Mulher mudou rotina antes de morrer em Mairiporã
- 17 de janeiro de 2012 |
- 23h15 |
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Categoria: PolÃcia
CRISTIANE BOMFIM
Quatro dias após a dona de casa Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, de 54 anos, ser encontrada morta na Pedra da Macumba, em Mairiporã, na Região Metropolitana de São Paulo, o que a polÃcia já sabe é que ela mudou toda sua rotina na madrugada de sábado. No local, utilizado para a prática de rituais religiosos, a vÃtima foi encontrada com um corte profundo no pescoço, sem olhos e sem a pele do rosto.
Na manhã de ontem, a delegada colheu depoimentos do marido e genro para conhecer os hábitos da vÃtima: uma mulher pacata, que passa a maior parte do tempo em casa, religiosa e que frequenta a igreja católica. ”Descobrir porque ela mudou seus hábitos naquele dia pode ser um grande passo nas investigações”, disse na tarde de ontem a delegada Cláudia PatrÃcia Dalvia, da Delegacia Geral de Mairiporã, que por enquanto não tem suspeitos da execução dos crimes.
Em uma ligação anônima na noite de ontem, a delegada foi informada de que a dona de casa chegou ao endereço do crime à s 0h45. A pessoa que ligou disse que o carro da vÃtima seguia pela Estrada Santa Inês  - onde fica a Pedra da Macumba – no sentido Mairiporã e que ela estacionou sozinha no local. O informante não soube dizer se havia outras pessoas dentro do veÃculo.
Por enquanto, o que a polÃcia sabe é que Geralda saiu do apartamento onde mora, na zona norte da capital, depois da meia noite, como mostram as imagens das câmeras do elevador e da portaria. Ela abriu as três trancas da porta da cozinha, deixou a chave pendurada e a porta aberta.
Deixou para trás a bolsa e o celular, mas imagens do elevador mostram ela carregando uma sacola de pano roxa, onde estariam uma garrafa plástica e o copo de alumino encontrados no local do crime e encaminhadas para a perÃcia. Segundo a delegada, o marido da vÃtima – José Pereira Guabiraba, um dos diretores do departamento comercial do Grupo Estado – disse em depoimento que ela tinha medo de sair de casa à noite e nunca deixava o apartamento pela porta da cozinha.
Através dos depoimentos, a delegada ficou sabendo ainda que na sexta-feira, 13, Geralda almoçou com a famÃlia e falou muito sobre morte.
Não se sabe ainda se Geralda fez alguma parada antes de chegar na Pedra da Macumba, que fica 10 Km distante do prédio onde ela mora com o marido e o filho. “Os criminosos podem ter chegado antes ou depois de Geralda. Também existe a possibilidade de estarem no carro dela”, explicou a delegada.
A titular da Delegacia Geral de Mairiporã acredita que o resultado da perÃcia no computador poderá ajudar nas investigações e descarta a possibilidade de que Geralda tenha ido ao local para a prática de algum ritual satânico. A hipótese é que ela tenha sido convencida a ir ao local. A delegada ainda aguarda resultados dos exames de necrópsia e sangue da vÃtima para saber se ela ingeriu alguma substância venenosa. Na tarde de ontem, outras duas pessoas seriam ouvidas.
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