Povo vota em opositor para Hugo Chávez
- 12 de fevereiro de 2012 |
- 22h30 |
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Categoria: Mundo
Lourival Sant’Anna
Caracas – Boa parte dos eleitores venezuelanos desafiou neste domingo, 12, o presidente Hugo Chávez e saiu para votar nas prévias que definem o candidato único da oposição que o enfrentará na eleição presidencial de outubro. Como era esperado, as filas foram maiores nos bairros de classe média, mas mesmo em áreas mais pobres e antigos redutos chavistas houve participação expressiva de eleitores.
O fechamento das seções foi prorrogado em 1 hora, até as 17 horas locais (19h30 em Brasília), porque ainda havia filas. “Em todo o país, o povo saiu para votar, superando as expectativas que tínhamos”, disse Teresa Albanes, presidente da Comissão Eleitoral de Primárias da Mesa da Unidade Democrática, a frente oposicionista, que reúne cinco candidatos a presidente. Além deles, disputaram as primárias também candidatos a governadores e a prefeitos para as eleições regionais marcadas para novembro. No total, foram escolhidos candidatos para 268 cargos.
O dia transcorreu com tranquilidade. As primárias tiveram o respaldo do Conselho Nacional Eleitoral, que forneceu as listas de eleitores e alugou as urnas eletrônicas, e das Forças Armadas, que mobilizaram 90 mil homens para garantir a ordem. Apenas queixas localizadas de irregularidades, como propaganda nas seções eleitorais, foram registradas. “A Comissão está satisfeita com o andamento do processo”, declarou Teresa.
Os resultados deveriam sair no fim da noite de ontem, no horário de Brasília. O favorito para a candidatura presidencial, segundo as pesquisas, era o governador de Miranda, Henrique Capriles Radonski, de 39 anos, que se define como alguém em busca da reconciliação, num país profundamente polarizado entre pró e antichavistas.
As pesquisas colocavam Capriles cerca de 20 pontos porcentuais à frente do segundo colocado, Pablo Pérez, de 42 anos, governador de Zulia, também definido como de centro-esquerda. Concorriam ainda a deputada María Corina Machado, o ex-senador e ex-chavista Pablo Medina e o diplomata Diego Arria.
Tão importante quanto o resultado, para a oposição, era o comparecimento. Todos os 18 milhões de eleitores venezuelanos podiam votar. Nas últimas eleições, para a Assembleia Nacional, em 2010, o país se mostrou dividido praticamente ao meio, com vitória por 51% a 49% para a oposição, que, mesmo assim, ficou em minoria no Parlamento, por causa do sistema proporcional de divisão por Estados.
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