Delegado é assassinado ao chegar em casa
- 30 de agosto de 2012 |
- 22h34 |
- Tweet este Post
Categoria: Polícia
O delegado Euclides Batista de Souza, de 53 anos, foi assassinado com dois tiros quando chegava em casa na noite de anteontem em Itaquera, na zona leste de São Paulo. A principal hipótese levantada pela polícia é de que ele tenha sido vítima de uma tentativa de assalto. Os responsáveis pelo crime não haviam sido encontrados até as 20 horas de ontem.
Imagens de câmeras de segurança mostram o delegado chegando em casa por volta das 23h. Primeiro, ele retirou dois cones da frente da residência e entrou com o carro. Em seguida, recolocou os cones no lugar. Ao terminar de fechar o portão, foi abordado por um criminoso, que atirou primeiro no olho da vítima e depois no peito, de cima para baixo. Souza então caiu sobre a própria arma.
Um comparsa do atirador voltou na metade do caminho. Os dois correram até um Gol preto, que estava parado na esquina e tinha cruzado com o Siena verde escuro do policial pouco antes. Souza chegou a ser levado ao Hospital Santa Marcelina, onde morreu.
Quatro suspeitos foram presos na madrugada. A participação deles, porém, foi descartada à tarde, embora todos tivessem envolvimento com a criminalidade. Um deles, baleado no joelho, disse ter sido atingido acidentalmente por um colega, quando se preparava para um assalto.
O caso está sendo investigado pela 3.ª Delegacia de Chacinas e Latrocínios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte). Nada foi levado do delegado.
O secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, foi ao velório no Cemitério do Carmo, também na zona leste, e disse que Souza não foi morto por ser policial. “As pessoas que o mataram provavelmente nem sabiam que ele era delegado. É uma grande perda e nós só temos a lamentar.”
O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, disse que até o momento nenhuma hipótese pode ser descartada, embora haja indícios de tentativa de assalto. “A polícia sempre tem a cautela de não dar uma versão precipitada. “Mostramos recentemente que grande parte dos latrocínios acontece quando tentam assaltar a casa dos cidadãos.”
Entre os familiares, que não quiseram dar entrevistas, havia a suspeita de que o delegado possa ter sido assassinado por ser policial. Souza se tornou conhecido por investigar matadores na zona sul da capital nos anos 1990. Atualmente, respondia pela Divisão de Proteção à Pessoa do DHPP.
Manobrista do Pirajá é ferido por bala perdida
- 21 de agosto de 2012 |
- 23h20 |
- Tweet este Post
Categoria: Polícia
Um manobrista de 28 anos foi atingido de raspão no pescoço por uma bala perdida no fim da tarde de terça-feira, enquanto trabalhava no Bar Pirajá, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Até a noite de ontem, a Polícia Civil ainda não havia identificado os autores dos disparos.
Segundo testemunhas, o motorista de um carro preto do tipo SUV foi abordado por uma dupla em uma moto vermelha. O motorista sacou uma pistola e disparou pelo menos cinco vezes em direção à moto. Os tiros atingiram a janela de um Habib’s e, do outro lado da rua, o manobrista do Pirajá. Durante os disparos os homens na moto fugiram, mas foram perseguidos pela SUV.
O bar e a lanchonete já funcionavam normalmente na noite de ontem. Segundo assessoria de imprensa do Pirajá, o manobrista foi socorrido e levado direto para casa ainda no início da noite.
O caso foi registrado pelo delegado César Silva de Souza, do 14.º DP (Pinheiros), como disparo de arma em via pública e lesão corporal, sem identificação do autor. “Vi as imagens de uma câmera no local e elas mostram apenas a moto vermelha com a placa encoberta virando uma esquina. Será preciso encontrar outras imagens que possam auxiliar a investigação”, explicou o delegado.
No local foi encontradas cápsulas de munição calibre .380. Durante a noite, uma base comunitária do 23º Batalhão da Polícia Militar ficou estacionada no local para preservar a cena do crime e aumentar a segurança na região.
WILLIAM CARDOSO
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Seis são presos em roubo a condomínio
- 17 de agosto de 2012 |
- 21h58 |
- Tweet este Post
Categoria: Geral, Polícia, Segurança Pública
BRUNO PAES MANSO
CAMILLA HADDAD
Seis criminosos foram presos na tarde desta sexta-feira, durante assalto no Edifício Pauliceia, na Avenida Paulista, região central da capital. A polícia chegou a pensar que se tratava de um arrastão no condomínio, mas depois da prisão ficou claro que o alvo era uma família de comerciantes orientais. A ação foi planejada, a ponto de o carro da vítima ter sido clonado.
