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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Trancada, vítima avisa PM de assalto

Categoria: Polícia

GIO MENDES

Ao ver sua mulher sendo rendida por assaltantes na garagem de casa, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, um empresário de 42 anos se trancou no quarto da filha de 8 anos, ligou para a Polícia Militar e escondeu a criança no armário. Uma viatura da PM chegou na residência no momento em que os cinco criminosos tentavam arrombar a porta do quarto onde estavam pai e filha. A quadrilha fugiu pelos fundos do imóvel, mas três dos ladrões foram presos em ruas próximas ao local do roubo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o bando invadiu o sobrado da Rua Moreira Cardoso às 6h57 de sábado. A mulher do empresário, uma designer de 39 anos, abriu o portão automático para entrar na garagem com o carro da família, um Hyundai Santa Fé, quando foi dominada pelos ladrões. Eles desceram de um Toyota Corolla roubado, que ficou estacionado na frente da casa. A mulher foi obrigada a entregar as chaves da casa para um dos ladrões.

O empresário, que estava no andar superior do imóvel, percebeu a ação dos bandidos e correu para o quarto da filha, onde se trancou com a menina. De seu celular, ligou para a PM. “Eles, eles… Eu tô vendo… Eu tô em casa. Minha mulher saiu para levar minha (outra) filha para a escola e eu tô vendo pela garagem, eles renderam minha mulher”, disse o empresário, nervoso, para o atendente do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

O atendente orientou o empresário a permanecer escondido e quieto, sem desligar o celular. Ele pôs a menina no armário. “Minha filha, bem quietinha. Quietinha, filha”, disse à criança. Quando os bandidos começaram a arrombar a porta do quarto, os PMs do 12.º Batalhão entraram no imóvel. Os ladrões ainda abriram a porta do quarto e iam render o empresário, mas tiveram de fugir. O bando pulou o muro dos fundos e subiu no telhado de casas vizinhas.

O desempregado Daniel Araújo Gonçalves Barreto, de 24 anos, foi preso na Rua Galileu. Segundo a polícia, ele carregava um rádio roubado da casa do empresário. A PM deteve dois adolescentes, de 15 e 17 anos, na Rua Luiza Carneiro. Com os menores foram apreendidos um celular e um GPS também levados do imóvel. O helicóptero Águia da PM sobrevoou a região, mas os outros dois ladrões não foram localizados.

Os policiais encontraram uma pistola de brinquedo e uma munição de fuzil calibre 556 em cima do telhado de uma das casas. O caso foi registrado na Central de Flagrantes da 2.ª Delegacia Seccional, no Sacomã, zona sul.

O capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), disse que a primeira viatura do 12.º Batalhão chegou dois minutos depois de o empresário ter ligado para o Copom. “O policial do 190 (telefone de emergência da PM) teve habilidade para fazer o atendimento rápido, passando as informações necessárias pelo sistema para outro policial, que avisou as viaturas do roubo”, afirmou o capitão Moisés.

 

Polícia admite erro ao dizer que psicólogo roubou banco

Categoria: Polícia

GIO MENDES
O delegado Armando Roberto Bélio, titular do 27º DP (Campo Belo), admitiu que houve erro no registro do boletim de ocorrência que apontou o psicólogo Ubiratan de Campos Escudero como acusado de trocar tiros com policiais militares depois de roubar o cliente de um banco na Vila Mariana, zona sul. Na verdade, o documento do psicólogo havia sido roubado em abril e usado pelo assaltante.
Segundo ele, o delegado plantonista, que registrou o caso, poderia ter descoberto o roubo dos documentos de Escudero se tivesse feito uma pesquisa no sistema da Polícia Civil. Além disso, o delegado plantonista não solicitou a legitimação do criminoso que estava internado no Hospital São Paulo, que consiste no recolhimento das impressões digitais para verificar se ele era realmente o portador do documento apreendido pela Polícia Militar.
“O delegado acabou não colhendo as impressões digitais do ladrão que estava no hospital e acabou aceitando a documentação que foi apresentada para fazer o boletim de ocorrência”, afirmou Bélio. Segundo ele, a pesquisa com o nome do Escudero foi feita ao longo do dia. “Pelo sistema deu para constatar que ele (psicólogo) teve os documentos roubados e o equívoco foi desfeito. Seria o fim do mundo um ladrão fazer um boletim de ocorrência de roubo”, disse. Apesar disso, a informação não foi repassada para a Secretaria da Segurança Pública, que até a noite de ontem (dia 16) divulgava a notícia sobre a prisão do psicólogo em seu site.
 
