Vídeos combatem abuso policial
- 26 de maio de 2012 |
- 22h40 |
- Tweet este Post
Categoria: Segurança Pública
WILLIAM CARDOSO
Cada vez mais populares e presentes até em celulares simples, as câmeras têm virado arma importante de denúncia da violência policial e os vídeos, parte das provas contra agentes públicos que extrapolam funções.
Esse uso não é novo. Em março de 1997 na Favela Naval, em Diadema, extorsões, agressões e até a morte do escriturário Mário José Josino foram filmados durante quatro dias pelo cinegrafista amador Francisco Romeu Vanni. Os crimes
foram cometidos por policiais militares do 24.º BPM/M e punidos posteriormente. Mas a internet ainda não era tão difundida e foi apenas pela televisão que as imagens chegaram às casas.
Quinze anos depois, as acessíveis câmeras estão apontadas para todo lado. Em janeiro, durante reintegração de posse do terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos, elas encheram redes sociais de cenas de violência. “
Uma das vítimas, na ocasião, foi o servente de pedreiro Claudio Anésio Martins, de 48 anos. De braços erguidos, ele foi cercado por quatro PMs e espancado com cassetete. Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos é cético quanto ao uso disseminado das câmeras. “No Pinheirinho, foi possível por ser uma ação coletiva. Mas se pegar um grupo de jovens na periferia durante a noite, nem sempre será possível registrar.”
Na Universidade de São Paulo, imagens de um aluno negro sendo agredido por um sargento da PM foram parar na internet. O policial que sacou a arma contra o aluno e o soldado que o acompanhava foram afastados.
Para o presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana, Ivan Seixas, a presença cada vez maior de câmeras democratiza a comunicação. “Se não tivesse essas imagens, iam dizer que era mentira de baderneiros, como faziam na ditadura em relação aos comunistas.”
Presidente da Comissão da Sociedade Digital da OAB-SP, Augusto Marcacini vê de forma positiva o fenômeno. Para ele, o registro das imagens pode ser o primeiro passo para redução da violência e da corrupção, mas outras medidas devem ser tomadas. “Por mais que a população filme tudo, se o Estado não punir, só vai banalizar o uso.”
Contraofensiva
O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, também defende o uso de câmeras. “O trabalho da polícia tem de ser transparente, público.” Em sua opinião, policiais também devem usar imagens em autodefesa. “Na parte ostensiva, de patrulha, é a própria polícia a primeira interessada em registrar para provar que agiu dentro da lei, em defesa da sociedade.”
Diretor jurídico do Sindicato dos Investigadores de Polícia de São Paulo, Manuel Borges de Miranda diz que os vídeos não são provas definitivas e podem causar injustiças quando caem na internet. “Denigrem a imagem de uma pessoa antes mesmo da instrução do processo. Mostram uma imagem negativa, que fica como verdadeira. Um tapa na cara não se tira mais.”
PARA DENUNCIAR
POLÍCIA CIVIL: R. da Consolação, 2.333, 1º andar, Centro. % 3231-5536, ramais 238 e 239
OUVIDORIA DA POLÍCIA CIVIL: www.ssp.sp.gov.br/servicos/denuncias/denuncias_civil.aspx
POLÍCIA MILITAR: R. Alfredo Maia, 58, Luz.% 3322-0190 e-mail: correg@polmil.sp.gov.br
OUVIDORIA DA PM: R. Japurá, 42, Bela Vista (das 9h às 15h); 0800-177070, das 9h às 17h. (11) 3291-6033 e-mail: ouv-policia@ouvidoria-policia.sp.gov.br
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
arma, câmeras, denúncia, internet, vídeos, violência polici, william cardoso
Blitz encontra 4 menores em bar da zona sul
- 26 de maio de 2012 |
- 22h36 |
- Tweet este Post
Categoria: Polícia
GIO MENDES
Sete estabelecimentos comerciais foram fechados durante a Operação Pancadão neste sábado de madrugada no Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Essa foi a sétima megablitz realizada na região, desde novembro do ano passado, com o envolvimento de vários órgãos públicos para coibir os bailes funks que acontecem em ruas e bares. O dono de um dos estabelecimentos foi detido pela polícia sob a suspeita de vender bebida alcoólica para quatro menores de idade, que foram entregues ao Conselho Tutelar do bairro.
