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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Casal gay vai à delegacia reconhecer suspeitos de agressão

Categoria: Intolerância, Justiça, Polícia, Segurança Pública

TATIANA PIVA

A polícia identificou dois suspeitos de agredir um casal gay na região da Avenida Paulista no dia 1°. O analista fiscal Marcos Paulo Villa, de 32 anos, e o coordenador financeiro J. P., de 30, devem ir à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta segunda-feira para fazer o reconhecimento dos acusados.

“O investigador do caso me ligou na sexta-feira para informar que precisaria comparecer ao Decradi para identificá-los.(Os suspeitos) Não são religiosos, skinheads, nazistas, nem punks. São dois caras normais, playboys, com pinta de surfista”, relata Villa, que diz não saber mais nada a respeito dos acusados de agressão.

O analista fiscal conta que a identificação foi feita por meio de imagens das câmeras da loja de conveniência de um posto de combustíveis próximo ao local do espancamento e da lista de nomes de frequentadores do Sonique Bar, na Rua Bela Cintra, casa noturna onde o casal e os agressores estiveram naquela noite.

O crime aconteceu na madrugada do dia 1°. As vítimas estavam acompanhadas de garotas que não teriam dado atenção às cantadas dos agressores, ainda dentro da casa noturna. Na saída, a dupla começou a agredir verbalmente o casal gay. Após deixar as mulheres no estacionamento, Villa e o namorado teriam sido agredidos.

Nessa semana, J. P. sentiu fortes dores de cabeça e voltou a ser internado no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, no Jabaquara, zona sul. Os médicos constataram que ele teve um traumatismo craniano e que está com uma hemorragia cerebral. Por isso, ele permanece internado, em observação.

Na noite de sábado, o coordenador financeiro recebeu uma ligação no hospital que o fez chorar de emoção. Eram amigos que participavam do protesto “Todo mundo gay no Facebook”, exatamente na esquina das ruas Bela Cintra e Fernando de Albuquerque, onde aconteceu a agressão.

Segundo a organização do evento, cerca de 500 pessoas participaram da manifestação na noite de sábado. A PM não foi comunicada sobre o protesto e não estimou o número de manifestantes.

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