Por 12 crimes, Lindemberg é condenado a mais de 98 anos
- 16 de fevereiro de 2012 |
- 23h19 |
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Categoria: Justiça
CAMILLA HADDAD
FABIANO NUNES
O motoboy Lindemberg Alves Fernandes, de 25 anos, foi condenado ontem a 98 anos e 10 meses em regime fechado pelo assassinato de Eloá Pimentel, de 15, em outubro de 2008, e mais 11 crimes. Segundo juristas ouvidos pelo JT, com benefícios previstos no código penal ele terá de cumprir cerca de 30 anos.
A sentença foi anunciada às 19h35 no Fórum de Santo André, no ABC. Do lado de fora, centenas de pessoas já comemoravam o veredito. A juíza Milena Dias, que presidiu o júri por quatro dias, disse que o condenado agiu com “frieza, premeditadamente, por orgulho e egoísmo”. A magistrada afirmou que as vítimas viveram sob intensa tortura e terror. Lindemberg ouviu a condenação de pé. Em momento algum chorou. Apenas abaixou a cabeça e levou a mão ao rosto. Ao ler a sentença, a juíza disse que o ciúme de Lindemberg atingiu o grau máximo.
As declarações fizeram a plateia presente ao plenário aplaudir a magistrada. Na última fileira, Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, se emocionou, foi abraçada pelos filhos Ronickson e Douglas e comentou: “A justiça foi feita graças a Deus”. A PM precisou isolar a mãe da vítima. O público não parava de abraçá-la.
A juíza explicou que Lindermberg recebeu pena de 30 anos pela morte de Eloá, sua ex-namorada. No caso da tentativa de homicídio contra Nayara Rodrigues, a pena foi reduzida de 30 para 20 anos por se tratar de uma lesão no rosto. No episódio do sargento Atos Valeriano, como o tiro não o atingiu, a pena passou de 30 para 10 anos. O motoboy também vai cumprir 25 anos pelos cárceres privado de Nayara (duas vezes), Victor Campos, Iago de Oliveira e Eloá. Os quatro tiros disparados por ele renderam pena de 13 anos a 10 meses.
Na saída do tribunal, Ana Cristina foi ovacionada pelos curiosos. Ela afirmou que deixaria o local mais tranquila por causa da condenação. “Achei a pena justa. Aproveito para agradecer a Deus e a todos que estão aqui, de coração.” Para a mãe de Nayara, Andreia Rodrigues, a justiça enfim foi feita. “Nayara deve estar satisfeita. Agora ela vai poder viver a vida dela de novo. Fazer coisas que não conseguia fazer.”
A promotora Daniela Hashimoto foi aplaudida ao sair do fórum. “Precisamos dar um basta à banalização da violência”, disse. Ela comentou que a defensora Ana Lúcia Assad usou todos os recursos durante suas explanações. “Respeito, mas a partir do momento em que se viola lealdade à dignidade humana eu acho criticável.”
Ainda no plenário, Ana Lúcia, que não quis dar entrevista, anunciou que vai pedir anulação do julgamento por entender que a juíza não analisou seu pedido de tese de crime continuado. Ou seja, a juíza somou a pena para todos os crimes separadamente. A promotora Daniela aproveitou para dizer que, diante da revelação do condenado, de que portava uma arma em seu dia a dia, ele poderá responder outro processo por porte ilegal de arma.
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2º dia de julgamento: o desabafo da família de Eloá
- 14 de fevereiro de 2012 |
- 23h23 |
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Categoria: Justiça
CAMILLA HADDAD
GIO MENDES
No segundo dia de julgamento de Lindemberg Alves Fernandes, de 25 anos – acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel –, foi de desabafo para a família da jovem assassinada em outubro de 2008 depois de 100 horas de cárcere. Os parentes da vítima ofenderam e criticaram o réu, que não foi retirado nenhuma vez do plenário, diferente do que ocorreu no primeiro dia do júri, quando teve de sair durante o depoimento de Nayara Rodrigues, a pedido da jovem.
O policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá, chorou diante do júri ao falar sobre o jeito carinhoso da jovem e ao lembrar que parte dos órgãos dela estão nos corpos de outras pessoas. Ronickson foi a primeira testemunha da defesa a ser ouvida quando os trabalhos foram retomados, às 9h20.
“Eloá era meiga, carinhosa, estudiosa demais. Queria ser veterinária”, lembrou ele no depoimento. O irmão de Eloá afirmou, ainda, que era radicalmente contra o namoro dos dois. Citou que Lindemberg era envolvido com pessoas de má índole na região de Santo André, onde moravam. “Ele é um monstro louco e agressivo. Ele era vingativo até durante uma simples brincadeira. Xingava a pessoa e já estourava”, descreveu Ronickson ao ser questionado pela promotora Daniela Hashimoto sobre a personalidade do acusado. O irmão da vítima também disse acreditar que Lindemberg jamais teria coragem de se matar como chegou a dizer nos momentos em que manteve Eloá em cativeiro.
Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, entrou no plenário por volta das 11h para depor. No primeiro dia de julgamento, ela sequer estava relacionada entre as testemunhas. Foi chamada de última hora pela defesa de Lindemberg, que abriu mão de uma outra testemunha para pôr a mãe de Eloá no lugar. Ontem, para surpresa da plateia, a advogada Ana Lúcia Assad dispensou o depoimento de Ana Cristina, logo após a mãe de Eloá sentar diante dos jurados. Para alguns especialistas em Direito, a advogada nunca teve a intenção de ouvir Ana Cristina. A convocação foi apenas uma estratégia para a mãe da vítima não permanecer no plenário.
Antes de sair do júri, a mãe de Eloá olhou Lindemberg fixamente por cerca de um minuto. O réu não abaixou a cabeça e a encarou. Quando Ana Lúcia desistiu de ouvir a mãe da vítima, o público vaiou. A acusação não quis aceitar a decisão e exigia o depoimento da mãe de Eloá. Houve confusão. A juíza Milena Dias precisou pegar o microfone para acalmar os ânimos. Ana Lúcia ameaçou, pelo segundo dia, deixar o júri caso sua decisão não fosse acatada. Para impedir que isso ocorresse, a acusação voltou atrás e aceitou a sua decisão.
Já fora do tribunal, Ana Cristina lamentou não ter sido ouvida, mas disse que foi bom ficado frente a frente com o acusado. “Olhei para ele e pude perceber que não se arrependeu. Está ali mesmo só para limpar a sua barra”, acredita. “Queria vê-lo para saber se tinha mudado, mas está o mesmo e faria tudo de novo.” Diferente dos filhos, ela não rotulou Lindemberg de monstro. “Não o vejo como um monstro. Ele matou, é um assassino”, gritava.
Everton Douglas, irmão mais novo da vítima, quis depor na frente de Lindemberg, a quem chegou a considerar seu melhor amigo. O estudante revelou que por “infelicidade” foi amigo do réu. E, por “infelicidade”, apresentou a irmã àquele que seria o responsável por tirar a vida dela. “O que ele fez é desumano. Não é coisa de um cara normal que pode viver em sociedade.” Em alguns momentos, disse que sentia pena daquele “monstro insignificante”.
Everton respondeu a maioria das perguntas da advogada Ana Lúcia Assad sinalizando com a cabeça, até ser advertido por ela. “O senhor tem de me responder e não falar assim comigo.” É que, minutos antes, Ana Lúcia perguntou ao estudante, em tom de ironia, onde seu pai está atualmente. “A senhora sabe. Por que está me perguntando?”, reclamou o jovem. “Ele está preso (condenado por dois homicídios em Alagoas)”.
