retrucou que não havia requerimento formal sobre o assunto. “Você não pode falar as coisas pelos corredores do fórum”, alertou a promotora Daniela Hashimoto. O perito acabou sendo ouvido pela acusação.

Corretor é morto ao lado da filha

Categoria: Polícia

FABIANO NUNES

O corretor de imóveis Alex Sandro Donizete Caiera da Costa, de 37 anos, foi morto a tiros na frente da sua filha, de 3 anos, após reagir a um assalto. O crime aconteceu em frente à casa da vítima, na Rua Boacica, em Cidade Patriarca, na zona leste da capital. Os criminosos fugiram sem levar nada. Este foi o segundo caso de latrocínio (roubo seguido de morte), em quatro horas na capital. Um montador, de 27 anos, também foi morto após reagir a um assalto, no Jardim Miriam, na zona sul.

O número de latrocínios ocorridos na capital paulista em 2011 subiu para 87, um aumento de 14,47% em relação ao ano anterior, que registrou 76 ocorrências.

No caso do corretor, a polícia pesquisa imagens de câmera da região para tentar identificar os ladrões, que fugiram em uma moto.

Alex chegou em sua casa por volta das 21h15 de anteontem, acompanhado da filha, em um veículo Prisma 2007. O carro ficou na calçada, de frente para a garagem, e ele subiu as escadas para pegar produtos de limpeza. De acordo com informações da sua mulher à polícia, a dona de casa Silmara Fabiana Caiera da Costa, de 33 anos, ele disse que sua filha havia sujado o tapete do carro ao pisar em fezes de cachorro.

Quando voltou ao carro, foi abordado por dois homens. Sua filha ainda estava na porta de casa. O corretor de imóveis, que já trabalhou como segurança, passou a lutar com um dos ladrões. “Sua filha começou a gritar: ‘o papai está brigando’. Ela viu tudo”, lamentou o metalúrgico Clodimar Batista Feijão, de 56 anos, sogro de Alex. “Não dá para entender por que ele reagiu. Pode ter sido para proteger a filha, porque ele era muito tranquilo”, disse.

Ao reagir, Alex Sandro foi baleado na barriga. De acordo com testemunhas, o ladrão então montou na garupa da moto, foi até a esquina, voltou e efetuou mais dois disparos, que atingiram o corretor na boca e no peito. Ele foi socorrido pela PM e levado até o Hospital da Vila Nhocuné, mas morreu durante o resgate.

A polícia tentou pegar imagens de quatro câmeras de segurança de residências vizinhas. “Mas todas estavam desligadas”, disse a delegada Maria Raquel Coreggio, titular do 21º DP (Vila Matilde), onde o caso será investigado.

De acordo com a família de Alex, seu carro já havia sido furtado em frente de casa no ano passado. Os ladrões, que levaram estepe e cadeirinha, foram presos. O sogro não descarta a hipótese do crime ter sido uma vingança. A família já teve três veículos furtados nos últimos quatro anos no bairro.

Já o montador Maiko de Paula Queiroz, de 27 anos, foi morto após reagir a um assalto na Rua Miguel Maurício Ramalho, no Jardim Miriam, na zona sul. Segundo testemunhas, ele foi abordado por três homens armados, que queriam sua moto Yamaha. Maiko não a entregou e foi baleado na cabeça. Ele morreu a caminho do Hospital Geral de Pedreira. Os criminosos fugiram sem levar nada.

Higienópolis tem arrastão de sete horas

Categoria: Geral, Polícia, Segurança Pública

WILLIAM CARDOSO

Um bando com pelo menos dez criminosos invadiu ontem cinco apartamentos de um condomínio na esquina da Rua Sergipe com a Avenida Angélica, em Higienópolis, região central de São Paulo. Eles fizeram reféns cerca de 20 pessoas e fugiram levando joias, dinheiro, aparelhos eletrônicos e dois carros. Ninguém foi preso até as 20h de ontem.

Parte do grupo entrou no prédio por volta da 0h40. Eles teriam usado um Vectra GT e entrado pela garagem sem levantar suspeita. Os bandidos renderam o porteiro, que trabalha há três meses no condomínio, e passaram a interrogá-lo sobre chaves deixadas no local. Também tomaram uma cédula de R$ 50 do funcionário, que foi amarrado, e a usaram como canudo para consumir cocaína. Nos apartamentos, tomaram as bebidas das vítimas.

Mas foi apenas por volta das 4h que o bando se reuniu e começou o arrastão. Eles invadiram cinco apartamentos e levaram as vítimas para o quarto da filha de um dentista, no quinto andar. Os moradores ficaram de joelhos e foram amarrados com gravatas. “Tive medo de que bebessem demais e perdessem o controle. Um deles estava com o rosto vidrado”, afirmou a mulher do dentista, uma arquiteta de 45 anos.

Planejamento
Um dos alvos era um apartamento no sexto andar, de um rabino cuja família atua no ramo de mineração. Eles não conseguiram entrar no local. Segundo testemunhas, ficou claro que eles tinham informações privilegiadas sobre o que havia no prédio. Também foram feitos reféns o zelador e o porteiro do turno da manhã.

Os ladrões deixaram o local por volta das 7h. Um deles ficou para trás e foi resgatado logo depois. Na fuga, levaram a Land Rover e a BMW de um empresário de 43 anos. “Renderam meu motorista na garagem. Subiram até o meu apartamento. Fui acordado com um (revólver calibre) 38 na cara”, afirmou a vítima. Os dois carros foram encontrados ainda pela manhã, abandonados na Bela Vista. Até a noite de ontem não havia pistas que levassem aos bandidos.

