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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Igreja veta confissão por iPhone

Categoria: Mundo

(Foto: Tony Gentile/Reuters)

O Vaticano atacou a utilização de um novo aplicativo para o iPhone, que ajuda fiéis a se confessar. Segundo a Santa Sé, ele nunca poderá substituir o diálogo pessoal com um padre. O fabricante alega que deseja orientar e incentivar os católicos a buscar a Igreja.

O programa, chamado “Confissão”, foi colocado à venda semana passada, pela loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (o equivalente a R$ 3,32). O aplicativo foi aprovado por representantes da Igreja Católica nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.

Mas, em entrevista à BBC, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que o novo programa não serve como substituto para a confissão dos pecados a um sacerdote, como há séculos é feito pelos fiéis.

Segundo ele, no passado era comum que os católicos se preparassem para a confissão, escrevendo sobre seus pecados e seus pensamentos, e é natural que na era digital eles substituam a escrita em papel por recursos de informática, como o aplicativo.

O comentário de Lombardi vem em um momento em que a prática da confissão entre os católicos está em queda.

O aplicativo guia os usuários no sacramento da confissão e permite que o fiel mantenha um registro de seus pecados. Também facilita que eles façam um exame de consciência com base em fatores como idade, sexo e estado civil – mas afirma que não tem objetivo de substituir a confissão.

De acordo com o fabricante do programa, a Little iApps, em vez de tomar o lugar do sacramento inteiramente, o aplicativo busca incentivar usuários a compreender suas ações e então buscar um padre para obter absolvição.

“Nosso desejo é convidar católicos a se envolver com sua fé por meio da tecnologia digital”, afirmou Patrick Leinen, criador do “Confissão.”

O lançamento foi feito logo após o papa Bento XVI ter exortado os católicos a usarem a comunicação digital e mostrarem-se presentes online.

Os criadores do aplicativo disseram também ter levado em conta as palavras do pontífice enquanto preparavam a ferramenta para consumo público.

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