Bando usa maçarico para roubar prédio
- 6 de fevereiro de 2012 |
- 23h07 |
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Categoria: Polícia
CAMILLA HADDAD
A polícia investiga se a quadrilha que organizou um arrastão ao edifício Blue Tower, no Jabaquara, zona sul, tinha informações privilegiadas do que havia nas 40 salas comerciais furtadas na noite de domingo. Quando os 11 homens invadiram o prédio, uma parte foi direto para o cofre de um dos imóveis e usou um maçarico para perfurar a estrutura de aço. Ao todo, foram levados mais de R$ 14 mil, U$ 2.500 e 500 euros dos seis andares alvo. Ninguém foi preso.
Os criminosos puderam agir com tranquilidade. Entraram no prédio às 23h30 e só saíram por volta das 3h30, levando, além dos pertences de valor, computadores com imagens do circuito interno de segurança. Segundo o porteiro do edifício, localizado na Avenida Fagundes Filho, um homem gordo, de aproximadamente 1,70 metro desceu de um Astra dizendo que era mensalista do prédio e gostaria de guardar o veículo.
O funcionário disse que, antes mesmo de abrir a garagem, outros dez assaltantes encapuzados desceram de um Honda Civic e de uma Kombi e o ameaçaram com fuzis caso ele não liberasse a entrada da quadrilha. Já dentro do prédio, o grupo se dividiu em seis andares. As salas atacadas eram de diversos ramos de atividade. Havia um escritório de advocacia, consultoria imobiliária e comércio de bebidas. A polícia não informou em qual das salas estava o cofre. Quando chegou ontem pela manhã para trabalhar, uma funcionária do prédio contou que os andares 16º, 15º, 8º,6º, 4º e 2º ainda passavam por perícia. Segundo ela, as portas tinham sinal de arrombamento. “Aqui tem o escritório do Grupo Exaltasamba, mas lá tem tanta câmera que não foi assaltado”, disse a mulher que prefere não se identificar.
O porteiro do Blue Tower foi ouvido no 35º DP (Jabaquara). No depoimento, afirmou que, antes da fuga, os criminosos deixaram alguns objetos como chave de fenda e uma mala de viagens vazia no local. Também fizeram questão de levar um envelope de uma empresa de cosméticos que continha um aparelho usado em cirurgia e dois celulares.
Por causa do nervosismo, o porteiro rendido disse que não foi possível anotar as placas dos veículos usados na ação.
O caso foi registrado como roubo consumado. De acordo com funcionários do prédio, na lista de condôminos do edifício uma das salas aparece como sendo do deputado federal José De Filippi Júnior (PT-SP), que também foi prefeito de Diadema. A assessoria do parlamentar não foi localizada para comentar se a sala dele foi alvo dos bandidos.
As vítimas dos furtos serão chamadas à delegacia para verificar se as salas que são donas tinham sistema de monitoramento que possibilite identificar o bando, mesmo com o uso de capuz.
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