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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Drogas e reprovação de namoro podem explicar crime

Categoria: Polícia

FELIPE TAU

O uso de cocaína e conflitos familiares são hipóteses investigadas pela polícia para que o jovem Henrique Ramos Vieira, de 21 anos, tenha matado o pai e a mãe a facadas dentro de casa na manhã de ontem, num condomínio fechado em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Depois do crime, por voltas das 5h15, ele fugiu ensaguentado e em alta velocidade com o automóvel do pai e bateu violentamente contra um poste na Rodovia Hélio Smidt, perto da saída para o Aeroporto de Cumbica, onde foi encontrado inconsciente por policiais. Encaminhado ao Hospital Geral de Guarulhos com quadro estável, tinha alta prevista para hoje.

Rosimeire Ramos Vieira, de 45 anos, e Luiz Pedro Vieira, de 50, foram encontrados mortos pela polícia na sala de casa, com ao menos três perfurações: nos braços, costas e pescoço. “Pelos locais das marcas, o pai pode ter tentado se defender”, disse o delegado Fábio do Amaral Alcântara, titular do 8ºDP de Guarulhos, onde está registrado o caso. Duas facas de cozinha teriam sido usadas no crime.

Surpresos, familiares e amigos relataram que o rapaz não era agressivo e não havia histórico de brigas na família, que vive há cerca de 4 anos no Condomínio Guanambi. Afirmaram, porém, que Henrique Viera havia consumido bebidas alcoólicas em uma festa no condomínio horas antes dos assassinatos e tinha problemas com drogas. “Ele seria dependente químico, aparentemente de cocaína”, informou o delegado Fábio do Amaral Alcântara, titular do 8ºDP de Guarulhos. Um exame toxicológico irá pôr a versão à prova.

Outra possível motivação para o crime, segundo o delegado, seria o namoro de Henrique Vieira com uma jovem de 28 anos, uma baconista que se identificou na delegacia como Fabiana na delegacia. Segundo vizinhos e parentes, os pais não aprovavam o relacionamento. “Parece que eles discutiam por causa disso, mas com a chegada do neto eles (os pais) começaram a aceitar mais (o relacionamento dos dois)”, disse Alcântara. Segundo a costureira Vilma Pelegrini, de 54 anos, amiga e vizinha de Rosimeire ela não gostava da nora porque ela agredia e depreciava o filho.

Desde que começou a namorar, segundo familiares e amigos, ele dormia quase sempre na casa da namorada e só voltava para casa quando brigava. O último retorno foi no domingo, depois de uma briga com Fabiana no próprio final de semana.

A motivação, segundo o delegado, seria ciúmes do antigo marido de Fabiana, que é separada. A balconista afirmou em depoimento ter recebido diversas ligações de Henrique entre a 1h e as 4h30. Disse que não atendeu as primeiras ligações porque estava dormindo e, as demais, porque o celular estava fora de área.

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