Vítima avisa sobre roubo por celular
- 11 de maio de 2012 |
- 23h05 |
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Categoria: Polícia
PEDRO DA ROCHA
Um lençol jogado sobre uma família mantida refém por criminosos que invadiram uma casa permitiu a uma das vítimas mandar mensagem de celular para a namorada, que avisou a Polícia Militar.
A residência, na Rua Cenerino Branco de Araújo, em Campo Grande, zona sul de São Paulo, foi cercada por policiais da Rota, houve troca de tiros e dois suspeitos acabaram mortos. Uma adolescente, de 17 anos, foi apreendida e um quarto assaltante conseguiu fugir.
Quando entrava com o carro na garagem, às 21h40 de anteontem, o dono da residência foi abordado por dois homens armados com revólveres calibre 38, que pularam o muro. No interior do imóvel estavam os filhos dele, um casal, também rendidos.
Mantidos reféns, todos eram agredidos com tapas e ameaçados, quando a campainha tocou. Um dos assaltantes foi atender. Era o vigia noturno da rua, que estava ali para receber o pagamento mensal. O criminoso falou para ele entrar, pois o dono da casa o estava esperando com o dinheiro. Sem desconfiar, o vigia entrou, foi rendido, agredido e se juntou às outras vítimas.
Antes de revirar a casa para juntar os pertences, os bandidos reuniram os reféns no sofá e jogaram um lençol sobre eles. O filho aproveitou, pegou seu celular e mandou uma mensagem para a namorada, avisando do crime em andamento. Ela comunicou o assalto à Polícia Militar.
No local, os policiais da Rota aproveitaram que o portão estava aberto e entraram na residência. O capitão Gentil Carvalho Junior contou sua versão da troca de tiros.
“Um dos assaltantes pulou o muro, mas um de meus homens deu a volta por uma escada e o surpreendeu do outro lado. O assaltante disparou e, no tiroteio, acabou baleado. Um segundo bandido, ao sair pela porta da casa, encontrou dois de meus homens posicionados. Ele atirou e também foi alvejado”, relatou Junior.
Levados para o Hospital Pedreira, Samuel da Silva Brito, de 28 anos, e o outro homem, ainda não identificado, morreram.
Telhado
Vizinhos avisaram os policiais que um terceiro integrante do grupo se escondia na casa ao lado. Os PMs encontraram a adolescente escondida debaixo de uma pia. Testemunhas contaram ainda terem visto um quarto homem fugindo pelo telhado das casas. O caso foi registrado no 98º Distrito Policial (DP).
Réus dizem que foram torturados
- 10 de maio de 2012 |
- 23h07 |
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RICARDO CHAPOLA
Os réus Ivan Rodrigues da Silva, Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira e José Edison da Silva, acusados de participação no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em 2002, disseram ontem ter sido torturados por policiais. Os três também citaram o nome do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do PT, que os teria ameaçado.
O julgamento de Ivan, Rodolfo e José Edison teve início às 11 horas no Fórum de Itapecerica da Serra (SP). Eles foram formalmente denunciados pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado e podem pegar até 30 anos de prisão. “A expectativa é que as teses do Ministério Público sejam novamente aceitas e que isso resulte em condenações conforme a lei”, declarou Bruno Daniel, irmão de Celso, em entrevista à rádio Estadão ESPN.
Segundo os acusados, a polícia teria usado de métodos de tortura para que eles confessassem. Após os interrogatórios, os advogados de outros dois réus, Itamar Messias dos Santos Filho e Elcyd Oliveira Brito, retiraram-se da sessão alegando tempo insuficiente para a argumentação da defesa. O julgamento dos dois foi adiado.
A polícia concluiu que Daniel foi vítima de “crime comum”. Mas o Ministério Público sustenta que o então prefeito foi sequestrado e morto porque decidiu dar fim a um esquema de corrupção em sua administração. Para a promotoria, parte do dinheiro desviado de contratos fraudulentos na gestão Daniel abastecia caixa 2 de campanhas eleitorais do PT.
O mentor e mandante do assassinato, segundo o Ministério Público, teria sido o empresário Sérgio Gomes, o Sombra, que nega envolvimento. Ivan, apontado como coordenador do grupo, negou ter assassinado Daniel. Em 2010, o primeiro acusado levado a júri, Marcos Roberto Bispo, usou da mesma estratégia ao atribuir maus tratos a Greenhalgh. Os jurados condenaram Bispo a 18 anos de prisão.
O juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov, que preside o julgamento, lembrou que Ivan confessou o assassinato quando depôs em Taubaté (SP). Ivan admitiu conhecer Rodolfo e Itamar antes do crime, mas disse que não sabia quem era Dionísio Severo, suposto sequestrador de Celso Daniel, morto por uma facção rival antes de ser ouvido sobre o crime.
José Edison, que teria providenciado o cativeiro e também atirado contra o prefeito, disse “desconhecer os motivos pelos quais foi envolvido no processo”. Disse não conhecer Ivan, que, contraditoriamente, contou conhecê-lo.
Tática
Em nota, o advogado Greenhalgh repudia as acusações. Ele alega que todos os depoimentos prestados pelos acusados foram acompanhados por diversos promotores de Justiça “que, inclusive, assinaram tais depoimentos”.
“Eles (promotores) são testemunhas de que não houve maus tratos durante os depoimentos”, diz. E continua: “Essa alegação já havia sido levantada pela defesa em 2004 e totalmente rechaçada por todos os que participaram do inquérito policial junto comigo.”
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acusados, assassinato, Celso Daniel, depoimento, Julgamento, réus
Bando explode caixa e foge de lancha
- 8 de maio de 2012 |
- 23h05 |
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REGINALDO PUPO
Especial para o JT
Ilhabela
Em uma ação cinematográfica, com direito a rajadas de tiros, lojas destruídas, carro incendiado e uma fuga de lancha, cerca de 30 homens encapuzados e fortemente armados explodiram cinco caixas eletrônicos no centro de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, e fugiram com R$ 226 mil. A ação ocorreu por volta das 4h de ontem e deixou um homem ferido. Ele passava pelo local na hora do crime. Ninguém foi preso.
Segundo a Polícia Militar, sete bandidos chegaram ao local em uma minivan e dominaram um PM que estava sozinho em uma base fixa da corporação – instalada ali recentemente. O bando levou a arma e o colete do policial, que ainda foi agredido. Ele ficou algemado durante a ação, que durou entre 20 e 30 minutos.
Na sequência, de 20 a 25 bandidos chegaram ao local em três lanchas, que ficaram atracadas no píer. Trata-se do quinto ataque desse gênero desde 2009, quando barcos também foram utilizados para a chegada e a fuga de criminosos. O último ataque ocorreu há oito meses, segundo a Polícia Militar. Mas é a primeira vez que o alvo são caixas eletrônicos – dois deles a 20 metros da base policial. Anteriormente, os bandidos miravam butiques de luxo, que reforçaram a segurança.
Parte do bando abandonou o carro atravessado na Praça Coronel Julião, a principal do centro, e ateou fogo para dificultar a chegada da polícia. A Zafira havia sido furtada em abril no Guarujá. Depois, o bando se dividiu em dois grupos. Um deles ficou responsável pelos caixas do Bradesco, de onde levaram R$ 105 mil. O outro grupo explodiu três equipamentos da Caixa Econômica Federal (CEF). Na fuga, esqueceram R$ 8 mil na CEF e R$ 400 no Bradesco.
Durante a ação, um casal que passava pelo local foi dominado e obrigado a voltar para casa. Já o segurança Alessandro Lopes Meleiro, de 40 anos, estava de serviço em um hotel a alguns metros do centro, quando ouviu o estrondo das dinamites e resolver verificar, de carro, o que ocorria. “Achei que tinha acontecido algum acidente, pois vi um carro em chamas. Só depois percebi vários homens armados em volta do meu carro gritando ‘vaza, vaza’. Dei ré e pensei em correr até a base da PM, mas lá também estava cheio de bandidos”, disse.
Acuado, saiu em alta velocidade e teve o carro metralhado pelos bandidos. Tiros acertaram o para-brisa e o retrovisor, e um estilhaço atingiu sua cabeça. Mesmo ferido e com um pneu estourado, Meleiro conseguiu fugir. ::
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Padaria no Brooklin é alvo de arrastão
- 3 de maio de 2012 |
- 23h10 |
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Categoria: Polícia, Segurança Pública
CAMILLA HADDAD
Após a onda de arrastões a restaurantes da zona sul, criminosos invadiram, na noite de quarta-feira (2), uma padaria na região e fizeram 12 pessoas reféns, entre elas oito clientes. O estabelecimento, na Avenida Padre Antônio José dos Santos, no Brooklin, foi assaltado por três homens. Dois foram presos em um Fusca branco logo após deixarem o local. Eles estavam com os pertences das vítimas. Ninguém ficou ferido.
Um terceiro suspeito conseguiu fugir em uma moto e não tinha sido identificado. Na ação, às 20h30, os três assaltantes usaram um revólver para intimidar os reféns. Um deles chegou a dizer que carregava uma metralhadora e iria matar quem se recusasse a colaborar com o trio. Duas pessoas tiveram de colocar as mãos para cima. Além de levar R$ 1.700 do caixa, o grupo passou pelas mesas e recolheu celulares e carteiras.
