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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
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Caso FGV: acusado foi preso na 4ª por outro crime

Categoria: Polícia

Plínio Delphino

Um dos acusados de assassinar o universitário Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, aluno da Fundação Getúlio Vargas (FGV), quarta-feira, em um bar da Bela Vista, centro de São Paulo, havia sido preso em flagrante no dia do crime. Mas, por outra acusação. Francisco Macedo da Silva, de 24, entrou ferido no Hospital da Vila Alpina, na zona leste, baleado na perna. Por isso a polícia foi avisada e encontrou com ele munições de calibre 32. Francisco foi autuado em flagrante, no 56º Distrito Policial (Vila Alpina), por ferir o Estatuto do Desarmamento.

Policiais do 4º DP (Consolação), que investigam o caso da morte de Júlio César, suspeitavam que um dos bandidos havia se ferido no crime no bar da Avenida 9 de Julho, a 100 metros da FGV.

Na ocasião, Christopher Akio Cha Tominaga, de 23 anos, estudante da mesma faculdade, foi ferido com quatro tiros. Ele perdeu um rim e está internado. Testemunhas disseram que, ao disparar a arma, Francisco teria lesionado a si mesmo. Imagens captadas por câmera de segurança do prédio vizinho ao bar mostram que um dos autores do crime tropeça, manca e foge com dificuldade.

Os investigadores passaram a pesquisar todos os suspeitos que foram atendidos em hospitais na Grande São Paulo perto da data do crime. Descobriram Francisco. Souberam também da sua motocicleta e no domingo obtiveram sua confissão. Ele teve prisão temporária decretada por 30 dias. Com ele foram apreendidos dois capacetes, um cinza e outro vermelho, uma bermuda jeans suja de sangue e fotografias. A moto Falcon verde-escura, usada no dia do crime, foi encontrada num beco no centro, sob uma lona.

O outro acusado de participar do ataque é Valmir Ventino da Silva, de 19 anos, irmão de Francisco. Ele tem antecedentes criminais por furto e roubo, segundo a polícia, e a última informação sobre seu paradeiro era que estava em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Ciúme da namorada

De acordo com investigadores, Valmir estava com a namorada Jessica no mesmo bar em que as vítimas e outros três amigos jogavam cartas e tomavam cerveja.

“A moça saiu para ir ao banheiro. O namorado disse que os estudantes mexeram com ela e ainda o chamaram de otário”, narrou o delegado Kléber Altale, titular da 1ª Delegacia Seccional (Centro).

Furioso, Valmir saiu do bar com ela, providenciou uma pistola calibre 45 e um revólver calibre 38 e foi ao encontro do irmão em um bar da Rua Senador Queiroz.

Com a moto de Francisco, uma Falcon verde-escura, os dois retornaram ao bar onde estavam os estudantes. Após o crime, os irmãos fugiram e Valmir levou as armas. Jessica disse à polícia que não percebeu os alunos mexendo com ela.

Libertado

O funcionário público Dino Fernando Peporine, de 28 anos, acha que pode ter sido vítima de algum desafeto que o tenha denunciado propositadamente. A única desavença de que se lembra foi um episódio recente. Uma pessoa estacionou o carro em frente à sua garagem, impedindo passagem. Inconformado, Dino murchou os quatro pneus do veículo. “Eu quero saber de que forma vão se retratar com relação ao que passei”, cobrou o rapaz.

O delegado Kléber Altale disse que a polícia agiu com legalidade baseando as ações com aval da Justiça. “Havia muitas coincidências e uma testemunha apontava o rapaz. Ninguém é preso aleatoriamente. A polícia tomou as cautelas. E pedimos pra soltar”.

Professora foi executada na porta da escola

Categoria: Polícia

Flavia Tavares

No café da manhã, a professora Joyce Chaddad de Moraes Domingues, de 36 anos, comentou com o marido que não queria trabalhar ontem. Sem dar detalhes, reclamou que o clima na escola não estava muito bom. O marido sugeriu que ela faltasse, mas Joyce tinha voltado de licença-maternidade havia apenas 15 dias, não queria criar caso. Na porta da Escola Municipal Paulo Freire, em Embu, Grande São Paulo, às 6h40, ela descia do carro para dar aulas de Educação Física e foi atingida por três tiros – dois no peito e um na nuca. Levada ao pronto-socorro, não resistiu.

Quem conta a cena da professora e coordenadora pedagógica Joyce com o marido Evandro é o primo dele, o arquiteto Marcelo Motta. Evandro é chefe dos fiscais da prefeitura de Itapecerica da Serra. “Acreditamos que quem atirou seja relacionado com ela, alguma coisa da escola”, diz Motta. Evandro não quis falar com a imprensa.

O delegado Higino Grigio, do 1º Distrito Policial de Embu, trabalha com a hipótese de execução, já que nada de Joyce foi roubado e o criminoso foi diretamente a ela e atirou, como se a conhecesse. Diferentes versões surgiram e foram descartadas. Em uma delas, a Polícia Militar havia registrado que eram dois criminosos. “Agora já sabemos que era apenas um rapaz, entre 25 e 30 anos, e que ele chegou e foi embora a pé”, disse o delegado.

A versão de que o bandido teria chamado a professora pelo nome antes de atirar também foi desmentida pela polícia. O que se sabe é que o assassino a aguardava na porta da escola. Grigio admitiu que Joyce foi ameaçada por um ex-aluno. “Mas foi há muito tempo, não achamos que tenha relação.”

À tarde, dois garotos fizeram fotos do sangue de Joyce no chão com seus celulares. Não era curiosidade ou desrespeito. Jonatas Novaes Pereira, de 14 anos, foi aluno dela por três anos. Ele mudou de escola, mas voltava sempre para conversar com ela. “Era a melhor. Ela dava a bronca, sim. Mas só quando era necessário”, diz, emocionado. Ao lado dele, Wesley Araújo, de 13, que ainda era aluno de Joyce, balançava a cabeça. “O melhor é que ela sempre tratava todo mundo igual.”

Jonatas diz que voltava para ver a professora porque ela o entendia e motivava. “Era tão querida que quando eu me formei ano passado as classes brigaram para ver quem a homenagearia.” O ato disciplinar mais “duro” que os dois lembram era que Joyce não permitia bonés em sala de aula. “Ela vai ser minha professora eternamente, mesmo se eu parar de estudar um dia”, disse Jonatas

Joyce lecionava na Escola Municipal Paulo Freire desde 2007, para alunos do 6º ao 9º ano. Em 2009, foi promovida a coordenadora pedagógica. Casada há 11 anos com Evandro, esperou dez para engravidar. Deu à luz um menino há cerca de sete meses. As aulas na escola estão suspensas hoje. O enterro deve ocorrer pela manhã, em Itapecerica da Serra.

Prefeitura

Para a prefeitura de Embu, o assassinato não foi motivado por eventual atrito com alunos. Segundo a secretária adjunta de Educação, Alda Rebelo, “não temos denúncia nem de professores agredidos nem de alunos”, diz ela. O município, com 45 escolas, decretou luto de três dias.

Levantamento do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) mostra que mais de 80% dos docentes da rede pública estadual já sofreram agressão. “Tudo paira sobre o professor. Até os problemas que os alunos trazem de casa”, diz a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha.

Justiça decreta segredo no caso Glauco

Categoria: Justiça

O Juiz Federal responsável pelo julgamento de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, acusado de matar o cartunista Glauco, decretou segredo de justiça parcial para o processo.

Por conta disso, foi vedada a presença da imprensa na audiência da tarde desta segunda-feira, 28, na qual Carlos será interrogado, além do acesso a determinados documentos dos autos. Os detalhes sobre o julgamento serão informados em nota do juiz através da assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná.

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes está sendo julgado por resistência, tentativa de homicídio, porte de arma de fogo de uso permitido, roubo, constrangimento ilegal, violação de domicílio, tortura e homicídio consumado. Glauco e seu filho Raoni foram mortos em março do ano passado, durante uma tentativa de assalto à casa da família.