Após o testemunho da família, todos puderam sentar na plateia para acompanhar o júri. Eles deram as mãos e ficaram na última fileira, muito assediados pelo público, que ofereceu solidariedade e demonstrou indignação com o caso. Até as 23h15 de ontem, os trabalhos do júri ainda não haviam sido encerrados. A previsão é que o julgamento termine hoje.
Advogada queria mãe fora da plateia
Apesar de ter incluído a mãe de Eloá Pimentel, Ana Cristina Pimentel, entre suas testemunhas no primeiro dia de julgamento, na verdade a advogada Ana Lúcia Assad nunca teve a intenção de ouvir o depoimento dela. Essa é a opinião de especialistas, como o jurista Luiz Flávio Gomes – que acompanha o júri de Lindemberg desde o primeiro dia –, e também de advogados que atuam como apoio à acusação, como Ademar Gomes.
A única intenção ao convocar a mãe da vítima seria tirá-la do plenário onde poderia influenciar o júri com demonstrações de sentimentos, choro. Ao ser incluída entre as testemunhas, Ana Cristina passou a ficar confinada à disposição da Justiça e bem longe dos olhares dos jurados e da plateia.
Ontem, ao desistir do depoimento da mãe de Eloá, Ana Lúcia não deu qualquer explicação. Mas causou mal-estar na plateia, que chegou a vaiá-la. Para Luiz Flávio Gomes, a tática foi acertada.
Já o advogado especialista em júri Waldiner Alves da Silva classificou a estratégia como uma ação suicida.
Ademar Gomes diz que a convocação teve o único objetivo de evitar comoção dos jurados com a presença de Ana Cristina no plenário. Situação semelhante ocorreu durante o júri do caso da menina Isabella, em que o pai da garota, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados por tê-la jogado pela janela do prédio onde moravam causando a sua morte.
Na época, a mãe de menina, Ana Carolina Oliveira, foi convocada pela defesa do casal para depor. Na ocasião, a acusação fez a mesma leitura da manobra: o único interesse era deixar a mãe longe dos olhos dos jurados. A tática também não foi bem aceita na ocasião. Ana Carolina Oliveira foi dispensada após o período em que ficou incomunicável.
Festival de desacatos e bate-boca
Um festival de desacatos e bate-bocas tomou conta do plenário ontem no Fórum de Santo André, no ABC. Um dos momentos mais quentes foi quando Ana Lucia Assad, advogada de Lindemberg, falou para a juíza Milena Dias que ela precisava “voltar a estudar”. A discussão começou quando a perita criminal Dairse Aparecida era ouvida e dava explicações sobre armas usadas na noite de crime no apartamento de Eloá. Furiosa, Ana Lúcia reclamou com a promotora Daniela Hashimoto que ela estava induzindo os jurados ao erro e que ela havia faltado com o “princípio da verdade real”.
Quando Milena interferiu dizendo que nem era aquele o termo mais correto, Ana gritou: “Então você precisa voltar a estudar”. A plateia ficou inquieta. Logo em seguida, Daniela defendeu a magistrada dizendo que poderia abrir uma representação de desacato contra a advogada de Lindemberg.
As alfinetadas no julgamento aconteceram desde a manhã, quando Ana Lúcia já havia falado em tom bem alto com a promotora. “Você não precisa gritar, tem o microfone”, orientou a juíza Milena. “É que eu não estou acostumada a usar”, rebateu Ana Lúcia. Com uma sequência de atitudes desafiadoras, Ana Lúcia saiu do plenário para consultar uma pessoa na plateia: também recebeu advertência de Milena.
Mais tarde outra confusão. O perito criminal Hélio Ramacciotti foi prestar depoimento e deixou Ana Lúcia irritada. “Eu dispensei essa testemunha”, afirmou a advogada à juíza. Que retrucou que não havia requerimento formal sobre o assunto. “Você não pode falar as coisas pelos corredores do fórum”, alertou a promotora Daniela Hashimoto. O perito acabou sendo ouvido pela acusação.
