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Domingo, 27 de Maio de 2012
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Acidente de trem mata 49

Categoria: Mundo

(Foto: Julio Sanders/Reuters) Maior parte das mortes ocorreu no primeiro e segundo vagão

No  maior acidente ferroviário de Buenos Aires em 60 anos, um trem da linha Sarmiento colidiu contra a barreira do fim dos trilhos da estação de Once e descarrilou, causando 49 mortes e deixando outros 675 feridos.

A velha locomotiva que puxava dez vagões Toshiba dos anos 60 transformou-se numa massa amorfa de metal. Voluntários, bombeiros e policiais tentavam, horas depois do acidente, remover passageiros das ferragens.

Um dos mortos era uma criança. A maior parte das mortes ocorreu no primeiro e no segundo vagão – que, segundo depoimentos, “entrou” seis metros no primeiro.

O porta-voz da Polícia Federal argentina, Fernando Sostre, disse ao  JT que outras 675 pessoas ficaram feridas – 40 em estado grave.

Segundo o secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, “o trem estava freando, mas não sabemos o que ocorreu nos últimos 40 metros”. “O maquinista (que sobreviveu) tem impecável histórico de trabalho e estava descansado. A máquina entrou na estação a 26 quilômetros por hora – algumas outras fontes tivessem estimado a velocidade de 45 km/h).”

O secretário – que se recusou a falar com jornalistas – pôs a culpa da gravidade do acidente “no costume que os argentinos têm de viajar nos dois primeiros vagões, para poder descer rápido.”

A ex-candidata presidencial e deputada Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, de oposição, criticou o governo: “Esta tragédia é o resultado da corrupção dos ministros da presidente Cristina Kirchner que protegem empresários inescrupulosos. E além disso, é culpa dos juízes, que não investigam esses delitos. Esses grupos destruíram o sistema ferroviário argentino”.

A companhia que controla a linha Sarmiento é a TBA, comandada por Cláudio Cirigliano, integrante de uma família de empresários que prosperou durante o governo de Carlos Menem (1989-1999) e consolidou seu poder no governo Kirchner.

Rubén Sobrero, líder do sindicato dos ferroviários, criticou o governo e as empresas de trens pelo péssimo estado do sistema.

Ao longo do último ano os sucateados trens portenhos sofreram cinco acidentes graves, dois deles com mortes. No total, esses acidentes acumularam 780 feridos, além de 15 mortos. A linha Sarmiento transporta 9 milhões de pessoas por mês.

Ariel Palacios,
de Buenos Aires

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