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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Motorista de Hilux que atropelou e matou dois é solto

Categoria: Justiça

 Foi solto no fim da manhã desta terça-feira, 25, o gerente de banco Fernando Mirabelli, de 32 anos, que atropelou e matou duas pessoas e deixou outra ferida na Marginal do Pinheiros, zona sul de São Paulo, no último sábado, 20.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o motorista saiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste, às 11h43 de hoje, após o recebimento do alvará de soltura expedido pela Justiça e entregue na noite de ontem no CDP.

Ele foi detido em flagrante no sábado por homicídio doloso depois de atropelar três garis e matar dois no acesso à Ponte Ari Torres da Marginal do Pinheiros. Ele estava embriagado e em alta velocidade no momento do acidente. Mirabelli conseguiu a liberdade após pagar ontem fiança de R$ 50 mil. (Solange Spigliatti/12h15)

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STJ nega habeas corpus ao goleiro Bruno

Categoria: Justiça

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Bruno Fernandes de Souza, considerando fundamentada a decisão que mantém preso o ex-goleiro do Flamengo. O relator, ministro Sebastião Reis Júnior, afirmou que a periculosidade do réu é motivo adequado para a manutenção da prisão cautelar.

Bruno está preso há um ano e três meses, acusado da morte de Eliza Samúdio, com quem teve um filho. O corpo não foi localizado, mas a investigação policial aponta que o goleiro e outras oito pessoas participaram do assassinato. O motivo seria a insatisfação do atleta com o pedido de pagamento de pensão da jovem.

Inicialmente, Bruno foi preso em razão de decreto de prisão preventiva. Em dezembro do ano passado, ele foi pronunciado pelo crime de homicídio e a ordem de prisão foi mantida. Atualmente, cinco dos nove acusados estão em liberdade.

Central de Notícias

Corregedoria investiga se houve negligência em DP

Categoria: Justiça

Por Gio Mendes

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai apurar se os policiais civis do 98.º DP, no Jardim Miriam, zona sul, prevaricaram (deixaram de cumprir suas funções) no caso do metalúrgico Renan Fogaça Alípio, de 22 anos. A informação é do delegado-geral da Polícia Civil, Marco Carneiro Lima, e os alvos da investigação são os policiais que estavam de plantão na noite de sábado, dia em que o rapaz foi sequestrado. Baleado no mesmo dia pelos bandidos, Alípio morreu anteontem em um hospital de Diadema, no ABC. O enterro aconteceu ontem no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, Grande São Paulo.

A irmã dele, a técnica em radiologia Karina Fogaça, de 30 anos, divulgou o sequestro de Alípio em sua página no Facebook com o objetivo de conseguir informações sobre o paradeiro do rapaz. Ela alegava ter sido tratada com descaso pelos policiais ao procurar a delegacia para registrar a ocorrência.

Alípio foi sequestrado na frente de casa, em Pedreira, zona sul, às 21h15. Vizinhos viram quatro homens em um Celta preto abordando o metalúrgico. As testemunhas contaram para a família que Alípio foi levado em seu próprio carro, um Fiesta vermelho. A família chegou ao 98º DP 45 minutos após o crime. “Os policiais falaram que era preciso esperar 24 horas para registrar a ocorrência”, disse a corretora de imóveis Márcia Fogaça, de 35 anos, prima de Alípio. Segundo ela, após muita insistência da família foi feito BO de desaparecimento.

Quando chegou em casa, após a 1h de domingo, Karina postou no Facebook a foto do irmão e a informação de que ele havia sido sequestrado. A imagem foi compartilhada por quase 100 mil pessoas na rede social da internet.

“Quando uma família chega na delegacia e fala que o parente estava na frente de casa e foi levado por outras pessoas, para mim isso é sequestro”, afirmou o delegado-geral. Ele disse que os plantonistas do 98º DP deveriam ter registrado a ocorrência imediatamente, mesmo se o caso fosse de desaparecimento. “Em caso de dúvida, os policiais deveriam ter entrado em contato com os superiores, e também acionado o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da PM para tentar localizar os veículos da vítima e dos criminosos no mesmo dia.”