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Defesa de Lindemberg dispensa a mãe de Eloá
- 14 de fevereiro de 2012 |
- 13h50 |
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Categoria: Justiça
Após outra reviravolta, juíza, defesa e acusação decidiram nesta terça-feira, 14, que Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, morta pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, em 2008, não será ouvida como testemunha no segundo dia de julgamento do rapaz, no Fórum de Santo André. Depois de algumas idas e vindas, decidiu-se que apenas Douglas, o irmão mais novo de Eloá, prestaria depoimento.
Houve princípio de tumulto e a mãe de Eloá, aos jornalistas, disse que não depôs porque a advogada Ana Lúcia Assad deu ‘um piti’.
Ana Cristina desejava falar. Em entrevista coletiva, afirmou que queria dizer que Lindemberg é um ‘assassino’ e ‘quem ama não mata’.
Relembrou o momento em que, no plenário, ficou cara a cara com o acusado e se encararam. Disse não ter visto arrependimento nos olhos do réu. Segundo ela, Lindemberg fez um gesto com as mãos, interpretado por ela como um pedido para que ela não falasse mal dele.
Ao falar, Douglas, irmão da menina morta, assim como seu irmão mais velho, caracterizou Lindemberg como “monstro”.
A mãe de Eloá ouviu o depoimento do garoto, menor de idade, do plenário – ele tem 17 anos hoje e disse que vai acompanhar o resto do julgamento da plateia.
Ao sair para almoçar, a advogada de defesa de Lindemberg foi hostilizada e pediu escolta.
Pouco antes, a mãe entrou no plenário onde encarou Lindemberg. O acusado estava presente na sala, e Ana Cristina, do momento em que entrou até a hora em que saiu, o encarou. Lindemberg a encarou de volta e os dois ficaram por cerca de dois minutos trocando olhares intimidadores.
Por volta de 11h15, Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá, foi chamada ao plenário. Ela havia sido convocada ontem pela advogada de Lindemberg como testemunha de defesa.
Mas Ana Cristina não depôs. Ana Lúcia Assad, advogada de Lindemberg, ameaçou deixar o júri caso ela e o irmão mais novo de Eloá, Douglas, testemunhassem. Contrariada, a mãe de Eloá deixou o plenário. Ela queria falar.
Monstro. Em depoimento também programado para esta terça, o irmão de Eloá, Ronikson Pimentel dos Santos, lamentou o namoro da irmã com o acusado e chamou Lindemberg de monstro. ‘Ele é um mostro, louco e agressivo’. O irmão disse que conversou com as mulheres que receberam órgãos de Eloá, e que elas têm um jeito (voz) parecido com Eloá.
Ronikson afirmou também que Lindemberg se aproximou do irmão mais novo da família, Douglas, com o objetivo de se aproximar de Eloá. Foi por meio do garoto, ‘uma criança’, lembra Ronikson, que Lindemberg conheceu a vítima. ‘Ele traiu minha família’, disse Ronikson.
Lindemberg chegou ao fórum no ABC paulista por volta das 8h30 desta terça-feira, para o segundo dia de julgamento. Por volta das 7h30, Lindemberg saiu escoltado por duas viaturas do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, onde passou a noite.
O primeiro dia de julgamento começou 50 minutos depois do horário previsto e terminou por volta das 20h. Três dos quatro reféns de Lindemberg prestaram depoimento, entre eles Nayara Rodrigues da Silva, principal testemunha de acusação.
Mulheres no comando do julgamento de Lindemberg
- 13 de fevereiro de 2012 |
- 23h26 |
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Categoria: Justiça
CAMILLA HADDAD
Mulheres comandam o tribunal que julga Lindemberg Alves Fernandes, de 25 anos, acusado pelo assassinato da estudante Eloá Pimentel, ocorrido em outubro de 2008. No julgamento que começou ontem no Fórum de Santo André, no ABC, as três protagonistas dos debates são mulheres: a juíza Milene Dias; a promotora Daniela Hashimoto; e a advogada Ana Lúcia Assad.
