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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Morumbi tem arrastões após shows de Roger Waters

Categoria: Polícia

CAMILLA HADDAD

Pelo menos nove pessoas foram vítimas de arrastões após as duas apresentações do baixista Roger Waters no Estádio do Morumbi: uma na noite de domingo, dia 1º, e outra na madrugada de ontem. A Avenida Giovanni Gronchi foi a escolhida por uma quadrilha formada por 20 homens. Eles atacaram as pessoas no meio da rua e também aquelas que estavam paradas no congestionamento.
Nas duas ações os criminosos fugiram levando celulares, roupas e carteiras. Na ocorrência de ontem, a Polícia Militar chegou a trocar tiros com um bando que usava revólveres para intimidar as pessoas que andavam na Giovanni Gronchi, altura da Rua Melchior. O PM Thiago Lima foi baleado na mão e levado para o Hospital da Cruz Azul. Ele passa bem. Os criminosos fugiram em direção à Favela de Paraisópolis.
Os tiros levaram pânico para quem estava dentro dos carros ou nas residências de alto padrão. Na página do Facebook dos Moradores do Morumbi foram postados relatos de que de dentro das casas foi possível ouvir os tiros e gritos.
No 89.º Distrito Policial (Portal do Morumbi) seis vítimas tinham registrado arrastões na madrugada. No primeiro boletim de ocorrência, três moradores de Vitória (ES) contaram que ao caminhar pela Giovanni Gronchi, perto da Rua Melchior, foram surpreendidos por oito ladrões. Em outro BO, três vítimas disseram que suas carteiras e celulares foram roubados por 20 criminosos próximo à Rua Santo Américo. Um casal que avisou a Rocam de um crime também foi assaltado, mas não levou o caso à delegacia.
Na noite de domingo, um taxista de 39 anos procurou o 89º DP para dizer que viu a Avenida Giovanni Gronchi ser fechada por 20 homens. Segundo ele, parte do bando foi para cima de seu carro e parte para outros veículos no congestionamento.
O delegado Iraí de Paula, titular do 89.º DP, acredita que os 20 homens que agiram domingo foram os mesmos que atacaram ontem de madrugada. O policial vai chamar as vítimas para fazer reconhecimento fotográfico de suspeitos.

Tentativa
A Polícia Militar, no entanto, nega que tenham ocorrido arrastões e afirmou que PMs chegaram a tempo de evitar as ações. “Ontem só houve o registro de um furto de ingresso e uma tentativa de furto de uma bebida que estava dentro de um carro ”, diz o capitão Cleodato Moisés, porta voz da corporação. Segundo o oficial, homens das Rondas Ostensivas com o Apoio de Motocicletas (Rocam), do qual o policial militar baleado faz parte, chegaram bem antes do arrastão acontecer.
“Ontem (terça-feira) tínhamos 145 PMs e 56 viaturas, sendo 48 motos da Rocam. A polícia estava perto e presente”, diz Moisés. No domingo, o efetivo foi igual. O policial diz que ao notar pessoas paradas na rua, mexendo na blusa ou no celular e olhando para carros, a recomendação é ligar para o 190 para prevenir crimes. ::

Espancamento e medo durante arrastão

Categoria: Polícia

CAMILLA HADDAD

Disfarçado de carteiro, um assaltante conseguiu invadir, nesta terça-feira, o Edifício Monte Verde, no Paraíso, na zona sul da capital, e abrir caminho para 20 homens promoverem um arrastão em 11 apartamentos. Na ação, os bandidos fizeram um corte na orelha de um morador, espancaram uma jovem e ameaçaram uma mulher com um bebê de colo. As vítimas viveram três horas de terror e ficaram amordaçadas em um quarto apertado na garagem do condomínio.

Segundo a polícia, esse foi o sétimo arrastão em um empreendimento residencial na cidade de São Paulo. Nesta terça-feira, a quadrilha só foi embora do imóvel de luxo, na Rua do Paraíso, depois de lotar quatro veículos com dinheiro e objetos de valor dos moradores. Na lista de pertences roubados está uma coleção de moedas de um juiz federal e U$ 7 mil de um outro condômino. O prédio tem um apartamento por andar.

Apesar de encapuzados, os bandidos levaram os computadores com imagens dos circuito de segurança. Testemunhas disseram que a primeira pessoa rendida foi o porteiro e uma babá, que passava perto da portaria. Os homens permaneceram no local entre 8h e 11h e rendiam as pessoas na garagem quando elas iam pegar o carro para ir trabalhar.

Uma estudante de 20 anos estava a caminho da faculdade quando foi surpreendida ao sair do elevador, no subsolo. Assustada, ela deu um grito e foi espancada. A polícia disse que a jovem levou uma coronhada e vários socos no olho direito. Muito ferida, foi encaminhada ao Hospital Oswaldo Cruz, na mesma região.

Logo na sequência, uma mulher de origem oriental também desembarcou do elevador com uma criança de 8 meses no colo. Ela foi abordada por dois ladrões armados com pistolas que disseram: “perdeu, perdeu, é um assaltado”. A dupla fez ameaçadas de morte caso ela não subisse no apartamento para mostrar o cofre. A vítima contou na delegacia, que no trajeto até o imóvel, um dos assaltantes teria dito para ela ficar calma e mencionou: “Eu sou casado com uma japonesa e tenho três filhos. Não vai acontecer nada”. Depois de realizarem uma varredura no apartamento da moça, a dupla desceu para o vizinho e lá apanhou U$ 7 mil de um engenheiro de 58 anos. Os bandidos fizeram um corte na orelha dele.

