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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Construções de arranha-céus podem prenunciar crises econômicas

Categoria: Mundo

A construção de arranha-céus pode ser sinal de que uma crise econômica se próxima, segundo analistas do banco de investimentos Barclays Capital.

“Geralmente, o edifício mais alto do mundo é mais um de uma série de construções de arranha-céus, refletindo um deslocamento errôneo de capital”, disseram analistas na versão de 2012 do índice de arranha-céus do Barclays Capital, publicado desde 1999.

O levantamento aponta que a intensa atividade econômica em torno da construção de arranha-céus (prédios acima de 240 metros de altura) coincide com crédito fácil, alta nos preços de terrenos e otimismo excessivo. Mas, muitas vezes, quando a construção dos edifícios termina, a economia já entrou em recessão.

O índice dá como exemplos o Empire State, erguido em Nova York, EUA, enquanto a Grande Depressão da década de 30 se formava, e o atual maior edifício do mundo, o Burj Khalifa, inaugurado pouco antes de a economia de Dubai enfrentar sérias dificuldades.

O relatório do banco destaca ainda que o primeiro arranha-céu, o Equitable Life, construído em Nova York em 1873, coincidiu com uma recessão de cinco anos.

De acordo com as conclusões do índice, China e Índia podem ser os próximos países com problemas econômicos. O banco afirma que a China é hoje o país que mais ergue arranha-céus, respondendo por 53% das construções dos prédios mais altos do mundo. A Índia tem atualmente em construção 14 arranha-céus.

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