PMs corruptos viram consultores do crime
- 21 de abril de 2012 |
- 23h11 |
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Categoria: Geral, Polícia, Segurança Pública
WILLIAM CARDOSO
O crime organizado criou um novo bico para PMs de São Paulo: o de consultores de risco. Nessa função, policiais fazem o papel de olheiros de quadrilhas especializadas em arrastões a condomínios e roubos a caixas eletrônicos. Usam o acesso aos equipamentos de rádio da PM para avisar os bandidos, por celular, quando algum policial fora do esquema se aproxima do prédio ou do banco durante a ação dos criminosos.
Neste ano, duas investigações já flagraram a participação de três policiais militares acusados de dar cobertura a ladrões durante os assaltos, mas existe a suspeita de que outros também estejam envolvidos. No ano passado, 20 PMs foram detidos por colaborar com quadrilhas que furtavam caixas eletrônicos – apenas dez continuam presos. “O crime está apelando cada vez mais para a informação e depende, também cada vez mais, das dicas de quem está por dentro. É necessário fortalecer os grupos que combatem o crime organizado dentro das instituições policiais”, afirma o coordenador do Observatório de Segurança Pública da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), Luís Antônio Francisco de Souza.
Desde 2008, a PM tem usado rádios comunicadores digitais, que dificilmente seriam interceptados por ladrões. Por isso, as quadrilhas passaram a aliciar PMs corruptos, que as mantêm informadas. São eles que avisam quando o roubo é descoberto porque um vizinho ligou para o 190, por exemplo. Também avaliam os riscos de um assalto ser malsucedido e alertam sobre o patrulhamento na área do roubo. Um PM bem informado poupa o trabalho que caberia a pelo menos quatro bandidos: o de contenção durante eventual fuga. Também sai mais barato, porque são três a menos para dividir o que foi roubado.
Em março, por exemplo, um protesto de professores nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes deslocou o efetivo para o Morumbi e obrigou o PM envolvido com a quadrilha a sugerir que os ladrões abortassem o assalto a uma residência porque a área estava cheia de viaturas.
Investigação
Neste ano, duas investigações levaram a PMs suspeitos de cooperar com quadrilhas. Na 5.ª Delegacia do Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o cabo Dario Roberto do Carmo, do 26.º BPM, foi flagrado em escutas sugerindo a uma quadrilha o nome do soldado Alexandre Siqueira, do 45.º BPM, para um “bico” na Chácara Klabin. O trabalho era monitorar o arrastão a um prédio na Rua Pedro Pomponazzi, que terminou com a prisão de 15 pessoas em uma operação da Polícia Civil no dia 7, horas antes do assalto. ::
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Polícia prende 288 tijolos de maconha em SP
- 21 de abril de 2012 |
- 20h22 |
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Categoria: Polícia
Após uma denúncia anônima, três homens foram presos em flagrante na madrugada deste sábado com 280 quilos de maconha na zona sul de São Paulo.
Por volta das 21 horas da última sexta, agentes do 11º Distrito Policial de Santo Amaro foram até uma residência na Rua Embaixatriz Dora de Vasconcelos, na Vila Joaniza, zona sul. Lá, os policiais mantiveram-se escondidos até que um caminhão entrou na garagem da casa, informa a Polícia Civil. Após 20 minutos, o veículo de carga saiu da residência.
Os policiais seguiram o caminhão e fizeram uma abordagem na Avenida Miguel Yunes, detalhou a Secretaria de Segurança Pública. Indagado, o condutor do caminhão, Alcindo Barbosa, de 47 anos, confessou que descarregou entorpecentes na residência e que havia drogas escondidas no fundo falso do reboque do veículo.
Desta forma, 288 tijolos de maconha foram apreendidos e os agentes policiais retornaram à residência onde encontraram mais dois homens: Edilson Oliveira Anacleto, 37 anos, e Denilton Aparecido Silva de Castro,28 anos, além de outros tijolos de maconha e R$ 1.100 em dinheiro, conforme informações da Polícia Civil.
Todo material foi apreendido e, segundo a Secretaria, encaminhado para perícia e registrado no 11º Distrito Policial.