Os assaltantes chegaram às 16h em um Honda Civic do mesmo modelo do pertencente a um dos moradores do prédio e com placas copiadas. A garagem do edifício foi aberta e os bandidos conseguiram dominar o porteiro. Logo na sequência, um dos criminosos ficou a postos na guarita, enquanto outros três davam cobertura em um carro e três subiram até o 18.º andar e invadiram dois apartamentos.
O trio de ladrões responsável pela abordagem principal teria se confundido e, inicialmente, invadido o apartamento errado. Ao entrar no seguinte, dominaram duas mulheres (a babá e a avó), que estavam com uma criança de 3 anos. Uma das mulheres foi amarrada, enquanto os bandidos recolhiam R$ 400 mil em dinheiro, além de relógios e joias.
Cerca de 15 minutos após a invasão do condomínio, a polícia teria sido acionada por moradores. Outro funcionário, ao notar o problema na guarita, também teria entrado em contato com o 190. Para prender os assaltantes, a PM fechou o entorno, incluindo as entradas pela Avenida Paulista e pela Rua São Carlos do Pinhal.
Os policiais prenderam, inicialmente, os bandidos que davam cobertura na entrada do prédio e o que fazia as vezes de porteiro. Na sequência, detiveram dois criminosos, quando eles tentavam fugir pela São Carlos do Pinhal. Com eles, além das mercadorias, a polícia apreendeu dois revólveres e uma pistola 9 milímetros.
Não houve disparos nem reação e ninguém ficou ferido. “Depois que chegamos, eles não esboçaram reação”, afirmou o cabo Wimston Alencar de Souza Leite, da 11.ª Companhia da Rocam. “Mas acredito que eles não atiraram também porque estávamos em maior número.”
Ao recolher o depoimento dos criminosos, ontem, ficou claro para a polícia que eles não apenas clonaram o carro de um morador, como também o seguiram por diversos dias, para ter certeza sobre sua rotina e seus horários.
A Polícia Militar foi acionada rapidamente porque a quadrilha já era conhecida por moradores e funcionários. Eles já teriam tentado roubar o edifício em pelo menos outras duas oportunidade.
No mês passado e em 2011, a abordagem também visava à família oriental que reside no prédio. Nos dois casos, os condôminos foram seguidos desde a loja onde trabalham, mas os bandidos não conseguiram entrar no prédio. Segundo moradores, o fato de muitos orientais donos de lojas na região da Paulista morarem no local tornou o edifício um alvo visado.
Mulher é feita refém para roubo a joalheria
- 17 de agosto de 2012 |
- 21h46 |
- Tweet este Post
Categoria: Geral, Polícia, Segurança Pública
BRUNO RIBEIRO
A Rua Oscar Freire, nos Jardins, zona sul de São Paulo, parou nesta sexta-feira por causa de um assalto a uma joalheria quase na esquina com a Rua Haddock Lobo. Uma empresária feita refém no Morumbi, que acreditava ter explosivos amarrados ao corpo, foi obrigada por bandidos a entrar na loja para roubar joias. Quando entrou no local, ela também carregava uma caixa onde havia outro artefato – esse realmente tinha pólvora em sua composição.
A ação ocorreu por volta das 13 horas. No momento do assalto, havia quatro funcionários e dois clientes na joalheria. Os criminosos monitoraram a ação por telefone. Um integrante da quadrilha levou a sacola com os objetos roubados e fugiu. Ninguém foi preso.
A empresária Márcia Pellegrini, de 31 anos, foi capturada quando ia buscar os filhos na escola. Segundo ela, dois homens fecharam seu carro, um Volkswagen Jetta, entraram no veículo e a forçaram a vestir um colete que, segundo eles, tinha explosivos. Durante o trajeto, os bandidos a orientaram a entregar uma caixa com mais explosivos para os vendedores da joalheria. Márcia foi abordada às 11 horas e circulou pela cidade com os bandidos até as 13 horas.
Segundo a polícia, outros dois carros acompanharam o Jetta. De acordo com a vítima, o grupo era formado por oito pessoas. A empresária não chegou a ver nenhum deles armado.
Márcia foi orientada a dar o número de seu celular aos criminosos e foi deixada a alguns metros da entrada da joalheria Guerreiro. Assim que entrou na loja, o telefone tocou e os criminosos a mandaram passar o aparelho para um dos vendedores. Segundo a gerente da loja, Lilian Gomes de Almeida, de 36 anos, Márcia estava assustada e disse que seria morta caso elas não a ajudassem. As vendedoras obedeceram e entregaram peças de ouro, que foram colocadas em uma sacola.
