Operação de guerra contra os pancadões
- 12 de fevereiro de 2012 |
- 22h19 |
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Categoria: Segurança Pública
GIO MENDES
Parecia uma operação de guerra. Na tarde deste domingo, 12, 150 agentes de vários órgãos públicos participaram de uma megablitz para coibir os pancadões que acontecem em praças e bares do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Desde novembro do ano passado, essa foi a quinta “Operação Pancadão” realizada no bairro. Dezenove bares foram vistoriados durante quase três horas, antes da operação ser encerrada por causa da forte chuva que atingiu o Campo Limpo por volta das 19h30 de ontem. Uma equipe da PM filmava a operação, que era transmitida em tempo real para o Comando de Policiamento da Capital (CPC).
O bairro do Campo Limpo foi o primeiro da capital a realizar esse tipo de operação com a integração das polícias Civil e Militar, da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de agentes vistores da Subprefeitura da região, entre outros órgãos.
“Metade das reclamações feitas pelos moradores do bairro está relacionada aos bailes funks, que estão se tornando uma praga na cidade de São Paulo”, disse o subprefeito de Campo Limpo, Trajano Conrado Carneiro.
Um grupo de motoqueiros reunidos em uma praça na Avenida Sílvio Ribeiro Aragão fugiu ao perceber a aproximação de parte do efetivo da operação, por volta das 17h. O local fica em frente a uma padaria que, de acordo com o capitão Sandro Andrey, já foi denunciada por vender bebia alcoólica para menores de idade. “Os jovens compram a bebida e ficam ouvindo som alto na praça”, afirmou o oficial da PM. Nenhum adolescente foi encontrado consumindo ou comprando bebidas na padaria ontem, mas o local acabou interditado pela Vigilância Sanitária por falta de higiene.
Na Rua Alexandre Archipenko foram apreendidas duas máquinas de som em um bar, que estavam no máximo volume. Na mesma rua haviam barracas montadas na calçada, onde clientes bebiam e escutavam som alto. A Subprefeitura desmontou as barracas. Segundo Geraldo Morais, diretor do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Campo Limpo, o local já reuniu cerca de mil pessoas durante a madrugada. “São festas com uma grande concentração de pessoas e que tiram a tranquilidade dos moradores ao redor”, afirmou Morais.
Durante a operação no Campo Limpo, foram apreendidas sete máquinas caça-níqueis em um bar e três motos que não tinham documentação. Dez pessoas foram levadas para prestar depoimento no 37º DP (Campo Limpo). Segundo o capitão Andrey, a “Operação Pancadão” será realizada uma vez por mês na região.
Outro bairro também realiza ação
Ao mesmo tempo em que era realizada a “Operação Pancadão” no Campo Limpo, a região de M’Boi Mirim, na zona sul, também intensificava a fiscalização em bares para tentar localizar menores de idade. Segundo o tenente-coronel Deufranio Barbosa de Carvalho, um bar foi interditado e outros três lacrados durante a operação, a terceira que aconteceu na área da Subprefeitura de M’Boi Mirim neste ano.
“Esse tipo de operação é eficiente na prevenção de outros delitos, como roubos e homicídios na área dos bares”, afirmou o oficial. Participaram da operação cerca de 100 agentes públicos.
Na ação anterior, a Polícia Militar havia apreendido 42 menores, com idades entre 13 e 17 anos, em um baile funk que acontecia dentro de um bar no Jardim Ângela. No estabelecimento, a PM descobriu que menores usavam um espaço debaixo de um palco para consumir drogas e fazer sexo. Nesse local foram encontrados pinos vazios de cocaína e preservativos usados. O dono do bar foi detido e levado para a delegacia.
Nas duas regiões, os pontos onde acontecem os pancadões são mapeados por meio das reclamações recebidas pelas subprefeituras e das ligações para o telefone 190 da PM. “Os locais são catalogados e planejamos a operação nas áreas onde os pancadões acontecem com maior frequência”, afirmou o tenente-coronel.
Denúncias devem ser feitas nas subprefeituras
Moradores incomodados com os pancadões devem procurar a subprefeitura de sua região. O denunciante precisa fornecer nome completo, endereço e telefone. Os órgãos públicos garantem o sigilo. As denúncias também podem ser feitas pelos telefones 156, da Prefeitura, e 153, da GCM.
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