Segundo Carneiro, além de investigar se os policiais da delegacia cometeram infração, a corregedoria vai abrir um procedimento administrativo para avaliar a conduta deles. “Se esses policiais agiram desse jeito, devem ser punidos”, afirmou. Segundo ele, a punição, que ainda será definida, poderá atingir também o responsável pela delegacia. “Se a Corregedoria entender que o delegado foi responsável pela conduta de seus policiais, ele poderá perder a titularidade do distrito”, disse.

O delegado Irai Santos de Paula, titular do 98º DP, informou que orienta todos os policiais da delegacia a atenderem os cidadãos com atenção e agilidade. “Eu lamento, se é que não foi feito isso. Ou se houve um mal-entendido. Eu não sei, pois não estava aqui no dia. Mas a Corregedoria vai apurar o que aconteceu.” O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu a investigação da morte de Alípio.

Camiseta anula júri que condenou ‘highlanders’

Categoria: Justiça, Polícia

WILLIAM CARDOSO
Por causa de uma camiseta exibida em plenário, a Justiça anulou o júri que condenou a 18 anos e 8 meses de prisão, em 30 de julho de 2010, quatro policiais militares suspeitos de integrar o grupo conhecido como highlanders. Eles haviam sido culpados por matar, em outubro de 2008, Antonio Carlos da Silva, o Carlinhos, de 31 anos, que tinha deficiência mental. Haverá um novo julgamento.

No júri, o juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov, do Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, pediu aos presentes que retirassem a camiseta de apoio a Carlinhos, onde se lia “deficiente mental é morto por PMs da Força Tática”. Todos tiraram, mas, na réplica, o promotor Vitor Petri exibiu a camiseta.

Segundo Celso Vendramini, advogado dos PMs Moisés Alves dos Santos, Joaquim Aleixo Neto, Anderson dos Santos Salles e Rodolfo da Silva Vieira, a exibição da camiseta foi o motivo do recurso. “Ele (Petri) sentiu que poderiam ser absolvidos e apelou, mostrou a camiseta e disse que o juiz estava cerceando a liberdade de expressão. Influenciou os jurados.”

Os sete jurados – 5 homens e 2 mulheres – decidiram pela condenação dos PMs. Na sentença, Hristov justificou que os policiais “deveriam ter sido os primeiros a proteger a vítima”. A seu ver, houve abuso de autoridade e violação do dever inerente ao cargo.

A 10.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o pedido do advogado. No acórdão, publicado nesta terça-feira, o relator Fábio Gouvêa diz que o promotor desobedeceu a ordem do juiz. O caso segue em segredo de Justiça e os PMs continuam detidos.

Informados da decisão pela reportagem, os parentes de Carlinhos ficaram revoltados. “Se fosse uma camiseta da maneira como eles deixaram meu filho, sem cabeça, sem as mãos e retalhado, tudo bem (censurar). Mas era simplesmente a foto do meu filho, aquele que tiraram de mim”, disse a doméstica Maria da Conceição da Silva, de 51 anos.

Os Highlanders receberam esse nome porque cortavam a cabeça das vítimas, como no filme de 1986. Outros cinco PMs são suspeitos de participar da morte de pelo menos 12 pessoas.

O corpo de Carlinhos foi identificado pela família graças a uma tatuagem, dois dias depois de ele ter desaparecido, mas, como não havia provas legais de sua morte, foi enterrado como indigente.

O promotor Vitor Petri foi procurado ontem, mas não foi encontrado pela reportagem até as 20h. O Ministério Público também não se manifestou.

Advogado suspeito de molestar estudante é solto

Categoria: Justiça

 O advogado Walter Dias Cordeiro Júnior, de 46 anos, acusado de molestar uma estudante de 21 anos dentro de um vagão do metrô, na última sexta-feira, 14, foi solto da carceragem do 31º Distrito Policial, na Vila Carrão, zona leste. Segundo
 a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele pagou uma fiança e foi liberado na noite desta segunda-feira, 17. A SSP não soube informar o valor da fiança.

Ele foi desligado da função de corregedor, que ocupava desde fevereiro de 2002, segundo a Corregedoria Geral da Administração, órgão vinculado à Casa Civil em São Paulo. De acordo com a Corregedoria, Walter é oficial administrativo do Departamento de  Estradas e Rodagem (DER) desde 24 de janeiro de 1987, tendo ingressado por meio de concurso público.

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