A operação reuniu cerca de 100 agentes públicos, entre policiais civis e militares, fiscais da Subprefeitura do Campo Limpo e do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) e guardas civis. Os estabelecimentos fiscalizados constavam de um levantamento de locais com som alto e grande concentração de pessoas feito pelo Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Campo Limpo, com base na reclamação de moradores da região.
Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, foram fechados dois bares, uma lanchonete e quatro lojas de conveniência de postos de combustível. Ainda de acordo com a secretaria, os estabelecimentos terão cinco dias úteis para regularizar sua situação na subprefeitura do bairro para não serem lacrados. A Polícia Militar apreendeu nove motos irregulares durante a operação.
O primeiro local visitado pelos agentes públicos no começo da madrugada foi uma loja de conveniência que fica a poucos metros do Shopping Campo Limpo, na Estrada do Campo Limpo. “Adolescentes costumam comprar bebida no local e depois se reúnem em frente a shopping center”, disse o secretário do Conseg, Marcelo Fernando Gonçalves.
A operação terminou às 3h deste sábado, com o fechamento de um bar na Rua Professora Nina Stocco. No estabelecimento havia cerca de 50 pessoas, entre elas quatro menores. Como o som estava muito alto, o responsável pelo bar foi multado por fiscais do Psiu por desrespeitar a “lei da 1 hora”. Ele deverá pagar 300 Unidades Fiscais do Município (UFMs), que equivale a R$ 32.598. Além da suspeita de venda de bebida para menores, o dono do bar responderá por exploração de jogos de azar. Duas máquinas caça-níqueis foram apreendidas no bar.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Campo Limpo, GIO MENDES, Operação Pancadão, são paulo, zona sul
Homicídio e roubo de carro em alta
- 25 de maio de 2012 |
- 23h04 |
- Tweet este Post
Categoria: Polícia
GIO MENDES
O número de pessoas assassinadas e de roubos de carros continua crescendo na capital paulista. Nos primeiros quatro meses deste ano foram registrados 360 casos de homicídios, um aumento de 14,29% em comparação com o mesmo período do ano passado, que teve 315 ocorrências.
A quantidade de veículos roubados subiu 25,50% de um quadrimestre para o outro. Ladrões roubaram 15.334 carros neste ano, ante 12.218 em 2011, de acordo com as estatísticas da criminalidade divulgadas ontem à noite pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
A tendência de alta nos casos de homicídios começou em março deste ano, com 91 casos – a SSP havia divulgado 95 casos na ocasião, mas o balanço foi alterado dias depois porque, segundo a pasta, uma mesma ocorrência entrou mais de uma vez na estatística. No mesmo mês de 2011 foram 53.
Na comparação entre os meses houve um crescimento de 71,70%. A violência não parou no mês de abril, que teve 104 casos de homicídios neste ano, um aumento de 15,56%. Em abril do ano passado foram 90 casos.
A taxa de homicídios no Estado permaneceu pelo segundo mês consecutivo acima da linha epidêmica de 10 mortos para cada 100 mil habitantes. No ano passado, quando registrou índice de 9,9, o governo estadual recebeu elogios em relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), tornando a redução dos assassinatos a principal bandeira do governador Geraldo Alckmin na área da segurança pública.
No Estado foram registrados 1.451 homicídios no primeiro quadrimestre deste ano, contra 1.364 no mesmo período de 2011, um aumento de 6,38%. O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, disse que o aumento de assassinatos está dentro de uma variação aceitável.
“Tem crime que acontece dentro de casa, durante uma briga entre parentes. Polícia nenhuma do mundo consegue impedir um assassinato que ocorre nessas circunstâncias”, disse Carneiro.
