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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
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Um robô controlado pela mente

Categoria: Ciência, Mundo, Tecnologia

Esta semana um professor de uma universidade suíça apresentou um robô que pode ser controlado pelas ondas cerebrais de uma pessoa paraplégica usando um boné equipado com eletrodos. Um homem paralisado, em tratamento em um hospital na cidade de Sion participou de uma demonstração do equipamento.

Ele enviou um comando mental para um computador em seu quarto, que o transmitiu para outro computador. Este último, finalmente, moveu um pequeno robô a 60 km de distância, em Lausanne. O sistema foi desenvolvido por José Millan, professor da Escola Politécnica Federal de Lausanne, especializada em interfaces não invasivas entre cérebro e máquina.

A mesma tecnologia pode mover uma cadeira de rodas, afirmou Millan. “Assim que o movimento começa, o cérebro pode relaxar. De outra forma, a pessoa ficaria exausta rapidamente”, explicou.

Mas a tecnologia tem seus limites. Segundo o cientista, os sinais cerebrais podem ficar confusos se muitas pessoas estiverem em volta da cadeira de rodas, por exemplo. Além de dar mobilidade aos pacientes paraplégicos, equipamentos neuroprotéticos também poderiam ser utilizados para ajudar as pessoas a recuperar os sentidos, afirmou Millan.

A professora Stephanie Lacour e sua equipe desenvolveram uma “pele elétrica” para amputados. O invento consiste em uma luva equipada com sensores minúsculos, que enviariam informação ao sistema nervoso do usuário. Os estudiosos afirmam que esperam criar próteses que sejam tão móveis e sensíveis quanto a mão.

Outros cientistas de Lausanne trabalham atualmente na habilitação dos paraplégicos para voltar a andar com eletrodos implantados na coluna.

“Após um ano de treinamento com um ajudante robótico, nossos pacientes deverão caminhar sem o robô. Os eletrodos ficam implantados por toda a vida”, disse o professor Gregoire Courtine.

Ele revelou que também está desenvolvendo testes clínicos, e que espera conduzi-los no hospital universitário de Zurique no prazo de pelo menos um ano.

Cientistas do Japão, Áustria e Grã-Bretanha também provaram ser possível usar estímulos cerebrais e próteses para recuperar visão e movimentos de pacientes.

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