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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
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Chefão da droga preso no México

Categoria: América Latina, Narcotráfico

A Marinha mexicana prendeu ontem um dos mais procurados narcotraficantes do país. Jorge “El Coss†Costilla era chefe do cartel do Golfo, um dos principais grupos criminosos do México. Para analistas, sua prisão é uma importante vitória para o presidente Felipe Calderón, a menos de três meses da posse do presidente eleito Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

El Coss foi apresentado à imprensa na manhã de ontem, quando a Marinha forneceu detalhes sobre a sua captura. Um funcionário do governo disse que o traficante de 41 anos não foi detido sem resistência em Tampico, no nordeste do país, onde o cartel atua. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecia US$ 5 milhões por sua captura.

Analistas consideravam Costilla o terceiro homem mais perigoso do México. Além do chefe do tráfico, foram presos cinco de seus comandados diretos. Ex-policial, ele entrou no crime organizado nos anos 1990.

Na semana passada, a Marinha havia detido outro dirigente do cartel do Golfo, Mario Cárdenas, conhecido como El Gordo. As prisões mostram que o grupo está cada vez mais enfraquecido.

O cartel do Golfo já foi considerado um dos mais importantes do país. Durante muito tempo, ele controlou o transporte de drogas na fronteira dos Estados Unidos com o Estado mexicano de Tamaulipas.

A guerra às drogas promovida no país desde 2006 por Calderón, do Partido da Ação Nacional (PAN), deixou mais de 60 mil vítimas fatais. Peña Nieto irá assumir a presidência do México no dia 1º de dezembro.

Candidata vive crise no México

Categoria: Mundo

LUIZ RAATZ

Primeira mulher com chance real de chegar à presidência do México, Josefina Vázquez Mota, do Partido Ação Nacional (PAN), enfrenta uma crise em sua campanha e agora luta para manter o segundo lugar nas pesquisas. Ela empata tecnicamente com o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.

Analistas apontam a falta de unidade no PAN, do presidente Felipe Calderón, como o principal motivo para a queda.

O favorito é Enrique Peña Nieto, do Partido da Revolução Institucional (PRI), que governou o México por mais de sete décadas, de 1929 a 2000.

“Houve muitos erros na estratégia de campanha. O PAN não conseguiu chegar a um acordo sobre uma mudança de rumoâ€, disse o cientista político Carlos Lugo, da Universidade Ibero-Americana. “O próprio presidente do PAN (Gustavo Madero) deixou a campanha de Josefina por discordâncias internas.â€

Vencedora nas primárias do PAN, Josefina também não conseguiu atrair o presidente Felipe Calderón, que apoiava a indicação de Ernesto Cordero para sua sucessão. O PAN governa o México desde o ano 2000, quando chegou ao poder com Vicente Fox.

“Calderón afastou-se da campanha e deixou Josefina praticamente sem apoioâ€, disse Lugo. “Nota-se claramente um confronto que afeta a campanhaâ€, disse.

O resultado se nota nos números. Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal El Universal, Peña Nieto lidera com 36,5% das intenções de voto. López Obrador tem 23,4% e Josefina, 22%. No México, não há segundo turno. As eleições estão marcadas para o dia 5.