Segundo o delegado, isso não quer dizer que a polícia vai deixar de tentar reduzir o índice. “Hoje a média de esclarecimento dos casos de homicídios é de 36%. Nós queremos chegar a 50%. Quem mata não pode ficar impune”, afirmou o delegado-geral.
Especialista em segurança pública, o coronel da reserva José Vicente da Silva disse que é preciso um período maior para analisar a evolução dos homicídios, e que o mais preocupante no momento em São Paulo é o crescimento dos crimes contra o patrimônio. “Se não houver uma integração intensa das polícias, não dá para combater”, observou Silva.
Carneiro defende uma mudança no Código Penal para que o receptador de carro roubado tenha a mesma pena do ladrão. “O receptador também compra carro que pertenceu a alguém que foi morto por um criminoso”, disse Carneiro.
A reportagem procurou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval Ferreira França, para comentar o aumento da violência, mas a assessoria da corporação disse que ele não poderia falar porque estava no interior paulista. ::
Colaboraram Daniel Trielli e William Cardoso
Universitária angolana é morta
- 23 de maio de 2012 |
- 23h07 |
- Tweet este Post
Categoria: Polícia
FABIANO NUNES
O que era para ser uma comemoração de aniversário entre amigos acabou em tragédia na noite de anteontem, em um bar no Brás, região central de São Paulo, frequentado por angolanos. Um homem, que havia brigado com um grupo de estrangeiros e os chamado de “macacos”, voltou após a confusão e disparou vários tiros no estabelecimento.
Uma estudante de 26 anos foi morta e três ficaram feridos: o namorado dela, o aniversariante e uma mulher de 34 anos, grávida. Todos são angolanos. O Consulado da Angola em São Paulo acompanha o caso. Zulmira de Sousa Borges Cardoso, de 26 anos, fazia pós-graduação em comércio exterior e morava na cidade há cinco anos.
“Ela veio para estudar, se formou em engenharia e voltou para Angola. Recentemente, ela retornou ao Brasil para terminar a pós-graduação”, disse o primo da vítima, Carlos Antônio, de 34 anos. Zulmira morava em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital, e estava ontem no bar da Rua Cavalheiro, número 80, comemorando o aniversário do amigo Renovaldo Manoel Capenda, de 32 anos, que também ficou ferido.
Zulmira era solidária com familiares. “Ela costumava comprar roupas e enviar para sua família em Luanda, na capital da Angola. Era uma forma de ajudá-los”, contou o primo. Ela estava com passagem comprada para voltar para Angola em julho.
De acordo com testemunhas, houve uma discussão entre brasileiros e angolanos no bar. Cerca de 40 pessoas estavam no local. “Em determinado momento, o agressor chamou o grupo de ‘macacos que vieram lá da Angola’. Havia muitos angolanos e todos ficaram ofendidos, mas ninguém estava armado”, disse o vendedor angolano Antônio José Miguel, de 34 anos.
A PM chegou a ir ao local por causa da briga, mas ninguém foi detido. Após a discussão, os brasileiros foram embora. Cerca de 20 minutos depois, um deles voltou, em um Golf prata, desceu do veículo e atirou contra o grupo de angolanos.
Zulmira foi atingida na cabeça e morreu no local. Celina Bento Mendonça, de 34, grávida de cerca de oito meses, acabou ferida por pelo menos dois tiros, um deles na barriga. Gaspar Armando Mateus, de 27 anos, namorado de Zulmira, foi baleado na perna. E o aniversariante Renovaldo também foi atingido na perna. Gaspar e Renovaldo foram medicados e liberados. Celina está internada no Hospital João XXIII, mas está fora de risco.
A delegada do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Jamila Jorge Ferrari, ouviu ontem o namorado da vítima. “Eles não conseguiram identificar o agressor. Mas agora vamos pegar imagens de câmeras para tentar localizá-lo”, disse. Nos próximos dias ela deve ouvir as outras vítimas e o dono do bar. Segundo testemunhas, antes da confusão o agressor conversava com o proprietário.