A vítima que mais apanhou foi um sargento do Exército de 44 anos, que trabalhava armado para um juiz federal de 42. O sargento chegou para trabalhar bem na hora em que a quadrilha tinha invadido o Monte Verde. Ele chegou a omitir dos ladrões que tinha uma pistola na cintura e foi chutado até cair no chão da garagem. Assaltantes disseram a ele que se fosse um PM seria morto na hora.

No prédio o clima é de pânico e silêncio. “As pessoas estão com medo, ninguém quer falar. Só posso dizer que foi um homem com roupa dos Correios”, afirmou um funcionário do condomínio.
No distrito policial onde o caso foi registrado, o modo como o bando atuou surpreendeu. “Eles foram muito ruins, não tem nada a perder”, comentou um policial do 6º Distrito Policial (Cambuci). O crime será apurado no Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), onde existe uma delegacia especializada nesse tipo de ação.

 

Recuperados livros raros roubados

Categoria: Polícia

WILLIAM CARDOSO

Os 22 livros raros roubados do Instituto de Botânica, na zona sul de São Paulo, em 2 de fevereiro passado, foram recuperados exatamente dois meses depois, nesta segunda-feira à noite.
A Polícia Civil prendeu um integrante da quadrilha e encontrou os exemplares jogados em sete sacos de lixo na Rua Ramon Penharrubia, no Paraíso, na zona sul da capital, nas proximidades da Avenida 23 de Maio.

A polícia monitorava o autônomo Carlos Xavier de Araújo Lima, de 38 anos, integrante da quadrilha acusada do roubo, e conseguiu prendê-lo quando deixava uma academia no Bom Retiro, na região central. Lima tem passagem por roubo, estava foragido da Justiça desde abril de 2010 e, segundo a polícia, participaria de uma negociação envolvendo os livros que ocorreria na rua onde eles foram deixados.

“Ele foi detido e, portanto, não apareceu para fazer o contato, o que deve ter chamado a atenção dos demais. Mandamos viaturas descaracterizadas até o lugar onde os livros seriam mostrados para flagrar os outros. Os bandidos provavelmente notaram a movimentação, descartaram o material e fugiram”, disse o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Nelson Silveira Guimarães.

O diretor do Deic diz que Lima faz parte do grupo responsável por executar o roubo, mas não por planejá-lo. “Certamente ele não é o depositário de todas as informações”, disse. “Temos mais quatro pessoas identificadas.”

Duas viaturas seriam deslocadas nesta-terça-feira para levar até o instituto os 11 volumes de Flora Fluminensis, cinco de Sertum Palmarum Brasileinsium, dois de Le Bambusées e exemplares de Graminearum Genera, Herbarium Amboinense, Plantarum Brasiliae e Flora Brasilica. Aparentemente, as obras estão intactas.

Em julho, a Polícia Federal alertara o instituto que escutas haviam flagrado presos no Rio de Janeiro conversando sobre o acervo, que interessaria a livreiros do exterior.

O diretor do Deic, porém, duvida que o roubo tenha sido planejado fora de São Paulo.

PM tem novo comandante

Categoria: Geral, Polícia, Segurança Pública

 

CAMILLA HADDAD

O novo comandante da Polícia Militar nomeado pelo governador Geraldo Alckmin é o coronel  Roberval Ferreira França, comandante do policiamento do ABC. França ficará no lugar do coronel Álvaro Batista Camilo, que deixou o cargo no início da tarde de ontem. O posto de subcomandante será de Hudson Tabajara Camilli, responsável atualmente pela Escola de Educação Física da Polícia Militar. Camilli ingressou na corporação em 1980.

Ontem, em comunicado à imprensa e em sua página do Facebook, Camilo afirmou que foi um “orgulho e grande privilégio” comandar uma instituição como a PM de São Paulo.

 

PF faz operação em 8 estados contra comércio ilegal de botox

Categoria: Polícia

Policias Federais e agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão cumprindo na manhã desta terça-feira, 3, 12 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão temporária e sete de conduções coercitivas em oito estados do País para coibir a venda ilegal de toxina botulínica clandestina.

As investigações indicaram que, há pelo menos cinco anos, tais toxinas estão em circulação no mercado e que os ganhos da quadrilha com a comercialização diária do produto ilegal pode chegar a R$ 5 mil. No mercado ilícito, segundo a PF, a toxina é vendida

por preços que variam entre R$ 350,00 a R$ 400,00 a unidade, e um exemplar autorizado pode chegar a R$ 1 mil a unidade.

Segundo a PF, os 23 mandados judiciais contra distribuidores estão sendo cumpridos nas cidades de Recife, João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo, além de médicos e clínicas em Recife, Caruaru, João Pessoa, Patos, Natal, Teresina, Aracaju, Maceió, São  Paulo e Belo Horizonte.

As investigações da Operação Narke começaram há nove meses, para apurar denúncias de comercialização de toxina botulínica clandestina, sem autorização da Anvisa, segundo a PF.

A toxina botulínica, segundo a PF, além da aplicação estética, também é utilizada largamente de forma terapêutica, inclusive para tratamento de disfunções neurológicas e motoras. Os produtos, uma vez introduzidos ilegalmente no país, são vendidos para  médicos de diversas cidades, em vários Estados do Nordeste, como Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.