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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Caso Vanessa: polícia já tem suspeitos

Categoria: Polícia

ELVIS PEREIRA

A polícia iniciou ontem buscas a dois suspeitos de envolvimento na morte da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcellos Duarte, de 25 anos, cujo corpo foi encontrado domingo em Vargem Grande Paulista, Grande São Paulo. Ambos foram identificados a partir do depoimento de testemunhas e seriam próximos à vítima.

Laudo do Instituto Médico-Legal, obtido pela Rede Globo e divulgado na edição noturna do telejornal SPTV, indica que Vanessa morreu asfixiada por estrangulamento. Além disso, foi sufocada ao ter um absorvente colocado na boca. O documentou confirmou que ela foi agredida e violentada.

Ontem, a irmã gêmea da supervisora, Valéria, depôs no Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Santana de Parnaíba. Ela estava acompanhada pelo noivo, Alex Veras da Silva, de 26 anos, e pelo policial militar José Alves da Silva, de 40 anos.

Os três permaneceram cerca de quatro horas na delegacia. Só Valéria foi ouvida oficialmente, sozinha com os policiais. Veras e Alves conversaram informalmente com eles, primeiramente juntos e, depois, separados.

O cunhado de Vanessa e o PM viram apenas um retrato falado – a polícia elaborou desenhos dos dois suspeitos, mas um não foi divulgado. Porém, não o reconheceram. O desenho mantido sob sigilo é do homem visto no carro com a supervisora.

Após deixarem a delegacia, às 14 horas, uma mulher chegou para ser interrogada e permaneceu no local por cerca de uma hora. Sua identidade não foi revelada.

“Continuamos com a tese de que é alguém próximo à vítima”, afirmou o delegado Zacharias Katzer Tadros, responsável pela investigação. “Estamos tentando a detenção de pelo menos dois elementos. São pessoas que batem com as descrições e com os retratos falados”, acrescentou. A polícia espera detê-los até hoje.

Depoimento
Uma das quatro testemunhas ouvidas pela polícia desde segunda-feira presenciou parte do crime. “Ela viu o momento em que a menina foi levada para o local. Essa testemunha é que nos permite fazer uma dinâmica de como aconteceram os fatos”, observou Tadros. “Ela viu Vanessa no banco do passageiro, possivelmente amarrada e com a boca tampada, e um motoqueiro logo atrás.”

O delegado comentou o depoimento do PM José Alves. “Ele retratou uma situação que me faz acreditar no depoimento. Essa pessoa realmente se empenhou”. Alves localizou o corpo de Vanessa no fim da tarde de domingo com a ajuda do cunhado dela, Veras, do motoboy Adriano Gomes de Farias e do policial militar Alexandro Batista de Amorim, de 35 anos.

O grupo contou à polícia ter decidido procurar Vanessa por conta própria após o Fiesta ser localizado em Vargem Grande. Tadros, que inicialmente estranhou da rapidez do resgate do corpo, definiu como “um pouco de sorte” o resultado das buscas.

A nova perícia no Fiesta usado por Vanessa foi cancelada. O Instituto de Criminalística informou ter colhido todos os vestígios necessários para a busca de provas. Ontem, avaliava-se a possibilidade de efetuar uma varredura no local onde a supervisora foi encontrada morta, próximo à Rodovia Raposo Tavares, na divisa entre Vargem Grande e Cotia.

Ainda está em análise a imagem da câmera da prefeitura de Barueri que mostra dois homens no carro com a supervisora de vendas.

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