E outras mulheres compõe a corte. A advogada Ana Lúcia Assad levou para o tribunal duas assistentes – Camila e Laís – para auxiliá-la. O registro do júri é feito por três estenotipistas (digitadoras). E a chefia de segurança é ocupada por uma mulher.
Para o jurista Luís Flávio Gomes, a ala feminina, em maioria do tribunal, é uma tendência em cargos importantes. “Para mim, foi uma coincidência. E elas estão indo muito bem.” Apesar da concentração de mulheres, ele acredita que esse fato não vai influenciar o desfecho do julgamento.
Enquanto exercem suas funções, elas revelam um pouco de suas personalidades. A promotora Daniela Hashimoto, por várias vezes demonstrou preocupação com as testemunhas ouvidas ontem. “Se Deus quiser, será a última vez que vocês vão relembrar o caso”, disse às testemunhas. Daniela fazia questão de dizer que se elas não lembrassem dos fatos perguntados, não havia o menor problema, bastando dizer que não se recordavam.
Já a juíza Milene Dias mostrou sensibilidade com Nayara Rodrigues da Silva, de 18 anos – melhor amiga de Eloá, que também foi refém de Lindemberg e primeira testemunha a ser ouvida. Em determinados momentos, Milene “defendeu” Nayara das investidas da defesa de Lindemberg. A juíza ressaltava que a garota também “era vítima”, na tentativa de fazer com que a advogada fosse menos agressiva nos questionamentos.
Já advogada Ana Lúcia expressou gestos de carinho com seu cliente. Por ao menos três vezes, no início do julgamento, foi até a cadeira do réu, passando a mão em suas costas, como se quisesse tranquilizá-lo. Foi ela também que logo no início da plenária fez questão de pedir à juíza Milene que as algemas fossem retiradas – apelo prontamente atendido.
Durante os trabalhos, Ana Lúcia e Daniela discutiram. Tudo porque a promotora forneceu o número errado da página do processo onde estava uma declaração que envolvia Nayara. Por conta da confusão, a sessão foi interrompida por dez minutos. “Quero que isso conste em ata”, exigiu Ana. Quando foi a sua vez de interrogar Nayara, também se enganou ao fornecer o número da página, sendo questionada por Daniela. Após alguns minutos, conseguiu dar explicações e disse: “Aqui a gente mata a cobra e mostra o pau.”
Diferente da plenária, o júri tem homens em sua maioria: são seis e só uma mulher. Para o jurista Luís Flávio Gomes, isso sim pode ser favorável a Lindemberg. “Essa tesa de homicídio passional é típica do masculino. Homens tendem a se identificar com outros homens”, diz. “Mas é algo teórico, na prática, pode não funcionar.”
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Lindemberg atirou antes de polícia entrar
- 13 de fevereiro de 2012 |
- 18h31 |
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Categoria: Justiça
Nayara Rodrigues da Silva, melhor amiga de Eloá e uma das reféns de Lindemberg, terminou de prestar depoimento por volta das 17h desta segunda-feira, 13.
Principal testemunha de acusação, Nayara começou respondendo às perguntas da juíza e afirmou que os disparos de Lindemberg foram dados antes que a polícia entrasse no apartamento da vítima.
Segundo depoimento, Nayara foi agredida por Lindemberg, que disse que iria matar as reféns. Ele arrastou uma mesa para bloquear a porta, Nayara se cobriu com um edredon para se proteger, e, então, a testemunha ouviu três disparos.
Após o incidente, os policiais chutaram a porta para entrar na casa.
Nayara explicou porque voltou ao local do sequestro dizendo que um policial foi a sua casa , no dia seguinte a sua liberação, pedindo que ela ajudasse nas negociações.
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