Gheisa Lessa
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PM terá ação contra arrastões no Dia das Mães
- 19 de abril de 2012 |
- 23h17 |
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Categoria: Polícia
CAMILLA HADDAD
Um esquema especial de segurança está sendo planejado pela Polícia Militar para combater arrastões nos bares e restaurantes nos meses de maio e junho. A estratégia é aumentar em até 80% o número de soldados em bairros boêmios no Dia das Mães e no mês dos namorados. As datas preocupam por atraírem mais clientes para os estabelecimentos.
Este ano, a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) estima crescimento de 10,5% no movimento para o Dia da Mães e de 9% para o Dia dos Namorados. Como os arrastões nos estabelecimentos tem sido tão frequentes quanto no ano passado, a entidade demonstra intranquilidade.
“No ano passado, fizemos uma reunião com a polícia e o crime arrefeceu. Mas esse ano voltou com tudo”, diz o diretor executivo da ANR, Alberto Lyra. Em 2012, dez arrastões foram registrados nas delegacias da capital. Em outros dois casos, as vítimas não registraram queixa. Em 2011, até abril, dez ataques a restaurantes tinham sido contabilizados.
Porta-voz do 23º Batalhão da PM (Itaim-Bibi), o capitão Eliel Pedro Thomazi Romero também se diz preocupado. “Com certeza, mais gente irá a restaurantes”, afirma. Mas a estratégia de combate ao crime já está delineada. A Operação Repasto – criada no primeiro semestre do ano passado para coibir arrastões – terá mais 40 PMs, além dos 50 existentes, atuando em Pinheiros, Vila Madalena e Itaim-Bibi.
“Teremos o apoio da Escola Superior de Soldados, que irá auxiliar nas operações de bloqueio e com isso abordar mais suspeitos nas ruas e fazer rondas”, explica o oficial. Nos três bairros os resultados, segundo ele, têm sido satisfatórios. “Pegamos muitos veículos dublês e pessoas procuradas.”
No vizinho Campo Belo, na zona sul, a situação será parecida. O capitão Wantuil Andrade, do 12º Batalhão (Campo Belo), aposta nas Rondas Ostensivas com o Apoio de Motocicletas (Rocam) para garantir tranquilidade no bairro, além de Moema, Brooklin e Ibirapuera. O patrulhamento será intensificado uma semana antes dos dias das Mães e dos Namorados.
“Vamos centralizar (o reforço) nas rondas com motos”, diz. O 12º Batalhão tem, hoje, 28 motos. Também serão monitorados os shoppings Ibirapuera, Vila Olímpia e Morumbi.
Preocupada com a ação de criminosos, a ANR, há um mês, pediu à Secretaria da Segurança Pública uma reunião com a PM, a fim de traçar novas medidas de segurança. Um encontro foi realizado em março e outro anteontem, com o coronel Marcos Chaves, responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC).
“No ano passado, após pesquisa com os associados, vimos que eles estavam investindo em segurança”, lembrou Lyra. Nessa época, a entidade procurou a polícia e houve queda de criminalidade. Como a volta dos ataques, segundo ele, muitos comerciantes têm deixado de registrar a ocorrência.
Com armas, os ladrões agem rapidamente e levam objetos de valor de clientes. Uma vítima de arrastão em uma cafeteria de Moema, na zona sul, ocorrido na semana passada, contou que ladrões até fizeram ameaças de morte.
Ontem, o delegado Armando Béllio, do 27º DP (Campo Belo), região com mais casos, esclareceu pelo menos quatro arrastões, todas ações do mesmo bando.
Saída temporária
Outra preocupação do capitão Andrade, do 12º Batalhão, é o benefício de saída temporária de presos no Dia das Mães, já que os índices criminais aumentam nessa época. Dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), mostram que dos 19.793 detentos que deixaram os presídios no ano passado nessa data comemorativa, 858 não retornaram à prisão. ::
- 19 de abril de 2012 |
- 15h26 |
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Categoria: Polícia, Segurança Pública
Preso acusado de assaltar casas na região do Campo Belo e Moema
Camilla Haddad
Investigadores do 35º Distrito Policial (Jabaquara) prenderam, ontem, Bruno Ribeiro, de 29 anos. Ele é apontado pela polícia como o líder de uma quadrilha especializada em roubar residências em bairros nobres da capital.
