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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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MP quer recompensa para prender Mizael

Categoria: Justiça

LUÍSA ALCALDE

O Ministério Público quer fixar recompensa para quem indicar pistas que levem à prisão do ex-policial e advogado Mizael Bispo dos Santos, um dos acusados pela polícia e pelo MP de ter assassinado a ex-namorada e advogada Mércia Nakashima, em maio de 2010.

Há um ano e dois meses ele é considerado foragido pela Justiça e procurado pela polícia. O promotor do caso, Rodrigo Merli, enviou um ofício na semana passada para o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, pedindo que ele autorize o pagamento e estabeleça o valor do prêmio a ser pago para quem passar a informação que coloque Mizael e o ex-parceiro dele, também acusado do crime, o vigia Evandro Bezerra Silva, na cadeia.

Esse recurso foi usado pela última vez no Estado há 10 anos, quando o governo estabeleceu recompensa no valor de R$ 50 mil para quem prestasse informações que levassem à elucidação do caso Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André, na Grande São Paulo.

O pagamento, segundo o promotor, viria do Fundo de Incentivo à Segurança Pública, previsto no Programa Estadual de Recompensa, regulamentado por lei estadual. O dinheiro desse fundo é depositado por meio de doações da iniciativa privada e de pessoas físicas. O limite é R$ 50 mil.

Segundo Merli, há ainda uma segunda alternativa caso não haja recurso nesse fundo. “Poderia ser utilizada a verba reservada da secretaria para investir em operações especiais da polícia, usada geralmente para bancar campanas e pagar informantes”, explica o promotor. O valor só seria pago se a dica levasse efetivamente à prisão dos dois foragidos.

O promotor diz que a Divisão de Capturas já utilizou de todos os recursos legais disponíveis nos últimos 14 meses para tentar prender os acusados. “Chegamos bem perto, mas atrasados”, afirma. No fim de novembro, a polícia descobriu uma casa em Guarulhos, onde Mizael havia passado os últimos três meses escondido por um amigo.

A Justiça decretou a prisão de Mizael Bispo em julho. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de liberdade feito pela defesa. O mérito só será julgado após o recesso forense, em fevereiro.

Na ocasião, o advogado dele, Samir Haddad Junior, disse que iria esgotar todos os recursos jurídicos que tivesse à disposição. E que, após essas tentativas, Mizael iria se entregar, possibilidade essa descartada pelos familiares da advogada Mércia e pelo promotor do caso, Rodrigo Merli.

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