Estadão.com.br
Domingo, 27 de Maio de 2012
Segurança
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Conselho tenta aprovar PM na USP

Categoria: Geral, Justiça, Polícia

O Conselho Gestor da USP decidiu, em reunião realizada nesta sexta-feira, 20, encaminhar à reitoria da universidade um pedido para o desenvolvimento de um protocolo para definir a ação da Polícia Militar no câmpus do Butantã, na zona oeste da capital.

O pedido deve ser enviado para análise do reitor João Grandino Rodas ainda hoje. Caso seja aprovado, uma nova reunião – ainda sem data definida – do conselho vai estabelecer as medidas práticas que serão tomadas para aumentar a segurança na Cidade Universitária.

A reunião, em caráter extraordinário, ocorreu dois dias após o assassinato do aluno do 5.º ano de Ciências Atuariais Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos.

Na noite de quarta-feira, o estudante foi baleado na cabeça em um estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP.

Os professores, alunos e funcionários presentes ao encontro não aprovaram o aumento do efetivo da Guarda Universitária nem novas medidas para controlar o acesso ao câmpus.

O Conselho Gestor é formado por representantes das unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados e museus, além de representantes discentes e de servidores.

Segundo o professor José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica e presidente do conselho, os limites da atuação da PM no câmpus serão estabelecidos após consulta à comunidade acadêmica.

“A preocupação em relação às lembranças do tempo da ditadura será levada em consideração.”

Cardoso lembrou que está pronta a licitação que visa a melhorar a iluminação na Cidade Universitária. “O conselho nunca ficou parado e, em todas as reuniões, discute diversas ações a serem implantadas.

Segundo o diretor da Poli, o problema da iluminação se deve em parte porque, quando foi construída, nos anos 1960, não havia tanta vegetação no câmpus. “As árvores ainda eram baixas.”  (Felipe Mortara / Estadão.edu)

3 Comentários Comente também
  • 21/05/2011 - 11:55
    Enviado por: Inaldo

    ¨A preocupação … às lembranças do tempo da Ditadura …¨

    É preciso alertar a essas pessoas que ainda tem saudade doe tempos da Ditadura, que está se tratando de duas realidades completamente adversas. Naqueles tempos a PM era usada como instrumento de repressão à Democracia. Nos dias atuais, inclusive como missão constitucional, a PM é indispensável para manutenção da Ordem e da Segurança Pública.
    O pior disso tudo é que, enquanto eles não curam essa mágoa, estudantes como Felipe Ramos de Paiva vão perdendo a vida. Isso é tão abominável quanto uma Ditadura.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 21/05/2011 - 13:56
    Enviado por: jose

    A verdade é que a USP tá cheia de maconheiro que é contra a presença da polícia por razões obvias. Esse negócio de ditadura ja se esgotou. O verdareiro motivo, é menos ideológico e menos romantico, é baixo mesmo. Permitir que alunos e alguns professores que se recusam a saír da adolescencia fumem seus baseados à vontade.

    responder este comentário denunciar abuso

  • 01/06/2011 - 16:59
    Enviado por: catia

    Temo que lembrar que so tomaram atitude depois que algumas pesoas morreram.
    Não o so rapaz de caieiras, mas sim outros que não foram divulgado. A policia sempre esteve presente mas não valorizada,Quem sabe se derem mais valor e reconhecimento para os PM que estão la,melhore a segurança.Em relação aos maconheiros,como os drogados que perambulam por la serão logico encomodados.

    responder este comentário denunciar abuso

Deixe um comentário: