Agricultores no Paraguai pedem “justiça e terra”
- 25 de junho de 2012 |
- 23h10 |
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Categoria: Mundo
Parentes dos camponeses mortos no confronto com a polícia no dia 15 – que deixaram 17 mortos e levaram à queda do presidente Fernando Lugo – pedem “justiça e terra”. No Paraguai, 80% das terras cultiváveis pertencem a apenas 2% da população.
Martina Paredes, de 33 anos, perdeu dois irmãos na desocupação da fazenda de 2 mil hectares – que é de um rico empresário local. Seus dois irmãos, de 25 e 28 anos, eram boias-frias e ganhavam o equivalente a R$ 405 por mês, trabalhando todos os dias. “Meu pai tem dez hectares. Somos 11 pessoas para viver da lavoura.”
A queda de Lugo, considerado próximo dos pobres, é o fim da esperança de uma reforma agrária?
“De toda forma, ele não tinha apoio no Parlamento para cumprir suas promessas”, responde Dario Acosta, agricultor de 50 anos, que, agora, teme as consequências internacionais do impeachment, qualificado de “golpe de Estado” por países vizinhos.
“Se houver sanções, quem vai pagar são os pequenos agricultores”. No país de 6,5 milhões de habitantes, o setor responde por 25% do PIB, estima Acosta.
Fazenda de brasileiros
Uma fazenda pertencente a dois brasileiros tornou-se o primeiro terreno a ser ocupado por sem-terra no Paraguai após o impeachment de Fernando Lugo, na sexta-feira, informou ontem o jornal paraguaio Última Hora, em sua versão eletrônica.
A fazenda conhecida como Ex-La Reina, de 1.982 hectares e situada no distrito de Capiibary, pertence aos brasileiros Clóvis Vieira e Troiler Omar. Um total de 90 famílias de sem-terra teriam ocupado o terreno dos dois brasileiros que tem plantações de milho e de soja.
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