Este foi o quarto caso de arrastão em condomínio em São Paulo neste ano. No último dia 8, pelo menos sete homens invadiram um prédio residencial na Vila Mariana; um dia antes, uma quadrilha atacou um edifício comercial no Jabaquara. E em 9 de janeiro, cerca de 15 homens fizeram um arrastão num condomínio de luxo também em Higienópolis

Defesa de Lindemberg dispensa a mãe de Eloá

Categoria: Justiça

Após outra reviravolta, juíza, defesa e acusação decidiram nesta terça-feira, 14, que Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, morta pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, em 2008, não será ouvida como testemunha no segundo dia de julgamento do rapaz, no Fórum de Santo André. Depois de algumas idas e vindas, decidiu-se que apenas Douglas, o irmão mais novo de Eloá, prestaria depoimento.

Houve princípio de tumulto e a mãe de Eloá, aos jornalistas, disse que não depôs porque a advogada Ana Lúcia Assad deu ‘um piti’.

Ana Cristina desejava falar. Em entrevista coletiva, afirmou que queria dizer que Lindemberg é um ‘assassino’ e ‘quem ama não mata’.

Relembrou o momento em que, no plenário, ficou cara a cara com o acusado e se encararam. Disse não ter visto arrependimento nos olhos do réu. Segundo ela, Lindemberg fez um gesto com as mãos, interpretado por ela como um pedido para que ela não falasse mal dele.

Ao falar, Douglas, irmão da menina morta, assim como seu irmão mais velho, caracterizou Lindemberg como “monstro”.

A mãe de Eloá ouviu o depoimento do garoto, menor de idade, do plenário – ele tem 17 anos hoje e disse que vai acompanhar o resto do julgamento da plateia.

Ao sair para almoçar, a advogada de defesa de Lindemberg foi hostilizada e pediu escolta.

Pouco antes, a mãe entrou no plenário onde encarou Lindemberg. O acusado estava presente na sala, e Ana Cristina, do momento em que entrou até a hora em que saiu, o encarou. Lindemberg a encarou de volta e os dois ficaram por cerca de dois minutos trocando olhares intimidadores.

Por volta de 11h15, Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, foi chamada ao plenário. Ela havia sido convocada ontem pela advogada de Lindemberg como testemunha de defesa.

Mas Ana Cristina não depôs. Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, ameaçou deixar o júri caso ela e o irmão mais novo de Eloá, Douglas, testemunhassem. Contrariada, a mãe de Eloá deixou o plenário. Ela queria falar.

Monstro. Em depoimento também programado para esta terça, o irmão de Eloá, Ronikson Pimentel dos Santos, lamentou o namoro da irmã com o acusado e chamou Lindemberg de monstro. ‘Ele é um mostro, louco e agressivo’. O irmão disse que conversou com as mulheres que receberam órgãos de Eloá, e que elas têm um jeito (voz) parecido com Eloá.

Ronikson afirmou também que Lindemberg se aproximou do irmão mais novo da família, Douglas, com o objetivo de se aproximar de Eloá. Foi por meio do garoto, ‘uma criança’, lembra Ronikson, que Lindemberg conheceu a vítima. ‘Ele traiu minha família’, disse Ronikson.

Lindemberg chegou ao fórum no ABC paulista por volta das 8h30 desta terça-feira, para o segundo dia de julgamento. Por volta das 7h30, Lindemberg saiu escoltado por duas viaturas do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, onde passou a noite.

O primeiro dia de julgamento começou 50 minutos depois do horário previsto e terminou por volta das 20h. Três dos quatro reféns de Lindemberg prestaram depoimento, entre eles Nayara Rodrigues da Silva, principal testemunha de acusação.

Mãe de Eloá será ouvida em julgamento

Categoria: Polícia

Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, morta pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em 2008, vai testemunhar nesta terça-feira, 14, no segundo dia do julgamento do rapaz de 25 anos, no Fórum de Santo André. Depois de ser convocada pela defesa na última quinta-feira e dispensada hoje às 11h15, defesa e acusação concordaram em ouvir o testemunho dela.

Pouco antes, ela teve entrou no plenário onde encarou Lindemberg. O acusado estava presente na sala, e Ana Cristina, do momento em que entrou até a hora em que saiu, o encarou. Lindemberg a encarou de volta e os dois ficaram por cerca de dois minutos trocando olhares intimidadores.

Por volta de 11h15, Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, foi chamada ao plenário. Ela havia sido convocada ontem pela advogada de Lindemberg como testemunha de defesa.

Mas Ana Cristina não depôs. Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, ameaçou deixar o júri caso ela e o irmão mais novo de Eloá, Douglas, testemunhassem. Contrariada, a mãe de Eloá deixou o plenário. Ela queria falar.

Monstro. Em depoimento também programado para esta terça, o irmão de Eloá, Ronikson Pimentel dos Santos, lamentou o namoro da irmã com o acusado e chamou Lindemberg de monstro. “Ele é um mostro, louco e agressivo”. O irmão disse que conversou com as mulheres que receberam órgãos de Eloá, e que elas têm um jeito (voz) parecido com Eloá.

Ronikson afirmou também que Lindemberg se aproximou do irmão mais novo da família, Douglas, com o objetivo de se aproximar de Eloá. Foi por meio do garoto, ‘uma criança’, lembra Ronikson, que Lindemberg conheceu a vítima. “Ele traiu minha família”, disse Ronikson.

Lindemberg chegou ao fórum no ABC paulista por volta das 8h30 desta terça-feira, para o segundo dia de julgamento. Por volta das 7h30, Lindemberg saiu escoltado por duas viaturas do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, onde passou a noite.

O primeiro dia de julgamento começou 50 minutos depois do horário previsto e terminou por volta das 20h. Três dos quatro reféns de Lindemberg prestaram depoimento, entre eles Nayara Rodrigues da Silva, principal testemunha de acusação.