Traição do caso Yoki foi confirmada depois da morte
- 10 de outubro de 2012 |
- 23h04 |
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TIAGO DANTAS
A bacharel em Direito Elize Araújo Matsunaga, de 30 anos, só teve certeza que era traída pelo marido, o diretor da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, de 42, três dias após matá-lo. A afirmação foi feita nesta quarta-feira, durante a primeira audiência do caso, pelo detetive particular Willian Coelho de Oliveira, contratado pela acusada para seguir o empresário.
O Ministério Público e os advogados que trabalham como assistentes de acusação acreditam que a informação comprova que Elize premeditou o crime, o que pode aumentar sua pena. Já a defesa sustenta que isso não muda o fato de que a jovem atirou no marido após uma briga, ao reagir a uma “injusta provocação” feita por Marcos, “no calor do momento”.
“Quando perguntamos ao detetive em que momento ele contou a Elize que o Marcos foi flagrado beijando e abraçando a suposta amante, ele revelou que a informação só foi dada após Marcos ser morto”, afirmou o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, contratado pela família da vítima.
“Isso significa que, de uma vez por todas, a tese da violenta emoção vai por água abaixo”, completou D’Urso. O assassinato aconteceu na noite de sábado, 19 de maio. Já o encontro de Elize com o detetive foi dia 22, segundo o promotor José Carlos Cosenzo.
A defesa discorda da interpretação da acusação. Segundo os advogados, Elize conversava com o detetive por telefone e já sabia que estava sendo traída. “Não há indício nenhum no processo que leve a crer que ela premeditou o crime”, disse o advogado Luciano de Freitas Santoro. “Se fosse um crime planejado, seria diferente. Não seria dentro da casa deles.”
Elize confessou ter matado o marido. Ela relatou à polícia que atirou nele após uma discussão no apartamento do casal, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital. Na sequência, esquartejou o corpo e colocou os pedaços em malas. Partes do corpo da vítima foram enterradas em Cotia, na Grande São Paulo.
Além do detetive Oliveira, outras quatro testemunhas foram ouvidas ontem pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum da Barra Funda, zona oeste da capital. Estiveram no fórum Mauro Kitano Matsunaga, irmão de Marcos, o delegado Mauro Gomes Dias, que investigou o crime, um vizinho da família e uma babá do casal.
Uma nova audiência foi marcada para 12 de novembro, quando devem ser ouvidas outras cinco testemunhas, entre elas a modelo Nathalia Lima, filmada na saída de um restaurante com Marcos. Os peritos que trabalharam no caso também deverão comparecer ao fórum mês que vem. Depoimentos de mais cinco pessoas serão tomados em outras cidades.
Depois disso, será a vez de Elize falar. Só então, o juiz decidirá se ela vai a júri popular. “Não há dúvida quanto ao júri, já que comprovamos a autoria e a materialidade do crime”, avaliou o promotor.
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Caso Yoki, Elize Matsunaga, Marcos Kitano M, marcos kitano matsunaga
PMs mudam rotina para evitar ataque
- 10 de outubro de 2012 |
- 22h57 |
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Categoria: Polícia, Segurança Pública
ARTUR RODRIGUES
A série de ataques que já matou 79 policiais militares neste ano transformou a rotina dos integrantes da corporação. PMs que moram na periferia de São Paulo já fazem comboios para não serem pegos sozinhos pelos criminosos na volta para casa. Mudar de cidade é outra alternativa que vem sendo cogitada por alguns.
“Policiais que moram nas zonas leste e sul se juntam e vão de moto ou mesmo de carro para se precaver”, conta o sargento Nelson José de Brito, de 49 anos, que trabalha na região do Jardim Ângela, na zona sul, no 37.° Batalhão da PM – onde atuava o soldado Hélio Miguel Barros, de 36 anos, assassinado na segunda-feira em Taboão da Serra.
Com 29 anos de profissão, o sargento Brito toma precauções antes de voltar para casa, no Capão Redondo. “Ligo para minha mulher para saber se há algum estranho rondando”, diz. No entanto, ele se recusa a tirar a farda na volta do trabalho. “Acho isso um constrangimento.”
Outros na região, porém, não veem o menor problema em guardar a farda na bolsa. “Mesmo com as pessoas sabendo que sou policial, é bom evitar que fiquem me ‘ganhando’ na volta para casa”, diz um soldado de 30 anos que trabalha na zona sul.
