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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Estudante da FGV é executado em bar

Categoria: Polícia

Um estudante de 22 anos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Bela Vista, região central de São Paulo, foi executado com cinco tiros em um bar ao lado da faculdade enquanto tomava cerveja com amigos na noite de quarta-feira, 23. Outro aluno, de 23 anos, também foi atingido e permanece internado em estado grave no Hospital das Clínicas.

Eles estavam em uma mesa na calçada quando dois homens chegaram em uma moto, atiraram pelo menos quinze vezes na direção dos jovens e fugiram sem levar nada.

Júlio César Grimm Bakri morreu antes de chegar ao hospital. Ele era de Curitiba, no Paraná, e cursava o 4º ano do curso de Administração de Empresas na FGV. Seu colega Christopher Akiocha Tominaga, também do 4º ano de Administração, passou por cirurgia e seu estado é estável.

Segundo testemunhas, os criminosos chegaram em uma moto preta, desceram sem tirar o capacete e entraram no bar, na Avenida Nove de Julho, nº 1.961. Instantes depois, saíram com as armas em punho e abriram fogo contra as vítimas – uma das armas era uma pistola ponto 45, de uso exclusivo do Exército. Três estudantes que também estavam na mesa se refugiaram no bar.

O delegado Ricardo Prezia, do 4º Distrito Policial, na Consolação, conversou com amigos das vítimas e o dono do estabelecimento – todos disseram que os estudantes não aparentavam ter inimigos. Na delegacia, o irmão de Tominaga contou que o familiar se envolveu há cerca de um mês numa briga em um bar no Bexiga, também na região central, após desconhecidos provocarem sua namorada.

“Pelas características do crime, foi uma execução. Mas vamos apurar se o alvo eram eles mesmos, pode ter havido um erro”, disse o delegado. Prezia requisitou as imagens de duas câmeras de segurança de um prédio ao lado do bar e também usará imagens de câmeras de trânsito da Prefeitura instaladas na Avenida 9 de Julho. Até o momento, ninguém foi preso.

1 Comentário Comente também
  • 24/02/2011 - 22:43
    Enviado por: Erik Fontenele Nybø

    Gostaria de ressaltar e tentar passar adiante uma medida que considero primordial para a dissuasão destes tipos de crimes. Cenas como esta vivem se repetindo: motoqueiros que estão armados e fogem da cena do crime sem possibilidade de reconhecê-los pois os motoqueiros têm o costume de tampar a placa com a mão. Esta é uma prática generalizada tanto para transgressões mais leves (avançar farol, excesso de velocidade em um radar) quanto para crimes que todos nós presenciamos em nosso cotidiano (subtração, assalto, furto).
    Como medida a dificultar a escapatória desses criminosos, que se valem de motos como meio de fuga, a obrigatoriedade de se utilizar uma placa frontal na moto dificultaria muito a ocorrência de crimes auxiliados pela presença de uma moto. Isto porque seria mais difícil para o motoqueiro (mesmo que sejam duas pessoas na moto) tampar ambas as placas. Isto além de dissuadir a conduta criminosa ainda facilitaria a identificação de eventuais transgressores, não deixando-os imunes à responsabilização penal.
    No entanto, nossos formuladores de políticas públicas não chegaram a esta conclusão até hoje! Já presenciei inúmeras transgressões e crimes que poderiam ser facilmente solucionados se pudéssemos verificar a placa da moto utilizada. Portanto, não é tão difícil chegar a tal conclusão.
    Peço que esta idéia seja propagada para que chame a atenção de nossos formuladores de políticas públicas. Medidas parecidas estão em fase de desenvolvimento em outros estados do país, no entanto não creio que as já existentes deêm conta do problema. Estampar a placa no capacete e no jaleco do motoqueiro não são medidas plausíveis, uma vez que o indivíduo que tem a intenção de cometer um crime não irá utilizar nem um colete nem um capacete que o identifiquem na hora do cometimento do crime. Não faz sentido que o criminoso se preocupe em utilizar um jaleco e um capacete na hora de cometer um crime.
    Espero realmente que as pessoas tomem consciência destas idéias.

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