Candidata vive crise no México
- 13 de maio de 2012 |
- 14h12 |
- Tweet este Post
Categoria: Mundo
LUIZ RAATZ
Primeira mulher com chance real de chegar à presidência do México, Josefina Vázquez Mota, do Partido Ação Nacional (PAN), enfrenta uma crise em sua campanha e agora luta para manter o segundo lugar nas pesquisas. Ela empata tecnicamente com o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.
Analistas apontam a falta de unidade no PAN, do presidente Felipe Calderón, como o principal motivo para a queda.
O favorito é Enrique Peña Nieto, do Partido da Revolução Institucional (PRI), que governou o México por mais de sete décadas, de 1929 a 2000.
“Houve muitos erros na estratégia de campanha. O PAN não conseguiu chegar a um acordo sobre uma mudança de rumo”, disse o cientista político Carlos Lugo, da Universidade Ibero-Americana. “O próprio presidente do PAN (Gustavo Madero) deixou a campanha de Josefina por discordâncias internas.”
Vencedora nas primárias do PAN, Josefina também não conseguiu atrair o presidente Felipe Calderón, que apoiava a indicação de Ernesto Cordero para sua sucessão. O PAN governa o México desde o ano 2000, quando chegou ao poder com Vicente Fox.
“Calderón afastou-se da campanha e deixou Josefina praticamente sem apoio”, disse Lugo. “Nota-se claramente um confronto que afeta a campanha”, disse.
O resultado se nota nos números. Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal El Universal, Peña Nieto lidera com 36,5% das intenções de voto. López Obrador tem 23,4% e Josefina, 22%. No México, não há segundo turno. As eleições estão marcadas para o dia 5.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Andrés Manuel López Obrador, Carlos Lugo, cientista político, Enrique Peña Nieto, Ernesto Cordero, Felipe Calderón, Gustavo Madero, Josefina Vázquez Mota, Luiz Raatz, México, mulher, PAN, Partido Ação Nacional, Partido da Revolução Institucional, presidência do México, presidente do PAN, presidente Felipe Calderón, PRI, Universidade Ibero-Americana, Vicente Fox

