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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Circuito de restaurantes vive onda de arrastões

Categoria: Polícia

CAMILLA HADDAD
ELVIS PEREIRA

Num intervalo de 12 dias, quatro restaurantes na Vila Madalena e em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, foram alvo de arrastões. Em ações rápidas, bandos formados por quatro ou cinco criminosos invadiram os locais e recolheram cartões bancários, celulares e dinheiro de clientes e proprietários. Até ontem, nenhum dos ladrões havia sido preso.

O último caso foi na quinta-feira. Eram 20 horas, quando quatro homens armados entraram no restaurante La Trattoria, na Rua Antônio Bicudo, em Pinheiros. Levaram dos clientes joias, três iPhones, um relógio, R$ 615 em dinheiro e fugiram num Fiesta prata, não identificado pela polícia.

No dia anterior, o alvo foi um restaurante Rothko, na Rua Wisard, Vila Madalena. Um grupo formado por cinco ladrões chegou ao local por volta das 21h30. Armados, três deles mandaram os 20 clientes deitarem no chão. Outros dois criminosos dominaram o dono do estabelecimento e funcionários na cozinha. A dupla exigiu ver o cofre. Mas o proprietário negou que tivesse um no imóvel. “Eles são profissionais. Entraram, se espalharam pelo salão e anunciaram o assalto”, conta um cliente que não quis se identificar.

O bando recolheu, então, R$ 4 mil em dinheiro do caixa, garrafas de uísque e vinho, além de cartões bancários, cheques e celulares de três clientes. Um cliente, segundo testemunhas, foi agredido com uma coronhada na cabeça e pontapés porque os ladrões acharam que ele estava escondendo algo. No dia seguinte, o restaurante contratou um segurança.

Os outros dois assaltos, ambos a restaurantes japoneses de Pinheiros, ocorreram num intervalo de duas horas. No primeiro, às 23h30 do dia 12, quatro ladrões entraram no Sakkana Sushi, na Teodoro Sampaio. Mandaram os clientes colocarem cartões, telefones, relógios e documentos nas mesas e levaram tudo. A quadrilha fugiu num Corolla preto.

Duas horas depois, na madrugada do dia 13, o mesmo número de criminosos assaltou o Kioku Japanese Food, na Rua Deputado Lacerda Franco, mesma rua do 14.º DP (Pinheiros) e de uma unidade da Polícia Militar (PM). No crime, também ordenaram que os clientes despejassem os pertences sobre as mesas. Depois, saíram num utilitário Honda CR-V preto com anéis, óculos, celulares, cartões, US$ 500 (cerca de R$ 830) e R$ 80.

Para a Polícia Civil, os ladrões envolvidos nos assaltos aos dois restaurantes japoneses podem se conhecer, mas não seriam os mesmos. “É uma questão de oportunidade, o restaurante está fechando e não tem segurança”, afirmou o delegado Ricardo Arantes Cestari, titular do 14.º DP.

Segundo o delegado, as vítimas precisam procurar a polícia para tentar fazer o reconhecimento de possíveis suspeitos com base nas fotografias mantidas nos distritos policiais mais próximos da área – 14.º DP e 91.º DP (Ceasa).

A PM, por sua vez, informou ter identificado o problema e reforçou o policiamento na região, que é feito por policiais do 23.º Batalhão. Em relação aos crimes dentro dos locais (bares), a PM afirmou que o patrulhamento é mais complicado, uma vez que foge do alcance de visão dos policiais.

“O que há nessas regiões é um conjunto de fatores que favorecem esse tipo de crime: muitos restaurantes e muitos bares”, observou o ex-secretário nacional de segurança pública e coronel da reserva da PM José Vicente da Silva Filho.  (Colaborou Cristiane Bomfim)

6 Comentários Comente também
  • 27/02/2011 - 08:14
    Enviado por: Adilson

    O comentarista de segurança errou feio ao falar que os arrastões na Vila Madalena e Pinheiros acontecem pois a regiaão tem muitos bares e restaurantes. Puxa, mas em diversos pontos da cidade de SP encontramos a mesma situação. A resposta correta é o número elevado de rotas defuga existentes nessa região.

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  • 27/02/2011 - 10:56
    Enviado por: Graça

    Isso não é nada, comparando-se o que sofrem os moradores(gentinha) da periferia, todos os dias são assaltados, e não são destaque nos jornais, os “riquinhos” nem sofreram ainda. Menosprezar Policiais e Viaturas é o que eles fazem de melhor. “Policiais não estão a altura do nível e, convive deles, pois só lembram deles, Policiais, quando estão e apuros, Ah aonde estar a policia??? nesta hora??? são sempre a mesma indagação que fazem”

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  • 27/02/2011 - 11:22
    Enviado por: Graça

    Acho sempre engraçado, Policiais são pessoas que não tem preparo, não estudaram o suficiente, por isso são “PMs”, não tem familia, não comem, nunca podem, por falta de meios, estarem nos mesmos lugares que “eles”, não pagam IMPOSTOS e por ai vai. No entanto, quando estão em apuros, abrem a boca com propriedade “Chama a Polícia” nunca tem Polícia nesta hora” quando passa o momento, esquecem que existe um ser humano que tem familia, come, paga imposto e, que tem as mesmas necessidades, como segurança para trabalhar e principalmente de sua familia, a qual deixa em casa para dar a sociedade a sensação de segurança.

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    • 28/02/2011 - 15:16
      Enviado por: VTM

      Quanta besteira Graça. Então quer dizer que o garçon só irá prestar o serviço para qual é pago, se ele puder também desfrutar da comida que o cliente do restaurante come. A cabelereira só cortará o cabelo se ela também puder cortar o cabelo no salão que o cliente que lhe demanda os serviços dela o faz. Dizer que o PM tem que ter o mesmo convívio das pessoas para qual ela deveria prestar segurança, como condição de prestação de serviço é obsceno e sem sentido. Todos sabem que o soldado também tem família, mas a fama que os orgão de segurança pública recebem (não só a PM), não é injusta, se olharmos os fatos e índices de acusação de negligência contra esses orgãos.

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  • 01/03/2011 - 13:26
    Enviado por: Karina

    Fui assaltada ontem (2ªf, dia 28), com mais cinco amigas e outros 7 clientes, num Frans Café de Moema, na esquina da Arapanés com a Rouxinol, às 00h30, nesse mesmo esquena.

    Pediram nossos pertences – jóias, dinheiro, documentos, cdelulares – mas não agrediram ninguém.

    O Frans tinha câmeras de segurança que não funcionavam.

    Além da irresponsabilidade do estabelecimento, que já foi alvo de outros assaltos, com certeza vivemos uma onda crescente de assaltos em locais onde o poder aquisitivo é mais alto.

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