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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Acusado de matar Willian alega acidente

Categoria: Justiça

Foi realizada nesta sexta-feira, 29, na sala de audiências da 9ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, a última audiência de instrução do caso que apura a morte do jogador Willian Morais, meio-atacante do Corinthians que estava emprestado ao time América-MG. Um dos três acusados disse que o tiro foi acidental e que o jogador partiu para cima do trio. Todos os réus negaram a denúncia.

O primeiro a depor foi D.C.F.S., acusado de ter atirado contra o atleta. Ele disse que não tinha a intenção de praticar roubo. Alegou que andava armado por segurança, pois estava sendo ameaçado. Segundo D.C.F.S, que estava em companhia de H.S.L.S., os dois tinham se encontrado em um campo de futebol próximo ao sítio, onde estavam fumando maconha. Ao passarem perto do local da festa, mexeram com a moça que acompanhava o atleta. Nesse momento, Willian teria tirado satisfação com ambos e dado um soco no peito de H.S.L.S., e partido para a agredir D.C.F.S. D.C.F.S disse que então tirou a arma da cintura e pediu que o atleta se afastasse. Porém, como a arma estava engatilhada, o jogador esbarrou nela, que disparou. Os dois saíram correndo para a casa de D.C.F.S., quando então o outro acusado, D.C.B.M., apareceu.

D.C.F.S ainda alegou que um dos policiais, ao chegar na casa, falou que eram apenas dois suspeitos. Outro policial teria determinado que D.C.B.M. Também seria levado, e dito “vamos jogar latrocínio nesses caras”. Os outros dois acusados, ao prestarem depoimento, confirmaram a versão de D.C.F.S.

A fase de instrução do processo foi finalizada. A juíza Neide Martins determinou prazo de cinco dias para que cada parte apresente as alegações finais. Após esse procedimento, a juíza dará a sentença.

O crime ocorreu em 6 de fevereiro, quando o atleta de 19 anos foi abordado por três homens, na porta de um sítio onde participava de uma festa, e baleado no peito. Os três acusados estão presos no Ceresp/Gameleira.

Pedro da Rocha

Filho morre após queda do pai

Categoria: Sem categoria

Um homem morreu, na manhã deste sábado, 30, após se desesperar por ver o pai cair de uma escada, na Rua Homero Batista, na Vila Formosa, na zona leste de São Paulo.

De acordo como o Corpo de Bombeiros, o filho teve uma parada cardíaca e acabou morrendo no local. O pai foi encaminhado para o Hospital Santa Marcelina, mas não corre risco de morte. Quatro viaturas dos bombeiros e o helicóptero Águia da Polícia Militar (PM) socorreram as vítimas.

Pedro da Rocha

Lentidão: acidente na Ayrton Senna

Categoria: Sem categoria

Um acidente na Rodovia Ayrton Senna bloqueou a via por aproximadamente 20 minutos, por volta das 12h15 deste sábado. Dois veículos bateram na altura do km 15, sentido interior.

As faixas 1 e 4 ficaram interditadas, mas foram liberadas por volta das 12h35. A concessionária Ecopistas informou que, às 13h50, havia congestionamento, no sentido interior, do km 11 ao 16.

Pedro da Rocha

Prefeitura repassa mais R$ 320 mi à PM

Categoria: Polícia

DIEGO ZANCHETTA
FÁBIO MAZZITELLI

No convênio de ampliação da parceria entre a Prefeitura e a Polícia Militar (PM) para o combate ao comércio ambulante irregular na capital, anunciado no mês passado, a Prefeitura fechou um novo contrato que vai destinar à corporação R$ 320,4 milhões nos próximos três anos – ou R$ 8,9 milhões mensais.

Batizado de Operação Delegada e lançado no fim de 2009, o programa começou recrutando 250 PMs em dias de folga para atuar em centros de comércio popular, como a Rua 25 de Março, no centro. Atualmente, a operação foi ampliada para todas as regiões da cidade e incorporou um novo convênio, assinado com o Corpo de Bombeiros. Trabalham no programa cerca de 3,5 mil PMs.

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Alvaro Batista Camilo, Prefeitura e PM têm vários convênios assinados. Os R$ 320,4 milhões previstos para o próximo triênio dizem respeito apenas ao convênio para “incrementar o Programa de Combate ao Comércio Ambulante Ilegal”, segundo texto publicado ontem no Diário Oficial da Cidade.

A conta desse convênio será paga, em parte, pelo sucessor do prefeito Gilberto Kassab (PSD), cujo segundo mandato termina no fim de 2012.

