Advogado de Macarrão deixa caso
- 12 de março de 2012 |
- 12h45 |
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O advogado Wasley César Vasconcelos, defensor de Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, um dos réus no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, em 2010, renunciou ao caso por volta das 10h desta segunda-feira, 12.
De acordo com o advogado, o motivo da renúncia é “inteiramente pessoal, mas é uma renúncia definitiva. Continuo acreditando na inocência do Luiz Henrique e torço para que o novo advogado consiga o que eu, durante 1 ano e 8 meses, não consegui, que é a liberdade do meu cliente”. O atual advogado do Macarrão, de acordo com o Wasley César, é o advogado Leonardo Diniz, que disse que vai se manifestar apenas para o juiz do caso.
Neste domingo, 11, o advogado do goleiro Bruno Fernandes, Rui Caldas Pimenta, anunciou uma nova estratégia para a defesa de seu cliente, acusado de matar a ex-companheira, Elisa Samudio. Além de admitir a morte da jovem, a defesa afirma que a decisão de matar a jovem teria partido do amigo do goleiro, Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Abaixo a íntegra da renúncia, publicada no facebook do Doutor Wasley:
“Caros amigos, renunciei hoje de manhã ao chamado “Caso Bruno”. Tal fato se deu por questões de foro íntimo. Apenas isso. Continuo torcendo, e muito, para que a justiça seja restaurada nesse caso, restaurada para todos os réus. De antemão, agradeço, a todos que torceram para o sucesso de minha atuação. O que desejo, de coração, é que o novo patrono consiga tudo aquilo que, apesar de muita luta, não conseguimos. Obrigado a todos!” (Gheisa Lessa)
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Funcionário reafirma: o parque sabia de problema
- 6 de março de 2012 |
- 15h48 |
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Categoria: Justiça
Tatiana Fávaro
O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Junior ouviu na manhã desta terça-feira, 6, depoimento de um dos funcionários do parque Hopi Hari, que operava a atração La Tour Eiffel, no dia 24, data em que a adolescente Gabriela Nishimura de 14 anos, morreu após cair do brinquedo. Segundo a polícia e a promotoria, a garota sentou-se em uma cadeira inutilizada a mais de 10 anos e que deveria estar interditada.
O operador Marcos Antonio Tomas Leal, de 18 anos, chegou à delegacia por volta das 9h30 acompanhado de seu advogado. Em depoimento dado na quarta-feira passada seu colega de trabalho Vitor Igor Spinucci de Oliveira afirmou à polícia que, 15 minutos antes da abertura dos portões do parque, Leal teria notado que a trava da cadeira inutilizada do setor 3 estava solta, permitindo que alguém que a forçasse pudesse sentar ali.
Leal confirmou ter avisado Oliveira do problema, que repassou a informação a outra operadora. A colega teria avisado um superior sobre a situação e recebido a orientação para prosseguir as atividades e que alguém da manutenção seria acionado.
O advogado do parque, Alberto Toron, reconheceu na semana passada que houve a cadeira não deveria ser usada e afirmou que os funcionários deveriam ter parado o brinquedo ao observar a inconformidade.
O advogado de Oliveira e de Leal, Bichir Ale Bichir Junior, disse que os operadores não têm autonomia para tomar esse tipo de decisão conforme manual de “padrão básico operação rides” entregue aos operadores. Nesta segunda-feira, Bichir Junior protocolou cópia do manual na delegacia.
Marcos Leal também é um dos funcionários que aparecem em foto entregue pela família de Gabriela ao delegado na semana passada. A mãe da menina, Silmara, disse na semana passada que notou a falta do cinto de segurança que deveria prender a trava no assento de Gabriela. Silmara afirmou ter questionado sobre a ausência do equipamento e ter ouvido: “O brinquedo é seguro”. Ela não identificou quem teria falado a frase.
O advogado de Leal disse que seu cliente não operava o setor 3 naquele dia. O setor era é o bloco de cadeiras de que faz parte o assento usado por Gabriella. “Ele devia estar em movimento quando a foto foi tirada”, afirmou. Vitor Oliveira disse em seu depoimento na semana passada que o rapaz que operava o setor 3 chama-se Edson. Nem a polícia nem o advogado divulgaram o nome completo do funcionário, mas, nesta segunda-feira, o delegado informou que tentava contato com o advogado do operador para marcar o depoimento.
Mãe de Eloá fala sobre julgamento de Lindemberg
- 27 de fevereiro de 2012 |
- 20h21 |
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Categoria: Justiça
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira a mãe de Eloá Pimentel, Ana Cristina Pimentel, afirmou que não perdoa o assassino de sua filha, Lindemberg Alves. Condenado a 98 anos e 10 meses de prisão, Lindemberg pediu perdão à mãe de Eloá durante o seu julgamento, há duas semanas.
Ana Cristina afirmou que o ex-namorado de sua filha teve três anos para pedir perdão, através de cartas, por exemplo. Lembrou que o assassino de Eloá recebe visita de sete pessoas, entre elas a sua mãe, e através dessas pessoas poderia ter feito o pedido de perdão a ela. Para Ana Cristina, Lindemberg pediu perdão após ser orientado pela advogada. “Então, é um perdão que eu não aceiuto”. Veja vídeo da entrevista.
Mizael se entrega, após 1 ano foragido
- 24 de fevereiro de 2012 |
- 23h17 |
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Categoria: Justiça
BRUNO PAES MANSO
MARCELO GODOY
O advogado Mizael Bispo de Souza, de 42 anos, se entregou ontem à Justiça. Ele estava foragido desde 7 de dezembro de 2010, quando sua prisão preventiva foi decretada pela terceira vez. Acusado de matar a advogada Mércia Mikie Nakashima, de 28 anos, sua ex-namorada, Mizael estava com seus advogados quando entrou no fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo.