Central de notícias

Polícia suspeita que morte de professora foi execução

Categoria: Geral, Justiça

A polícia civil de Embu das Artes, na Grande São Paulo, suspeita que a morte da professora Joyce Chaddad de Morais Domingues, de 36 anos, ocorrida na manhã desta segunda-feira, 28, tenha sido uma execução, pois nada foi roubado. Segundo o delegado do 1º DP de Embu, Higino Grigio, responsável pelo caso, quatro testemunhas já foram ouvidas nesta manhã e outras ainda prestarão depoimentos.

Em depoimento, uma das testemunhas, que estava distante da professora na hora do crime, diz ter ouvido o assassino chamar pelo nome da professora. A versão foi desmentida, segundo o delegado, por outra professora que estava ao lado da vítima quando o suspeito se aproximou e atirou.

De acordo com Grigio, entre hoje e amanhã deverá estar pronto um retrato falado do suspeito. A polícia ainda não tem informações sobre qual seria a motivação do crime.

A professora, que havia voltado de licença maternidade há 15 dias, foi morta em frente à Escola Municipal Paulo Freire, na Estrada de Itapecerica. Ela foi alvejada por três tiros quando chegava para dar aula, por volta das 7 horas da manhã.

De acordo com a PM, a professora chegou a ser socorrida e encaminhada ao pronto-socorro de Embu, mas não resistiu aos ferimentos causados pelos tiros. Até o momento ninguém foi preso.

Aulas

As aulas da Escola Municipal Paulo Freire foram suspensas até esta terça-feira, 2, em luto pela professora assassinada, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

(Solange Spigliatti)

Dois suspeitos de assaltar joalheria são presos

Categoria: Polícia

Dois homens que foram presos neste fim de semana, na zona sul de São Paulo, podem estar envolvidos com o assalto em uma joalheria, no Morumbi Shopping, no começo do mês. Segundo informações do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), para onde a dupla foi levada, ainda nesta segunda-feira, 28, deve ser feito o reconhecimento por algumas testemunhas do assalto.

Os dois suspeitos, que eram procurados pela Justiça, foram presos na tarde do último sábado, 26, na Favela Vietnã, na zona sul de São Paulo. Um terceiro suspeito morreu após ser baleado por policiais militares. Segundo a Polícia Militar, policiais da cavalaria da PM faziam patrulhamento de rotina quando avistaram um grupo de homens. Ao se aproximarem, os homens correram pelas ruas da favela. Um deles, Rodrigo Silva Galvão, de 23 anos, foi baleado ao apontar uma arma na direção da polícia.

Ele foi socorrido ao Pronto-socorro Saboia, mas não resistiu aos ferimentos. Com ele foram apreendidos R$ 90,00 em dinheiro, 121 pedras de crack, 90 pinos de cocaína e uma pistola calibre 380. Segundo a PM, após a morte do jovem, os moradores da favela se revoltaram e fizeram um protesto, interditando a Rua Capuavinha, montando uma barricada com madeiras e ateando fogo. A manifestação só foi controlada por volta da 1 hora de domingo.

Clayton Gomes de Oliveira e Adauto Leão Guilherme, ambos de 30 anos, foram levados para o 35º Distrito Policial (DP), no Jabaquara, e depois para o Deic para reconhecimento.

A joalheria, que fica no piso térreo, foi invadida pelos bandidos que usavam roupas sociais e fingiram ser clientes, antes de sacar suas armas e anunciar o roubo. Com uma marreta, quebraram a vitrine da joalheria e apanharam joias do mostruário.

Quando deixaram a loja, os bandidos fizeram um segurança e um cliente reféns e saíram atirando para abrir caminho. Uma vitrine e uma escada rolante foram atingidas pelos disparos. Na saída do prédio do shopping, os criminosos atiraram de novo em direção a clientes e a fumantes nas imediações.

(Solange Spigliatti)