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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Um a cada quatro latrocínios ocorre em casa

Categoria: Polícia, Segurança Pública

MARCELO GODOY
WILLIAM CARDOSO

Entre todos os latrocínios (roubos seguidos de morte) ocorridos no ano passado no Estado de São Paulo, 26% foram dentro da casa da vítima e 79% dos mortos eram homens. Os números fazem parte de um estudo inédito divulgado ontem pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que será compartilhado com a PM para que o patrulhamento seja mais eficiente.

O motivo do levantamento é claro. Foram 308 casos em 2011, ante 253 em 2010, um crescimento de 21,74%. E a tendência continua em alta – em janeiro de 2012, já foram 22 casos no Estado, 1 a mais do que no ano anterior.

“O fato de um quarto das mortes em assaltos ter ocorrido dentro de casa chama a atenção, porque é em casa que a pessoa se sente mais protegida”, diz o diretor do DHPP, Jorge Carrasco, que considera o latrocínio o crime “mais preocupante” hoje.

Alguns aspectos tornam mais difícil a investigação dos roubos seguidos de morte. Na quase totalidade dos casos, são pessoas que não têm vínculo umas com as outras. “O autor pode ser qualquer um, assim como a vítima. Imagine isso em uma cidade com 11 milhões de habitantes”, diz o titular da 3.ª Delegacia do DHPP, Luiz Fernando Teixeira.

A violência dos ladrões também tem assustado a própria polícia. Para Teixeira, a inexperiência, por exemplo, pode explicar os latrocínios cometidos por menores –13% dos autores têm entre 12 e 17 anos. “Alguns são adolescentes, se atrapalham e acabam atirando por qualquer motivo.”

Em janeiro de 2012, a capital teve oficialmente oito casos de latrocínio, embora dois tenham sido registrados em duplicidade, segundo o diretor do DHPP. O índice de esclarecimento dos roubos seguidos de morte é de 48%, maior por exemplo do que o de homicídios, que fica entre 30% e 40% no Estado. “Só consideramos o caso esclarecido com identificação e prisão de autores.”

O estudo mostra que ações durante os roubos de veículo correspondem a 14% dos casos de latrocínio. Outros 12% aconteceram em roubos de moto.

Preocupação
O aumento nos latrocínios levou a Secretaria de Segurança Pública a transformar a 3.ª Delegacia do DHPP em especializada nesse crime – anteriormente, investigava apenas chacinas. “Delegacia do bairro é clínica geral, atende tudo. A especializada torna a investigação mais eficaz”, afirma Carrasco.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, aumentar o número de casos solucionados é o motivo do foco nos latrocínios. Polícia defende também o endurecimento na legislação.

Parque terá panelaço contra crimes

Categoria: Polícia

CAMILLA HADDAD

Frequentadores do Parque do Povo, no Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo, afirmam que estão sofrendo roubos e furtos ao praticarem esportes e prometem organizar um panelaço em frente ao local no domingo, dia 18. O grupo chegou a criar uma página no site de relacionamento Facebook para divulgar o evento. Até as 20h30 de ontem, 502 pessoas tinham confirmado presença.

Na página, um esportista revela que por causa da insegurança levou uma turma que treinava no local para a Cidade Universitária e também para o Parque do Ibirapuera. O motivo, segundo ele, é que os atletas se queixavam de assaltos diariamente.

Os crimes estariam sendo cometidos por adolescentes que fazem uma espécie de arrastão contra treinadores que tomam conta das mochilas dos alunos contendo chaves do carro e outros objetos de valor. Os meninos passam correndo, furtam as mochilas e as jogam pela grade para comparsas que estão do lado de fora. Três casos foram apresentados no site.

Em novembro do ano passado, uma bancária de 25 anos também foi uma vítima. Ela procurou a polícia para relatar que teve o celular e um fone de ouvido roubados na porta do parque, após fazer uma caminhada de rotina.

Para ajudar no movimento, moradores do Morumbi resolveram aderir ao evento e devem comparecer ao panelaço, já que alguns já estiveram no parque. O presidente do Conselho de Segurança do Morumbi, Celso Cavallini, explica que moradores irão participar e devem vestir camisetas que usaram em um protesto contra a violência no Morumbi, em agosto do ano passado.

O capitão da PM Marcos Daniel Fernandes diz que não tem registro de casos no entorno do parque. “É importante que se registre boletim de ocorrência para saber onde está o problema”, diz.

Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, a segurança dentro do parque é feita pela Guarda Civil Metropolitana com o apoio de uma base comunitária móvel e também com rondas e guardas ciclistas. Ainda segundo a secretaria, nas últimas reuniões dos Conselhos Comunitários de Segurança não foram mencionadas ocorrências no parque. A administração nega que tenha recebido queixas de crime dos frequentadores. A secretaria afirma que irá rever a parte de iluminação de alguns trechos da área verde.

Suspeito morre em tiroteio na Anhanguera

Categoria: Polícia

Um homem, suspeito de roubar um veículo, morreu na manhã desta terça-feira, 28, durante troca de tiros com a policiais rodoviários estaduais, na Rodovia Anhanguera, na região de Osasco, na Grande São Paulo.

Segundo a PRE, a placa do veículo foi identificada como carro roubado no último dia 16, por equipamento do posto da PRE no Rodoanel Mário Covas, altura do km 13,5. Os policiais deram início a uma perseguição com tiroteio.

O suspeito, mesmo ferido, continuou a fuga e acabou batendo em um veículo e atropelando uma mulher, na altura do km 16 da Rodovia Anhanguera, sentido São Paulo. Três pessoas ficaram feridas e o suspeito acabou morrendo. A rodovia não foi interditada.

Bombeiros retiram cadáver do rio Tietê

Categoria: Polícia

O corpo de um homem, ainda não identificado, foi retirado do rio Tietê, no início da madrugada desta terça-feira, 28, por homens do Corpo de Bombeiros, acionados cerca de 45 minutos antes por garis que realizavam limpeza da Marginal.

Os funcionários da Prefeitura viram o cadáver boiando no trecho do rio próximo à Ponte do Limão, na zona norte da capital paulista. Por causa da correnteza, o corpo foi retirado somente próximo à Ponte do Piqueri, na zona oeste. Segundo os bombeiros, o cadáver estava totalmente nu e bem inchado, indicando que teria ficado pelo menos por 3 ou 4 dias na água.

(Pedro Rocha)

Bertioga: pedreiro fala que viu garoto no jet ski

Categoria: Polícia

Mais uma testemunha sobre o caso da menina Grazielly Almeida Lanes, de 3 anos, morta após ser atropelada por um jet ski na Praia de Guaratuba, na Baixada Santista, prestou depoimento nesta segunda-feira, 27. A menina morreu no último dia 18.

Após às 18 horas, o pedreiro Luis Pereira entrou na delegacia de Bertioga. Ele disse que estava trabalhando em uma obra localizada nos fundos do condomínio de luxo onde o adolescente suspeito de pilotar a embarcação que atropelou Grazielly estava hospedado.

Ele disse que viu quando dois garotos estavam em cima do jet ski empinando a embarcação, momento em que o aparelho se desprendeu deles. O pedreiro que trabalha há dois meses na obra disse ter visto um adulto junto dos rapazes. Esse adulto, apontado possivelmente como o caseiro Erivaldo Francisco de Moura, teria levado o equipamento para os jovens.

Reginaldo Pupo, Especial para o Estado