Cinco minutos
A ação durou menos de cinco minutos. Ao sair da joalheria, a empresária foi até a Rua Haddock Lobo, onde um integrante da quadrilha a abordou, pegou a sacola e disse para ela continuar colaborando. Depois disso, Márcia ficou mais três minutos imóvel, com medo de uma explosão. Só depois que um dos criminosos disse, por celular, que a bomba estava desarmada é que ela gritou e pediu socorro.
A PM foi chamada e acionou a equipe antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Tanto a caixa que havia sido deixada na loja quanto o dispositivo que Márcia tinha na cintura foram detonados. Por causa do bloqueio, o trânsito da Haddock Lobo chegou à Avenida Paulista.
O roubo fez as demais lojas da rua ficarem vazias na tarde desta sexta. “É um perigo! Eles estão nos roubando com bombas agora. Imagina se isso explode. Um horror”, disse a comerciante Lúcia Agostino, de 27 anos. O delegado Rogério de Camargo, do 78.º DP (Jardins), confirmou que apenas a bomba deixada na loja tinha pólvora. Até o começo da noite desta sexta, a polícia não tinha divulgado pistas sobre o grupo.
Boxeador volta para casa após seis dias sumido
- 16 de agosto de 2012 |
- 23h49 |
- Tweet este Post
Categoria: Geral
BRUNO PAES MANSO
Eram 4h do dia 10, na sexta-feira em que o boxeador Esquiva Falcão, de 22 anos, lutaria a semifinal dos pesos médios (até 75 kg) na Olimpíada de Londres. Enquanto o País esperava o combate, seu colega de academia e de seleção brasileira, David Lourenço Costa, de 20 anos, pegava seu Fiesta vermelho. David estava em cacos.
Em vez de seguir para o Centro de Treinamento da Seleção Brasileira de Boxe, em Santo Amaro, na zona sul, como fazia todo dia, David mergulhou em “um buraco profundo”, de onde sairia só seis dias depois. Deprimido, se recolheu à casa de um amigo e não deu sinais de vida. Levou a família ao desespero. Só avisou onde estava na quarta-feira à noite, após a repercussão de seu sumiço.
Boxeador prodígio, membro da seleção brasileira, campeão mundial juvenil e medalha de ouro na Olimpíada da Juventude em 2010, David sempre treinou com Esquiva, que conquistou a vaga olímpica ao ganhar a medalha de bronze no Mundial deste ano. David, eliminado nas quartas de final no Pan-americano de 2011, foi preterido. “Acho que isso mexeu com a cabeça dele”, diz o pai, treinador de boxe amador, Ailton Cardoso, de 42 anos.
Nesta quinta-feira, David ainda parecia aéreo, triste e surpreso com a repercussão de sua fossa. Pediu desculpas. Na quarta-feira, após anunciar o sumiço do filho, seu pai recebeu mais de 500 telefonemas. “Eu estava deprimido. Vou precisar de apoio e do meu esforço para chegar bem ao Rio (na Olimpíada de 2016)”, disse David.
Ele falou pouco, dando respostas monossilábicas, antes de ir descansar. Enquanto isso, o pai tentava entender o que se passava com o filho. Conversando com treinadores e policiais, concluiu que o primeiro passo a dar era conseguir um psicólogo para o filho.
Primogênito em uma família de sete crianças, David começou a ser treinado pelo pai aos 4 anos. Socava câmeras de pneu de caminhão sob o sol forte porque a academia não tinha teto. Aos 12, competia no circuito amador. Foi duas vezes campeão infantil em torneios da Federação Paulista, até chegar aos títulos mundiais. “Ele tem atributos para estar no Rio em 2016”, diz o presidente da Federação, Newton Campos.
Para seguir crescendo no esporte, David vive uma rotina sacrificada. Acorda às 4h. Atravessa a cidade, saindo de Guarulhos para chegar a Santo Amaro e treinar pesado por seis horas. Volta para casa só às 18h, quando se arruma para ir à escola, de onde sai às 23h. Está acabando o 3.º ano do ensino médio e pretende cursar faculdade.
Em casa, os outros cinco irmãos lutam boxe, inclusive a irmã, de 18 anos. Nessa rotina intensa e desgastante, é que David sentiu a estrutura de seu mundo desmoronar na Olimpíada. Como se a luta de Esquiva revelasse um suposto fracasso em sua trajetória.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
boxe, boxeador, David Lourenço Costa, desaparecimento, Esquiva Falcão