O vice-cônsul de Angola, Belmiro dos Prazeres Guimarães, disse que está acompanhando as investigações. “Queremos colaborar para esclarecer esse crime e levar o responsável à Justiça.” Segundo ele, a capital têm cerca de 3 mil angolanos. ::
Zona sul tem dois arrastões em 16 horas
- 23 de maio de 2012 |
- 23h03 |
- Tweet este Post
Categoria: Polícia
CAMILLA HADDAD
Um falso entregador dos Correios conseguiu enganar o porteiro de um prédio na Avenida Lacerda Franco, na Aclimação, zona sul, anteontem às 19h30, ao dizer que tinha um Sedex urgente para o “sr. Arnaldo”. Certo de que o destinatário era mesmo um condômino, o funcionário abriu o portão.
Atrás do falso carteiro, 19 homens armados de fuzis invadiram o edifício e fizeram um arrastão em sete apartamentos, durante três horas e meia. Ninguém foi preso. Foram dois casos de arrastão na zona sul em menos de 16 horas.
O segundo crime foi ontem, às 11h, em um edifício na Rua Jaci, na Vila Clementino. Um grupo armado rendeu o funcionário da guarita. Eles haviam ido ao local no sábado, se passando por gesseiros de uma apartamento em obras e conseguiram pegar as chaves. Famílias de três imóveis tiveram pertences levados, como joias, roupas e dinheiro. Os assaltantes fugiram sem agredir ninguém às 14h.
Os dois arrastões são investigados pelo Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Este ano, segundo levantamento da reportagem, já foram registrados 19 arrastões – sendo nove na zona sul. Em todo o ano passado, foram 13 casos.
Na ação da Avenida Lacerda Franco, das dez vítimas feitas reféns pelos criminosos, uma delas, um homem, levou coronhadas e foi atendido no Hospital Ipiranga. Na versão de investigadores, ele foi confundido com um policial civil e por isso agredido na cabeça.
Testemunhas contaram que, enquanto 16 ladrões subiram para os apartamentos, o porteiro ficou amarrado na guarita sob a vigilância de três bandidos. No lado de fora, havia outros integrantes. Em depoimento, o porteiro do Edifício Nazur afirmou ter sofrido ameaça de morte.
Negou qualquer desconfiança em relação à camiseta amarela igual à dos Correios, usada pelo ladrão que tocou o interfone na portaria, pois segundo ele, Arnaldo é o nome de um morador. Segundo o relato do porteiro, a urgência do suposto carteiro fez com que ele não “titubeasse” a abrir o portão. Em seguida, mais um apelo do bandido: “Será rápido, não precisa fechar o primeiro portão. Apenas abra o segundo para eu fazer a entrega”.
Moradores dos dois prédios não quiseram comentar os crimes. Uma das vítimas, uma advogada, esteve ontem no 6º Distrito Policial (Cambuci) para relacionar os itens roubados, mas não quis dar entrevista por estar abalada. De acordo com policiais, além de joias, dinheiro, óculos de sol importados e dólares, o bando fugiu com um carro que estava no prédio, um Chevrolet Corsa. O veículo foi localizado horas depois na zona leste, na região da Mooca.
Buldogue
Na internet, um morador do prédio da Lacerda Franco chegou a fazer um apelo no Facebook para que a quadrilha devolvesse Zeca, seu buldogue. O cão foi levado na fuga. No mês passado, uma equipe do Deic evitou um arrastão na Rua Pedro Pomponazzi, na Vila Mariana, zona sul. Uma quadrilha com 15 homens foi flagrada planejando o ataque em uma casa no bairro do Ipiranga.
- : Vídeos combatem abuso policial http://t.co/E22j4h8H 21 hrs ago
- : Blitz encontra 4 menores em bar da zona sul http://t.co/0wD74prV 21 hrs ago
- : Homicídio e roubo de carro em alta http://t.co/9qEmloIo 1 day ago
- : Universitária angolana é morta http://t.co/DkhXjm7E 3 days ago
- : Zona sul tem dois arrastões em 16 horas http://t.co/Szu4Roj5 3 days ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS