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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Mais 2 vítimas de atirador identificadas

Categoria: Geral

FELIPE TAU

A polícia identificou duas novas vítimas da série de ataques praticados na madrugada de segunda-feira pelo empresário e artista plástico Michel Goldfarb, de 35 anos. Movido por um suposto surto psicótico, ele atirou em duas pessoas para roubar quatro carros e tentar levar outros três, além de se envolver em quatro acidentes de trânsito. Agora são 12 vítimas e 16 veículos envolvidos.

Com a prisão temporária decretada desde anteontem, quando se entregou à polícia, Goldfarb prestou o segundo depoimento ontem no 26.º DP (Sacomã) e foi indiciado por quatro tentativas de latrocínio – roubo seguido de morte –, três tentativas de homicídio, porte ilegal de arma, disparo em via pública e lesão corporal.

As últimas vítimas identificadas pela polícia são um casal. Eles dizem ter sido abordados por Goldfarb no cruzamento da Avenida Tancredo Neves com a Rua Nossa Senhora das Mercês, na Vila das Mercês, zona sul. O motorista relatou que conseguiu fugir depois de um disparo do empresário, que atingiu sua janela e o banco da mulher. O casal já se encontrava abaixado e não foi atingido.

Além do casal, foram ouvidas outras três vítimas do caso, que reconheceram o empresário como o autor dos ataques. O eletricista Emiliano Borges, de 50 anos, internado no Hospital Municipal de Heliópolis por conta de um tiro no abdome fez o reconhecimento por meio de uma fotografia.

Michel Goldfarb, mantido preso no 77.º DP de Santa Cecília, no centro da cidade, chegou ao 26.º DP por volta das13h e surpreendeu os jornalistas. Ao sair da viatura, se jogou no chão e reclamou da noite de prisão. Disse não querer morrer e falou que queria apenas cumprir sua pena.

De acordo com o delegado Marcos Antônio Manfrin, titular do 26.º DP, o acusado se negou a prestar informações e afirmou que só falaria em juízo. Durante o interrogatório, evitou olhar os policiais nos olhos e alternou momentos de tranquilidade e inquietação, parando para ir no banheiro e beber água diversas vezes. “Ele disse que estava confuso e, de fato, parecia”, afirmou o delegado. Para investigadores, ele realmente parecia ter distúrbios mentais, mas exacerbava esse comportamento diante da câmeras da imprensa.

Apesar dos sinais, o delegado afirmou que pedirá à Justiça a manutenção da prisão de Golfarb e disse que não pretende, ao menos por enquanto, solicitar a realização de exames psicológicos. “No momento não é o que a gente pretende fazer e ele será tratado como um criminoso normal.”

O advogado do empresário, Nicolau Aun Júnior, afirmou que recomendou ao cliente prestar esclarecimentos, mas não foi atendido. Ao deixar o 26ºDP, o acusado disse de dentro da viatura que falaria no momento certo. “Todos nós somos capazes de insanidade, mas não a esse ponto”, disse uma das vítimas.

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