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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Greve da PM termina na Bahia; no Rio, paralisação perde força

Categoria: Polícia, Segurança Pública

Os policiais militares da Bahia decidiram, em assembleia na noite de ontem, encerrar a paralisação, que já durava 12 dias. No Rio, o segundo dia do movimento de bombeiros, policiais civis e militares teve pouca adesão e racha entre os próprios grevistas.

O PM Ivan Leite, que representava a categoria em greve, admitiu que a pressão popular foi determinante. “Estamos voltando para defender a sociedade da Bahia. Estávamos sendo jogados contra a sociedade”, ressaltou.

Leite ainda afirmou ter negociado o fim da greve com o governo. “Estive na tarde de hoje (ontem) com o comandante-geral da PM (Alfredo Castro) e conseguimos a anistia administrativa para toda a tropa grevista. Isso foi crucial para o fim do movimento.” Na sequência, Castro veio a público e negou qualquer acordo. “Não teve reunião nenhuma. Cortamos o ponto na sexta-feira e quem faltou nesses dois dias vai ter desconto.”

Na prática, segundo o comandante, os sindicalistas aceitaram na íntegra a proposta salarial apresentada pelo Estado desde terça-feira. Eles terão 6,5% de aumento retroativo a janeiro (mesmo reajuste definido para todo o funcionalismo), além do pagamento da Gratificação por Atividade Policial do nível 4 (em novembro e abril de 2013) e do nível 5 (a ser paga em 2014 e 2015).

A proposta de obter anistia ou afrouxamento dos mandados de prisão dos líderes grevistas – cinco já cumpridos – saiu da pauta, como desejava o governo. Oito sindicalistas ainda são considerados “foragidos”. “Se algum PM foi flagrado cometendo crimes, terá de ser punido”, admitiu Leite, que integra a Associação de Praças da Polícia Militar (APPM-BA) e a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado (Aspra) – organização responsável por deflagrar a greve.

O presidente da Aspra e principal líder do movimento grevista, Marco Prisco, segue detido na Cadeia Pública de Salvador. “Falei com ele sobre a negociação. Disse que entendia e aceitava a decisão da maioria, qualquer que fosse”, afirmou Leite.
Flagrado em escutas telefônicas nas quais se discutiam supostas ações criminosas e uma greve nacional da categoria, Prisco poderá ter de responder a processos nas esferas militar (por motim), estadual (por danos ao patrimônio) e federal (por atentar contra a Lei de Segurança Nacional). Nesta semana, após a divulgação das gravações pela TV Globo, a presidente Dilma Rousseff reforçou ser contrária a qualquer tipo de anistia para os envolvidos.

Carnaval
No Rio, depois do sucesso do bloco do Bola Preta – que reuniu na noite de sexta-feira, no centro da cidade, entre 80 mil e 100 mil foliões, segundo a Riotur e a PM, respectivamente –, a programação para o fim de semana foi mantida. A previsão era de que 105 grupos desfilassem pelas ruas.

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