Segundo a Prefeitura, os PMs trabalham até 96 horas por mês no programa e recebem R$ 12,33 por hora, no caso dos praças, e R$ 16,45 por hora, caso dos oficiais. A Prefeitura diz garantir seguro e assistência médica aos PMs.

Neste ano, paralelamente à formação do Partido Social Democrático, pelo qual trocou do DEM, o prefeito tem consolidado ainda mais os laços com os militares, que em janeiro chefiavam 16 das 31 subprefeituras da cidade.

Maioria dos latrocínios ocorre perto de casa

Categoria: Polícia

Plínio Delphino

A maioria das vítimas de latrocínio na capital paulista foi assassinada em assaltos ocorridos em um raio de até 1,5 quilômetro de suas casas. O Jornal da Tarde analisou 19 dos 25 boletins de ocorrência de roubo seguido de morte do primeiro trimestre de 2011. Em 42% dos casos, as vítimas foram baleadas nesse raio de distância.

Para especialistas, um dos motivos é a perda da atenção do cidadão quando está perto da residência.

Oito desses crimes ocorreram em até 1,4 km das moradias das vítimas. “Quando se chega ou sai de casa a sensação é de relaxamento. Sem perceber o cidadão já projeta o pensamento em sua residência e tem uma sensação de relaxamento, de estar protegido em casa. Verificou-se o mesmo com acidentes de trânsito”, disse o coronel José Vicente da Silva, especialista em segurança pública.

Em até 3 quilômetros de distância das casas das vítimas o número de latrocínios chega a 57,89%.

Todas as vítimas assassinadas em assaltos na capital foram baleadas. Apenas duas eram mulheres. Isabel Maria Lopes, de 51 anos, morta em tentativa de roubo de carro na região do Morumbi, zona sul, e Anísia Ravagnani, de 72, assassinada dentro de casa por ladrões na Casa Verde.

“O que posso falar disso? Sei que nenhum assistente social bateu à minha porta até agora”, revoltou-se o marido da vítima, Pedro Rossatti, de 72.

Sete dos 19 casos verificados pelo JT ocorreram durante roubos de veículos. Cinco mortes foram no local de trabalho da vítima, quatro em saídas de banco, duas em residência e uma a transeunte. A zona leste lidera os casos de latrocínio (8), seguida pela sul (7), norte (2), centro e oeste (1 em cada região).

O estudante de Letras e projetista Carlos Eduardo de Sousa Garcia, de 24 anos, tentou evitar que bandidos entrassem em sua casa e conseguiu dissuadi-los. Mas, depois de bater o portão para se livrar dos criminosos, foi encurralado por um dos ladrões, de 17 anos, que voltou para matá-lo.

Cadu, como era conhecido, aprendeu alemão sozinho, estudava violino e trabalhava em projetos de ar-condicionado com o pai. Sua morte, porém, não entrou para as estatísticas de latrocínio divulgadas pela Secretaria da Segurança.

A morte do estudante da Escola Superior de Propaganda e Marketing Nicholas Marins do Prado, de 20 anos, na Vila Mariana, também não faz parte dos latrocínios divulgados. Um ladrão o matou para roubar seu carro.

O comerciante José Arteiro Morais, morto em roubo a sua pizzaria, é outro caso deixado de fora da lista oficial.

A SSP anunciou 22 casos no 1º trimestre. O JT contou 25 latrocínios.

Outro lado

A Secretaria da Segurança Pública explicou, em nota, como ocorre o trâmite de atualização dos casos. “As estatísticas criminais recebem rotineiramente alterações, procedidas a pedido de autoridades policiais, quando estas, no curso de investigações, percebem mudança na natureza de ocorrências criminais anteriormente informadas à Secretaria da Segurança Pública (SSP)”.

Segundo o comunicado, a SSP afirma que a divulgação mensal das estatísticas de criminalidade resultaria “um natural aumento das atualizações, em consequência da redução do prazo para comunicação das ocorrências à SSP.”

Porém, os três casos a seguir não entraram na estatística divulgada dia 15 de abril:

1 – A morte do estudante Nicholas Marins do Prado ocorreu em 4 de março. Foi registrada como roubo. Baleado, o rapaz morreu horas depois da elaboração do boletim de ocorrência.

2 – Carlos Eduardo Garcia foi morto em tentativa de assalto em 8 de março. O crime foi registrado como tentativa de roubo e tentativa de homicídio. Uma semana depois, três dos quatro ladrões foram presos.

3 – José Arteiro Morais, de 43 anos, foi baleado ao se negar a dar dinheiro a um bandido. O caso foi registrado em 2 de março como latrocínio.