Ele prefere pagar o ônibus – policiais têm o benefício de usar o transporte público gratuitamente desde que estejam uniformizados – a evitar exposição.
Alguns encontram saídas mais radicais: um PM da região do Campo Limpo, na zona sul, planeja deixar o Estado por causa da insegurança.
E o medo também chegou aos policiais civis. Um investigador de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, cidade que foi cenário de cinco mortes depois do assassinato do soldado Hélio Miguel Barros, evita fazer os mesmos caminhos em seu dia a dia, para não ter sua rotina exposta. “Além disso, estou usando o carro da minha mulher”, diz. “Os ladrões só estão matando quem fica vacilando”, afirma o policial.
O capitão Evanilson Souza, do 37.º BPM, afirma que o soldado Helio Miguel Barros é o segundo policial assassinado por criminosos na região este ano. Em julho, foi assassinado no bairro o soldado Paulo César Lopes Carvalho. “Isso não gera um revanchismo, mas uma sensação de alerta”, afirma Souza.
Recém-eleito vereador de São Paulo, o capitão da reserva Conte Lopes diz que os policiais estão aterrorizados. “Eu peço socorro ao governador… Não podemos estar nessa situação. Os caras matando policial na frente dos filhos, da mulher, e está normal?”, questiona o parlamentar, que quando estava na ativa atuava nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
Nas redes sociais, PMs têm protestado pedindo segurança. Uma das imagens divulgadas mostra o símbolo da corporação manchado de sangue, com os dizeres: “Desde janeiro, policiais militares estão sendo assassinados. Basta!”
Outros protestos em blogs usam fotos do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e cobram solução para o problema.
Colaborou Bruno Paes Manso
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Número de mortos pela PM cai 39% em um mês
- 3 de outubro de 2012 |
- 23h24 |
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Categoria: Polícia
Policiais militares em serviço mataram 37 pessoas em agosto no Estado de São Paulo – menos do que em julho, quando foram 61 casos (uma queda de 39,3% ). No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o aumento é de 5,8% em relação ao mesmo período de 2011 – foram 327 mortos agora, ante 309 no ano passado.
Os dados mais recentes sobre a letalidade policial foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) no Diário Oficial do Estado. Os números de setembro, quando nove suspeitos foram mortos pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em uma única ação, em Várzea Paulista, ainda não estão disponíveis.
O número de mortos pela PM voltou em agosto ao patamar registrado no primeiro semestre, quando, por três vezes seguidas, entre fevereiro e abril, 36 pessoas morreram por mês em ações da corporação, conforme os registros da SSP.
Para o coronel da reserva José Vicente da Silva, especialista em segurança pública, a reação negativa da mídia ao alto número de resistências seguidas de morte em julho pode ter ecoado nos quartéis. “Provavelmente implicou orientações do comando para se evitar o risco de confrontos. Houve uma redução do ímpeto da polícia.”
Ele cita também o fato de julho ter cinco fins de semana, ante quatro de agosto, como um fator relevante. “É algo que provoca maior atividade criminal e, consequentemente, confronto com a polícia. Isso deve se repetir em setembro, ainda mais pelo calor atípico, com mais gente na rua e mais bebida. Vejo isso há mais de 20 anos.”
Não houve variação entre o número de mortos pela PM em comparação com agosto de 2011, quando também foram registrados 37 casos de resistência seguida de morte, segundo a SSP.
Na cidade de São Paulo, o número de mortos pela PM em agosto foi 16,7% maior do que no mesmo mês do ano passado (21 a 18). Trata-se, porém, de metade do registrado em julho (42). Na Região Metropolitana, a taxa de letalidade policial permaneceu inalterada em relação ao mesmo mês do ano passado (11 casos). No interior, foram registrados seis casos a menos.
Segundo a SSP, as polícias paulistas fecharam os primeiros oito meses deste ano com a segunda menor taxa de morte por prisões e apreensões da década: 1 morte por 289,7 prisões/apreensões de menores – em 2003, a taxa era de 1 morte por 132,6 prisões/apreensões no período.
A SSP diz também que, de janeiro a agosto de 2003, o Estado registrou 537 mortes em confronto com as polícias (incluindo a Civil). Já em 2012 foram 338.