Leia abaixo a matéria original
Um homem foi preso sob acusação de trocar tiros com policiais militares depois de roubar o cliente de um banco na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, na noite de terça-feira (15). Ele tentou fugir em um Fox roubado, mas acabou baleado e bateu o veículo em um poste. Ele foi levado em estado grave para o Hospital São Paulo. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo a PM, ele abordou com um revólver um acupunturista de 54 anos que sacava dinheiro em um banco na Rua Domingos de Morais. Um sargento da PM que estava de folga viu o assalto e chamou policiais que estavam em patrulhamento a poucos metros do local.
Ao perceber a aproximação da viatura, o homem atirou, entrou no Fox e começou a fugir. O criminoso foi baleado no peito por um dos policiais e perdeu o controle do veículo, que bateu em um poste na Praça Doutor Teodoro de Carvalho, cerca de 20 metros à frente do local do roubo. O Fox havia sido roubado na semana passada no Cambuci.

Texto editado em 17/05  às 16h25

Fuga em ônibus roubado dura quatro horas

Categoria: Polícia

CRISTIANE BOMFIM

Um jovem de 19 anos roubou um micro-ônibus da garagem de uma cooperativa na zona sul de São Paulo, atravessou a cidade em alta velocidade, foi perseguido pelo dono do veículo, trocou tiros com a polícia e atropelou um policial militar. A fuga durou quatro horas e se estendeu pela zonas oeste, sul e norte da capital, além de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. E só acabou depois que o ladrão atingiu um poste.

O roubo ocorreu às 2h20 de ontem. Eduardo Teixeira, de 19 anos, pegou o micro-ônibus da garagem na Estrada do M’Boi Mirim, 8.750, e saiu em alta velocidade. O dono do veículo viu ação e ligou para a empresa de rastreamento. “Enquanto eles tentavam localizar o lotação, peguei meu carro e fui pra rua tentar alcançá-lo”, disse o cooperado José Luiz Espíndola, de 61 anos, que ligou para a polícia quando já perseguia o ladrão com um Palio Weekend 1.4.

O veículo dirigido por Espíndola quebrou antes que ele chegasse a Itapecerica da Serra, primeiro local indicado pela empresa de monitoramento. “Meu filho foi me buscar e continuamos a correria”, conta. A perseguição seguiu em outro Palio Weekend 1.4.

Espíndola e o filho então passaram pela Rodovia Régis Bittencourt e avenidas Francisco Morato e Rebouças, na zona sul. “Parecia uma corrida de gato e rato. Quando chegava ao lugar indicado, o ladrão já estava em outro”, diz Espíndola. Eles ainda foram para a Lapa, na zona oeste, e Santana, na zona norte.

Só no bairro do Jabaquara, às 4h30, eles cruzaram com o micro-ônibus, que ia em direção à Avenida Indianópolis. “O rapaz dirige muito bem e muito rápido. Acho que estava a mais de 100 km/h. Conseguimos emparelhar quando vimos que ele reduziu a velocidade. Queria saltar do carro, mas meu filho não deixou”, diz Espíndola.

Motocicletas da PM entraram na perseguição às 4h30, quando o micro-ônibus passava pela Avenida Indianópolis. Segundo o boletim de ocorrência, o ladrão atirou contra os policiais, que revidaram. Mesmo assim, o veículo não parou.

Na zona oeste, ele atravessou o gramado da Praça Pan-americana e, na Avenida Pedroso de Moraes, atropelou um policial da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam). Dois quarteirões adiante, bateu num poste.
Teixeira tentou resistir à prisão, mas foi algemado e levado ao Hospital das Clínicas com ferimentos leves. Na delegacia, afirmou que era cobrador na cooperativa. “Meu chefe mandou eu levar o ônibus para o Pari”, afirma.

Espíndola diz que ele nunca trabalhou no local. O jovem alega ainda que não parou o veículo por estar com medo, já que não tem habilitação. Por estar sem documento, a polícia não conseguiu checar até o fim do dia se Teixeira tem passagem pela polícia.

Bairro líder de roubo de carro não muda após um ano

Categoria: Polícia, Segurança Pública

GIO MENDES

Quem mora ou precisa trafegar de carro pelas ruas dos bairros do Jabaquara, na zona sul de São Paulo, e da Lapa, na zona oeste, tem grande chance de se tornar uma vítima de ladrões. Já faz um ano que as duas regiões estão entre as líderes no ranking dos locais onde ocorrem, respectivamente, mais roubos e furtos de veículos.

Nos primeiros três meses deste ano, o Jabaquara registrou 393 roubos de carros (sendo a região com mais crimes desse tipo na capital), um aumento de 83,64% em comparação com o mesmo período de 2011, quando houve 214 casos (a segunda no mesmo ranking naquela época).

