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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Ladrão de Congonhas identificado

Categoria: Polícia

CAMILLA HADDAD

A polícia já tem um suspeito de ter participado, na noite de terça-feira, do assalto à casa de câmbio Cotação, no mezanino do Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Imagens do circuito interno da agência mostram que quando os ladrões chegaram, a porta da loja estava apenas encostada, o que pode ser um indício de que nem todos os atendentes do local seguiram normas básicas de segurança. Em dez minutos, R$ 251 mil foram levados em moedas de diversos países.

“Todos os equipamentos da casa de câmbio funcionavam perfeitamente bem no momento do assalto. O que observamos é que os procedimentos por parte dos funcionários (eram três) não foram adequados”, contou o delegado Marcelo Palhares, titular da Delegacia do Aeroporto.

Eram 21h57 quando um Honda Fit prata parou na porta do desembarque. Do carro desceram dois homens de terno, peruca, óculos e com uma pasta semelhante à usada para notebooks. Eles subiram as escadas rolantes, foram ao mezanino, passaram por dois guardas patrimoniais sem levantar suspeitas e abordaram um atendente da casa de câmbio que estava bem na frente do local.

Na sequencia, entraram e ameaçaram duas jovens com o uso de uma arma que segundo elas, seria uma pistola. As duas foram algemadas e uma delas, obrigada a digitar a senha do cofre. Todo o dinheiro foi colocado na pasta. Dentro dela havia uma mochila que também foi abastecida com o dinheiro. A ação dos assaltantes foi registrada pelas câmeras da agência e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O que a polícia quer saber é como a porta de segurança que dá acesso ao estabelecimento não foi fechada.

Por telefone, a tia de um dos funcionários que aparece como vítima no boletim de ocorrência disse ao JT que o sobrinho estava sendo acusado. “Ele tem um mês no emprego, é o primeiro trabalho dele e os policiais estão achando que foi ele. A própria empresa não está dando mais a assistência para meu sobrinho”, contou a mulher, que pediu para não ter o nome divulgado. Nenhum representante da empresa foi localizado para dar entrevistas. A tia disse também que acionou um advogado e que estava “inconformada”.

Na tentativa de identificar o bando, o delegado pediu à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) imagens das imediações do aeroporto para tentar levantar a placa do Fit usado no roubo.

O local assaltado é vizinho de um posto da Polícia Militar, que estava vazio no momento do ataque à loja. Além do posto, a poucos metros, existe uma base do Poder Judiciário. Segundo a PM, os policiais estavam patrulhando a área de embarque e desembarque e fizeram o procedimento correto.

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