Chefão da droga preso no México
- 14 de setembro de 2012 |
- 9h25 |
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Categoria: América Latina, Narcotráfico
A Marinha mexicana prendeu ontem um dos mais procurados narcotraficantes do paÃs. Jorge “El Coss†Costilla era chefe do cartel do Golfo, um dos principais grupos criminosos do México. Para analistas, sua prisão é uma importante vitória para o presidente Felipe Calderón, a menos de três meses da posse do presidente eleito Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI).
El Coss foi apresentado à imprensa na manhã de ontem, quando a Marinha forneceu detalhes sobre a sua captura. Um funcionário do governo disse que o traficante de 41 anos não foi detido sem resistência em Tampico, no nordeste do paÃs, onde o cartel atua. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecia US$ 5 milhões por sua captura.
Analistas consideravam Costilla o terceiro homem mais perigoso do México. Além do chefe do tráfico, foram presos cinco de seus comandados diretos. Ex-policial, ele entrou no crime organizado nos anos 1990.
Na semana passada, a Marinha havia detido outro dirigente do cartel do Golfo, Mario Cárdenas, conhecido como El Gordo. As prisões mostram que o grupo está cada vez mais enfraquecido.
O cartel do Golfo já foi considerado um dos mais importantes do paÃs. Durante muito tempo, ele controlou o transporte de drogas na fronteira dos Estados Unidos com o Estado mexicano de Tamaulipas.
A guerra à s drogas promovida no paÃs desde 2006 por Calderón, do Partido da Ação Nacional (PAN), deixou mais de 60 mil vÃtimas fatais. Peña Nieto irá assumir a presidência do México no dia 1º de dezembro.
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Presidente terá minoria no Congresso
- 2 de julho de 2012 |
- 23h07 |
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Categoria: Mundo
Antes mesmo de assumir o poder, no dia 1.º de dezembro, Enrique Peña Nieto, eleito no domingo presidente do México com 38% dos votos, terá de provar na prática que sua legenda, o Partido Revolucionário Institucional (PRI), adaptou-se à democracia. Sem maioria no Congresso, ele terá de se aproximar da oposição.
Projeções indicam que o PRI perderá a maioria absoluta na Câmara dos Deputados, que detinha desde 2009, e não controlará o Senado. Por isso, o partido terá de fazer o que não se habituou entre 1929 e 2000, quando governou o paÃs, e precisará da oposição para concretizar seus planos de combate à violência, de reforma dos sistemas fiscal, trabalhista, de energia e de previdência social.
Conforme a consultoria Mitofsky, a coligação de Peña Nieto teria entre 221 e 249 lugares na Câmara, composta por 500 membros. No Senado, teria entre 58 e 61 cadeiras de um total de 128. Os números coincidem com estimativas de jornais locais.
Em 20 minutos de discurso Peña Nieto, de 45 anos, afirmou que “não haverá trégua para o narcotráficoâ€. Nas últimas semanas, ele rebateu acusações de que o PRI teria compactuado historicamente com os cartéis e, diante de escândalos recentes ligando governadores do partido a traficantes, continuaria com essa polÃtica.
“Nós nos dedicaremos a reduzir as mortes, as extorsões e os sequestros, que cresceram nos últimos anos.†Um dos compromissos de sua coligação com o Partido Verde é a prisão perpétua para sequestradores. Outros são “remédios para todosâ€, o “fim da pobreza†e do “sistema de cotas em colégios públicosâ€.
Depois de descartar a possibilidade de uma trégua com o crime organizado, ele garantiu a manutenção do Exército em Estados como Veracruz, Tamaulipas e Michoacán. Peña Nieto disse ainda que governará para todos e elogiou seus adversários – todos admitiram a derrota, exceto Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda, que, segundo o Instituto Federal Eleitoral, teve 31% dos votos. Obrador diz que aguarda o resultado oficial, pois seu partido teria “outros númerosâ€.
Em 2006, Obrador perdeu por 0,56% e negou-se a admitir a derrota para Felipe Calderón. Nas redes sociais na internet, integrantes do movimento Yosoy132, que há dois meses iniciou uma campanha contra Peña Nieto, prometeram fiscalizar o futuro governo.
“É provável que tenhamos uma mistura entre o velho PRI e o PRI moderno, que Peña Nieto promete. O partido não renovou suas práticas, mas hoje há uma sociedade capaz de exercer um controle maior que há 12 anosâ€, disse o cientista polÃtico José Antonio Crespo. Segundo ele, é provável que haja uma disputa interna entre a velha guarda, representada pelo presidente do partido, Pedro Coldwell, e a ala de Peña Nieto.
“Há escândalos envolvendo o PRI a todo o momento, não há razões para crer em mudança. O partido ganhou fazendo uso das mesmas estratégias de sempreâ€, disse o analista Sergio Aguayo, referindo-se a denúncias de compra de votos.
Rodrigo Cavalheiro
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Congresso, democracia, Enrique Peña Nieto, legenda, México, Presidente, PRI
Candidata vive crise no México
- 13 de maio de 2012 |
- 14h12 |
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Categoria: Mundo
LUIZ RAATZ
Primeira mulher com chance real de chegar à presidência do México, Josefina Vázquez Mota, do Partido Ação Nacional (PAN), enfrenta uma crise em sua campanha e agora luta para manter o segundo lugar nas pesquisas. Ela empata tecnicamente com o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.
Analistas apontam a falta de unidade no PAN, do presidente Felipe Calderón, como o principal motivo para a queda.
O favorito é Enrique Peña Nieto, do Partido da Revolução Institucional (PRI), que governou o México por mais de sete décadas, de 1929 a 2000.
“Houve muitos erros na estratégia de campanha. O PAN não conseguiu chegar a um acordo sobre uma mudança de rumoâ€, disse o cientista polÃtico Carlos Lugo, da Universidade Ibero-Americana. “O próprio presidente do PAN (Gustavo Madero) deixou a campanha de Josefina por discordâncias internas.â€
Vencedora nas primárias do PAN, Josefina também não conseguiu atrair o presidente Felipe Calderón, que apoiava a indicação de Ernesto Cordero para sua sucessão. O PAN governa o México desde o ano 2000, quando chegou ao poder com Vicente Fox.
“Calderón afastou-se da campanha e deixou Josefina praticamente sem apoioâ€, disse Lugo. “Nota-se claramente um confronto que afeta a campanhaâ€, disse.
O resultado se nota nos números. Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal El Universal, Peña Nieto lidera com 36,5% das intenções de voto. López Obrador tem 23,4% e Josefina, 22%. No México, não há segundo turno. As eleições estão marcadas para o dia 5.
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