A Lapa teve aumento de 2,20% no número de furtos de veículos de um trimestre para o outro, passando de 410 casos para 419. Tanto nos três primeiros meses deste ano quanto de 2011, a região foi a que teve mais desses crimes.
Em toda a cidade, 22.404 veículos foram parar nas mãos de criminosos de janeiro a março deste ano, média de 246 roubos e furtos por dia. É um crescimento de 13,82% nesses tipos de crimes em relação aos primeiros três meses do ano passado, quando 218 veículos eram roubos ou furtados diariamente no município. O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, que assumiu o cargo em abril, já afirmou que o combate ao roubo e furto de veículos será prioridade para que os índices sejam reduzidos.

Especialista em segurança pública e professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), David Teixeira de Azevedo acredita que faltou planejamento ao longo de um ano para evitar que os mesmos bairros fossem alvo da ação de ladrões de carros. “O melhor modo de coibir o crime ainda é o policiamento preventivo.” Para o especialista, parte dos veículos roubados e furtados vai parar em desmanches ou é vendida para outros Estados. Recentemente, a Polícia Civil descobriu que carros roubados eram negociados pela internet.

O comerciante Roberto Silva, de 48 anos, disse que falta policiamento na Rua das Grumixamas, uma das vias do Jabaquara que são alvo dos ladrões de veículos. “Nunca fui assaltado em 18 anos, mas moradores de prédios vizinhos já tiveram os carros levados por ladrões armados. Quando tem policiamento, fica tranquilo. Mas depois que a polícia para a ronda, os bandidos voltam”, afirmou Silva.

O capitão Marcelo David Vieira, comandante da 1.ª Companhia do 3.º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento do Jabaquara, reconhece a dificuldade em manter patrulhamento constante em determinadas ruas. “Nós tentamos fazer uma prevenção ali (na Rua das Grumixamas), mas nem sempre podemos manter a viatura o dia inteiro num mesmo local, pois os policiais precisam patrulhar outras vias”, disse Vieira. Segundo ele, desde o começo deste ano foi intensificado o patrulhamento com moto.

A mesma dificuldade foi apontada pelo tenente Gabriel Rodrigues Benites Alves, do 4.º Batalhão, responsável pelo policiamento da Lapa. Segundo ele, a corporação faz um mapeamento das ruas com mais furtos e distribui as equipes em horários estratégicos. “Mas quando se combate o crime em uma rua, os ladrões vão para a de trás”, afirmou Alves.
Os bairros de Pinheiros e Perdizes também aparecem no ranking dos locais com mais furtos de carros. O capitão Eliel Pedro Tomazi, do 23.º Batalhão, responsável pelas duas áreas, disse que os ladrões migram de uma rua para outra conforme a atuação da PM. “Se a viatura passa por uma rua em determinado horário, os criminosos vão para outra ou furtam no período que a via fica sem ronda. O furto é um crime de difícil combate, pois acontece de forma rápida”, afirmou. Procurados pela reportagem, os batalhões responsáveis pelos bairros Jardim Miriam, zona sul, e São Mateus, zona leste, não se manifestaram.

Colaborou Camilla Haddad

Fãs sofrem arrastão em show do Anhembi

Categoria: Geral, Polícia

CAMILLA HADDAD

Pelo menos 15 pessoas foram roubadas após o show da banda alemã Kraftwerk, no festival de música Sónar, no Anhembi, zona norte. A ação foi registrada na madrugada de sábado. Segundo testemunhas, no meio da multidão, algumas mulheres tiveram as bolsas reviradas por ladrões.
Arrastões durante eventos importantes da cidade têm sido frequentes. Situação parecida ocorreu na saída do show do baixista Roger Waters, no Morumbi, na zona sul, e na performance do DJ David Guetta, no Anhembi.
“O objetivo deles (criminosos) era parecer um empurra-empurra”, conta um publicitário de 33 anos, que teve o iPhone arrancado de um dos bolsos da calça. Ele estava com a mulher quando tudo aconteceu. “Eu gritei ‘roubaram meu telefone’ para chamar a atenção de quem estava perto”, diz. “No mesmo instante, umas cinco pessoas estavam passando pela mesma situação. Fiquei muito nervoso e saí procurando no chão e na mão de algum estranho, de nada adiantou”, lamenta.
Na mesma noite, equipe da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur) prendeu dois peruanos e um equatoriano com 13 celulares no local. Mas, segundo o publicitário, o aparelho dele não estava entre os recuperados.
Uma diretora de filmes de 31 anos também não conseguiu reaver o celular. “Fiz o BO pela internet e, quando procurei a delegacia, não o encontrei lá.” Segundo organizadores do Sónar, foram 26 registros nos dois dias de festival.
A diretora de atendimento ao consumidor do Procon-SP, Selma do Amaral, explica que as vítimas podem procurar auxílio. “É local fechado. No mínimo as pessoas esperam segurança.” ::