O ato de Mizael faz parte de uma estratégia da defesa. Um recurso da defesa está nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por meio dele, seu advogado, Samir Haddad Junior, pretende obter a ordem para que Mizael fique detido em prisão domiciliar enquanto aguarda seu julgamento pelo Tribunal do Júri.
O argumento para obter esse benefício é um artigo do Estatuto da Advocacia que prevê o direito a sala de estado-maior para os advogados que aguardam julgamento presos. Como esse tipo de sala não existe no sistema prisional paulista, a alternativa encontrada pelo STF em casos semelhantes é conceder ao advogado o direito da prisão domiciliar. Para contornar esse problema, a Secretaria da Segurança usa uma sala no Regimento de Cavalaria da PM para manter advogados ou promotores presos.
“Esse tipo de sala não existe em São Paulo. Por isso, ele tem o direito de ficar em prisão domiciliar”, afirmou Haddad Junior. Após sair do fórum, Mizael foi levado para a sede da Corregedoria da PM – ele é ex-PM – e depois deveria ser recolhido no presídio militar Romão Gomes.
O advogado pretende informar o ministro Lewandowski, na segunda-feira, sobre a apresentação de Mizael. “Ele (Mizael) não queria mais viver nesse inferno. Ele não matou ninguém e quer provar que é inocente”, afirmou o advogado Samir Haddad Junior. O defensor fez questão de afirmar que a decisão de se entregar foi tomada por Mizael. “A polícia podia passar dez anos e não ia pegar meu cliente nunca”, disse.
Mércia desapareceu no dia 23 de maio de 2010. Em junho, seu corpo foi encontrado em uma represa em Nazaré Paulista.
O advogado da família de Mércia, Alexandre de Sá Domingues, assistente de acusação, afirmou que, apesar da fuga, o processo está correndo rapidamente e que o júri deve ocorrer ainda este ano. “Temos provas para que ele seja condenado. Acho que tudo vai dar certo”, disse.
Já o irmão de Mércia, Márcio Nakashima, disse que a família está aliviada. “Ele teve vários habeas corpus recusados e por isso não restou alternativas. Só esperamos que a Justiça o mantenha preso, agora que se entregou”.
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Para jurista, Lindemberg deve cumprir 30 anos
- 16 de fevereiro de 2012 |
- 23h20 |
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Categoria: Justiça
O jurista Luiz Flávio Gomes, que acompanhou os quatro dias de julgamento do caso Eloá, disse que a condenação de Lindemberg Alves superou as expectativas. Mas de acordo com os cálculos do jurista, o ex-namorado de Eloá deve cumprir 30 anos de prisão em regime fechado. Como Lindemberg já está preso há três anos e quatro meses, restariam mais 27 anos e oitos meses de pena, que venceria em outubro de 2039.
“Pelo homicídio de Eloá e as tentativas de homicídio ele pegou 60 anos de prisão. Desse total, ele cumprirá 40% da pena, o que dará 24 anos”, calculou o jurista. Já pelos crimes de cárcere privado e de disparo de arma de fogo, que resultaram numa pena de 38 anos, Luiz Flávio disse que Lindemberg tem direito a cumprir um sexto da pena. Nesse caso, ele permanecerá atrás das grades por mais seis anos e meio.
Luiz Flávio afirmou que há uma grande chance da advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, conseguir uma redução da pena. “A juíza concedeu a pena máxima. Com o recurso, o tribunal com certeza deve diminuir o total da pena”, observou o jurista. Ele classificou a decisão da juíza Milena Dias de extremamente severa.
“Mas ela foi objetiva em sua argumentação. A decisão foi severa porque ela levou em consideração o trabalho da imprensa, o clamor popular, o sofrimento causado às famílias das vítimas e toda a mobilização que teve de ser feita pela PM”, disse Luiz Flávio. De acordo com o jurista, em casos semelhantes, o réu é condenado, em média, a 40 anos de prisão.
O jurista acredita que não existe a possibilidade da advogada de defesa conseguir a anulação do julgamento, mas ela deve entrar com recurso no Tribunal de Justiça para a redução da pena de seu cliente.
O advogado José Beraldo, que representa a família de Eloá Pimentel, acredita que o condenado permanecerá por pelo menos 30 anos em cárcere. Sobre a possível anulação do julgamento, ele afirmou que a advogada Ana Lúcia Assad tem o direito de entrar com esse recurso. “Ela já apresentou esse inconformismo hoje e irá fazer o pedido ao Tribunal de Justiça”, disse Beraldo. O advogado afirma que o TJ poderá aceitar a anulação do processo e determinar outro julgamento.
A promotora Daniela Hashimoto disse que a juíza presidente do júri fundamentou toda a sua sabedoria na sentença. Segundo Daniela, para a família a condenação de Lindemberg talvez tenha sido um conforto e um combate à impunidade. “A custódia dele (Lindemberg) não vai trazer Eloá de volta, nem apagar o terror”, afirmou a promotora.
Por volta das 21h de ontem, Lindemberg deixou o Fórum de Santo André escoltado por pelo menos 20 policiais. Ele estava algemado e seguiu para o Presídio de Tremembé 2, no interior de São Paulo, onde já cumpre pena há três anos e quatro meses. É nessa penitenciária que o condenado deve dar continuidade às suas atividades diárias. Lindemberg participa de grupos evangélicos, trabalha no setor de peças de alumínio e estuda.
No Presídio de Tremembé também cumprem pena Alexandre Nardoni, condenado por matar a filha Isabela, de 5 anos, e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, condenados por participar do assassinato o casal Manfred e Marísia von Richthofen, pais Suzane von Richthofen, entre outros presos envolvidos em casos de repercussão.
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