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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Candidata vive crise no México

Categoria: Mundo

LUIZ RAATZ

Primeira mulher com chance real de chegar à presidência do México, Josefina Vázquez Mota, do Partido Ação Nacional (PAN), enfrenta uma crise em sua campanha e agora luta para manter o segundo lugar nas pesquisas. Ela empata tecnicamente com o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.

Analistas apontam a falta de unidade no PAN, do presidente Felipe Calderón, como o principal motivo para a queda.

O favorito é Enrique Peña Nieto, do Partido da Revolução Institucional (PRI), que governou o México por mais de sete décadas, de 1929 a 2000.

“Houve muitos erros na estratégia de campanha. O PAN não conseguiu chegar a um acordo sobre uma mudança de rumo”, disse o cientista político Carlos Lugo, da Universidade Ibero-Americana. “O próprio presidente do PAN (Gustavo Madero) deixou a campanha de Josefina por discordâncias internas.”

Vencedora nas primárias do PAN, Josefina também não conseguiu atrair o presidente Felipe Calderón, que apoiava a indicação de Ernesto Cordero para sua sucessão. O PAN governa o México desde o ano 2000, quando chegou ao poder com Vicente Fox.

“Calderón afastou-se da campanha e deixou Josefina praticamente sem apoio”, disse Lugo. “Nota-se claramente um confronto que afeta a campanha”, disse.

O resultado se nota nos números. Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal El Universal, Peña Nieto lidera com 36,5% das intenções de voto. López Obrador tem 23,4% e Josefina, 22%. No México, não há segundo turno. As eleições estão marcadas para o dia 5.