WILLIAM CARDOSO
PM alerta tropa sobre novos ataques
- 28 de setembro de 2012 |
- 23h31 |
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Categoria: Polícia, Segurança Pública
CAMILLA HADDAD
A onda de assassinatos a policiais militares, principalmente durante as folgas, fez o comando da corporação espalhar cartazes nos quartéis de São Paulo para alertar a tropa sobre os riscos de ataque e recomendar cautela nos bicos. O aviso tem circulado há três dias e exibe dados sobre PMs mortos à paisana e em serviço. A reportagem esteve em quatro batalhões da capital e encontrou cartazes fixados bem na entrada dos prédios.
No panfleto consta que 54 policiais foram executados fora do trabalho. O número já subiu para 55 desde anteontem, quando o soldado André Perez de Carvalho, de 40 anos, levou vários tiros de fuzil na frente de casa, na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no Butantã, zona oeste. A vítima estava indo para o trabalho no quartel das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Perez morreu a caminho do hospital.
“O clima não está nada bom. A gente está apreensivo porque virou alvo. A sensação é de que está piorando”, revela um soldado que trabalha na região de Perdizes, na zona oeste. O PM conta que desde junho eles já estariam sendo orientados por seus comandantes a não andar desprevenido nas ruas. Uma policial feminina da zona norte comenta que ela e os colegas têm permanecido dentro da recepção e as conversas na porta do batalhão são evitadas. “A situação está parecida com a dos ataques de 2006. Mas só esses informes não me deixam tranquila”, lamenta. “Eu tenho filha pequena. Quero voltar para a casa.”
No Comando de Policiamento Metropolitano 3, localizado na Avenida Ataliba Leonel, em Santana, na zona norte, uma das pistas da via foi isolada por quatro cones. De acordo com policiais dali, a medida visa proteger quem trabalha no local e é aplicada mais ao anoitecer.
Em nota, o Centro de Comunicação da corporação confirmou o alerta e disse que “as orientações são parte da rotina de instrução do policial. São abordados assuntos que dizem respeito ao profissional em sua atuação. Também podem abordar aspectos de sua conduta fora do horário de serviço”. A PM não autorizou que o comandante da tropa, Roberval Franca, fosse entrevistado.
Cão de raça é levado em assalto a residência
- 26 de setembro de 2012 |
- 22h41 |
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Categoria: Polícia, Segurança Pública
CAMILLA HADDAD
Procura-se Edgar, um cão da raça pug que também atende pelo nome de “Ed”. O animal foi levado durante um assalto a uma residência em São Bernardo do Campo, no ABC, no dia 19. Depois de roubar os objetos de valor da casa, os criminosos decidiram carregar o bichinho de estimação da família Andreotti. Quem mais tem sofrido com a ausência do animal é uma criança de 1 ano e meio.
Regis Andreotti, dono de Ed, conta que a filha dele era muito apegada ao cão. Os dois passavam as tardes juntos, ela ajudava a alimentar o cachorro. Na noite do crime, na Rua Raul Quaresma, o pai de Regis foi rendido ainda no portão, quando se preparava para entrar com o carro na garagem. Três homens estavam armados com metralhadores e invadiram o imóvel.
A casa estava cheia. Os ladrões fizeram graves ameaças e carregavam silenciadores nas armas. Em poucos minutos roubaram computadores, cartões bancários, celulares importados e carteiras das vítimas. Antes de deixarem o local, Ed correu e foi até o jardim, na frente da residência. A família chegou a gritar o nome dele para que o cão entrasse na casa. Assim que souberam o nome do cachorro, um dos bandidos também o chamou. “Como é muito dócil, ele foi”, lembra Regis, que no dia da ocorrência estava viajando com a mulher, Karina.
Segundo ele, é costume deixar Ed com a mãe e todos são muito apegados. “Ele era um irmão para minha filha. Ela fica procurando ele, pondo comida. Minha mãe cuida dele feito neto”, lamenta.
Regis conta que quando Edgar entrou no carro usado para a fuga dos assaltantes, a família gritou. “Todos choraram, pediram pelo amor de Deus para não levar, mas os assaltantes ameaçaram.” Para a vítima, o cachorro não tem valor comercial. “Queremos ele de volta. Estamos fazendo campanha na rede social.”
Karina Andreotti afirma que existem dois posts no Facebook: um está com 1.146 compartilhamentos e outro com 2.927. Um cartaz com o nome e foto de Ed, que tem 5 anos, está sendo espalhado pela cidade do ABC. Até agora nenhuma ligação ajudou a família.
O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de São Bernardo. A polícia não tem pistas da quadrilha.