Dois homens tomavam café no balcão e tiveram os bolsos dos ternos revistados pelos bandidos. Um cliente foi trancado dentro de um dos banheiros do comércio e conseguiu avisar a Polícia Militar. Quem estava na Padaria Estaiada contou à polícia que o crime durou cerca de cinco minutos.
O roubo foi gravado pelas câmeras do circuito interno de segurança. As imagens foram entregues a investigadores. No 27.º Distrito Policial (Campo Belo), onde o caso foi registrado, quatro vítimas reconheceram o manobrista Douglas Santos Souza, de 23 anos, e Bruno Souza Mello, de 22, como os responsáveis pelo arrastão. As outras disseram que não tinham certeza e estavam confusas.
O delegado titular do 27.º DP, Armando Béllio, informou que uma funcionária da padaria teria visto outros integrantes do lado de fora do estabelecimento, o que não foi confirmado. O policial acredita que o crime foi “de oportunidade” e não tem nenhuma relação com quadrilhas que fizeram arrastões em restaurantes do Campo Belo, Brooklin, Vila Olímpia e Moema. Só em abril, foram pelo menos quatro casos, todos esclarecidos com a prisão de quatro acusados.
A detenção de Mello e Souza ocorreu na Avenida Jornalista Roberto Marinho e foi realizada por PMs do 12.º Batalhão. Ainda ontem a prisão rendeu a abertura de um inquérito na corporação para avaliar a conduta dos policiais. Isso porque os detidos acusam a equipe que realizou o flagrante de ter roubado parte dos R$ 1.700 que estavam no Fusca. Só R$ 700 teriam sido devolvidos ao proprietário da padaria. O dono não foi encontrado para comentar o crime.
Os suspeitos também garantem que foram agredidos no ato da prisão. Eles foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para identificar possíveis lesões causadas durante a suposta agressão. Em nota, a PM afirmou que não compactua com nenhum tipo de irregularidade e apura com rigor qualquer desvio de conduta eventualmente praticado por seus integrantes.
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Casal é sequestrado ao sair de shopping
- 1 de maio de 2012 |
- 23h19 |
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Categoria: Polícia
CAMILLA HADDAD
Um homem de 20 anos foi preso e um adolescente de 16 detido, na noite de anteontem, acusados de sequestrar um casal de universitários na saída do Shopping Vila Olímpia, na zona sul da capital. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), William Alves dos Santos, de 20, e o menor foram pegos por volta das 22h, na Avenida Pedroso de Moraes, esquina com Avenida Professor Frederico Herman, em Pinheiros. Ninguém se feriu.
Uma hora antes, a dupla havia rendido os dois estudantes quando eles deixavam o shopping e os obrigou a sacar dinheiro em um caixa eletrônico. As vítimas, de 25 e 27 anos, tinham estacionado o carro em uma rua próxima ao centro comercial e contaram que foram obrigadas a entrar no veículo com os acusados e parar em um caixa eletrônico da região para sacar R$ 700.
Em seguida, os suspeitos deixaram as vítimas a pé na Rua Carlos Rath e seguiram com o veículo delas, um Clio, em direção a Pinheiros, levando dinheiro e objetos roubados.
Policiais militares foram chamados ao local. A equipe encontrou o veículo e fez a abordagem. O menor infrator era quem dirigia e William estava com os objetos do casal no banco do passageiro. Com os dois foram encontradas duas armas de brinquedo. Ambos foram encaminhados ao 14º Distrito Policial (Pinheiros), onde as vítimas o reconheceram.
Os objetos – uma carteira, cartões de crédito, óculos de grife, duas alianças, duas correntes de ouro, um som de carro, dois celulares e um relógio de pulso, além de R$ 839 – foram apreendidos e devolvidos aos estudantes.
O caso foi registrado como extorsão, corrupção de menores e permitir direção de veículo a pessoa não autorizada. O celular de William e as duas armas de brinquedo foram recolhidos. A polícia encaminhou o menor para a Fundação Casa.
Em fevereiro deste ano, o JT mostrou que a região sul de São Paulo enfrentava uma onda de sequestros relâmpagos com mais de um caso por dia. Os bairros mais atingidos eram Brooklin, Vila Olímpia e Itaim-Bibi. No mês passado, investigadores do 96º Distrito Policial (Brooklin) prenderam o estudante Bruno de Jesus, de 19 anos. Ele é apontado pela polícia como autor de pelo menos 15 casos na região. ::
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