Segundo o delegado titular Genésio Leo Junior, o bando atacava casas e fazia vítimas no Campo Belo, Moema e Jabaquara, na zona sul. O mesmo grupo também é investigado por assaltar imóveis em Jundiaí, no interior do Estado, e na região de Campinas. As ocorrências foram registradas no ano passado e no começo deste ano.
Bruno tem passagem pela polícia por tráfico de drogas e formação de quadrilha. Ontem, ao ser detido, ele estava na casa da família, no Jabaquara. No local, foram apreendidos televisores, joias, celulares, bolsas de grife, notebooks, relógios, além de R$ 1.350 e 50 comprimidos de ecstasy.
O delegado Leo Junior, que comandou as investigações durante quatro meses, diz que os outros integrantes da quadrilha estão sendo identificados e devem ser presos em breve.
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Campo Belo, Jabaquara e roubar, Jabquara e roubar, moema, Segurança
Ladrões são roubados dentro de shopping
- 18 de abril de 2012 |
- 23h56 |
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Categoria: Polícia
GIO MENDES
Uma representante comercial de 36 anos foi mantida refém no estacionamento do Shopping Aricanduva, na zona leste de São Paulo, na noite desta terça-feira. Um ladrão ficou com ela dentro do carro, enquanto outros dois foram fazer compras em uma loja de calçados no shopping.
A dupla gastou R$ 1,2 mil no cartão da vítima, mas deixou o local de mãos vazias, alegando que foi “roubada” dentro do shopping. A Polícia Civil ainda não localizou os assaltantes nem a pessoa que os deixou fugir depois de tomar as compras deles.
Segundo a vítima, os assaltantes saíram do shopping assustados, dizendo para o comparsa que um homem havia pegado as mercadorias e até um relógio que eles haviam roubado dela, que estava no bolso de um dos bandidos. “Sujou, sujou. Um civil deu carteirada na gente e descobriu tudo”, disse o ladrão, segundo relato da representante comercial.
Ela teve seu CrossFox fechado por um Corsa Sedan prata no cruzamento das ruas Professor Pedreira de Freitas e Antônio de Barros, no Tatuapé, zona leste, por volta das 20h30. “Um ladrão apontou a arma para mim e pediu para eu ficar calma, pois só queriam dinheiro”, contou a vítima. Os criminosos seguiram para a Avenida Conselheiro Carrão, na Vila Carrão, zona leste, onde sacaram R$ 550 em um caixa eletrônico.
Os criminosos tiraram um extrato e viram que a representante tinha mais dinheiro na conta. Foi quando decidiram fazer compras no Shopping Aricanduva. A refém ficou no banco da frente, enquanto o assaltante que a vigiava apontava uma arma para as costas dela. “Ele pediu para que ficasse comportada, para não chamar a atenção de nenhum segurança no estacionamento.”
Depois de fugir do shopping, os bandidos soltaram a refém na Avenida Líder, em Itaquera. Ela permaneceu duas horas em poder dos criminosos. O trio levou o carro dela, o dinheiro sacado e dois celulares, entre outros objetos. O veículo da representante comercial foi encontrado pela polícia na tarde desta quarta-feira na Cohab José Bonifácio, em Itaquera.
O delegado Arthur Frederico Moreira, titular do 66º DP (Vale do Aricanduva) disse que solicitou as imagens do circuito de segurança do shopping para identificar os ladrões e quem tomou os bens que eles portavam. “Vamos averiguar o que aconteceu dentro do shopping, pois essa história é muito estranha. Queremos saber quem eram os seguranças que trabalhavam no shopping naquele horário. Vou pedir a relação de todos os seguranças”, disse o delegado.
Em nota, o Shopping Aricanduva informou que “lamenta o ocorrido e afirma que a presença do estabelecimento no cenário foi totalmente circunstancial”. Nenhum representante da loja de calçados Art Walk quis comentar o assunto. A vítima disse que ainda irá procurar o shopping e a Art Walk para pedir explicações. Da loja, quer saber como um homem fez compras com o cartão de uma mulher. Do shopping, espera ter acesso às imagens de câmeras para identificar os ladrões e o homem que poderia tê-la ajudado. “Não sei se podia ser um policial civil ou um segurança”, disse.
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