Chávez nega oportunismo polÃtico
- 31 de julho de 2012 |
- 23h03 |
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Quatro presidentes anunciaram ontem em BrasÃlia que o Mercosul agora tem cinco integrantes. Questionado sobre o peso da ausência do Paraguai na ampliação, o lÃder do mais novo membro do bloco, Hugo Chávez, disse que não houve oportunismo polÃtico no ingresso venezuelano.
O paÃs passou a integrar o grupo só depois da suspensão paraguaia, sob alegação de que o impeachment do presidente Fernando Lugo, há 40 dias, contrariou uma cláusula democrática do bloco. Questionado pela reportagem se a Venezuela não havia aproveitado uma brecha para ingressar no Mercosul, Chávez respondeu: “De maneira nenhuma. Suponha que, em um jogo de futebol, suspenderam o Pelé por uma falta e deram-lhe cartão vermelho. E aà o Brasil não pode marcar os gols necessários para ganhar uma partida. E alguém diz, ‘Mas o Pelé não jogou’. Bom, o Pelé estava suspenso. O Paraguai está suspenso, não é parte do Mercosul agoraâ€, disse.
Em um encontro fechado de quase duas horas, a presidente Dilma Rousseff e seus colegas do Uruguai, José Mujica, da Venezuela, Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner, discutiram os próximos passos da integração venezuelana e a situação paraguaia. Dilma aproveitou para reforçar sua intenção de ampliar cada vez mais o Mercosul – uma ideia que ganhou apoio explÃcito de José Mujica.
Apesar dos empecilhos jurÃdicos, Dilma quer discutir uma forma de atrair novos membros fortes para o Mercosul, de olho especialmente em Colômbia, Chile e Peru. Os três trariam mais de US$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto do bloco. No entanto, todos têm hoje acordos de livre comércio com os EUA, o que impede sua entrada no Mercosul.
Para o Itamaraty, juridicamente, essa mudança é impossÃvel. Entre os presidentes, no entanto, essa impossibilidade não é tão categórica. Em seus discursos, a entrada venezuelana foi tratada como uma questão de sobrevivência econômica do bloco – dando a entender que ocorreria de qualquer forma, e não é consequência direta da suspensão paraguaia.
“O que não cresce, perece. Estamos obrigados a buscar uma incidência maior do que a de hojeâ€, defendeu o presidente uruguaio. “Há tempos desejamos um Mercosul ampliado em suas fronteiras e com capacidades acrescidasâ€, acrescentou Dilma. “Foi com esse propósito que assinamos, em 2006, o Protocolo de Adesão da Venezuela ao blocoâ€, completou a presidente brasileira.
Os candidatos hoje a uma vaga no Mercosul são BolÃvia, Equador, Suriname e Guiana. Juntos, as quatro nações acrescentariam apenas US$ 200 bilhões ao PIB do Mercosul. Já o Paraguai deverá voltar ao bloco apenas em julho de 2013, depois das eleições de abril. Sem os paraguaios, em dezembro, assumirá a presidência novamente o Uruguai e, em julho, a Venezuela.
Lisandra Paraguassu, Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura
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BrasÃlia, Hugo Chávez, integrantes, lÃder, Mercosul, Paraguai, presidentes
Governo cria serviço contra união arranjada
- 30 de julho de 2012 |
- 23h04 |
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Os casamentos “arranjadosâ€, tradicionais na cultura indiana, estão sendo combatidos pelo governo, que inaugurou abrigos monitorados pela polÃcia para receber casais interessados na união pelo sentimento. Ainda não há o número exato de instituições que abrigam os casais “love marriage†(casamento por amor), de acordo com reportagem da BBC.
Na Ãndia, as famÃlias mais conservadoras ainda combinam casamentos. A tradição proÃbe, por exemplo, relacionamentos entre pessoas da mesma vila, de casta ou religião diferentes e dentro da mesma gotra (a famÃlia do pai).
“A tradição dos casamentos arranjados está ligada ao fato da mulher estar sempre ‘sob tutela’ de um ‘guardião’â€, afirmou o sociólogo Prem Chowdhury. “Quando criança, ela está sob responsabilidade do pai, e como mulher, do maridoâ€, completou.
Mas os costumes indianos estão sendo alterados, principalmente, pela tecnologia. “Tudo está mudando. A cultura estrangeira, TV, telefones celulares, estão mudando a cultura indiana. O pyar ka bhoot (“fantasma do amorâ€, em tradução livre) está crescendo por aquiâ€, disse Parvin Kumari, uma policial que trabalha em um dos novos abrigos para casais apaixonados e fugitivos.
Krishna, de 19 anos, e Sonu, de 22 anos, foram recebidos no abrigo do Estado de Haryana. Ele, barbeiro, fugiu com a namorada após descobrir que a famÃlia de Krishna pretendia casá-la com um homem rico. No inÃcio do mês, o casal oficializou o casamento. Segundo Krishna, fugir foi a única opção.
“É muito fácil conseguir uma arma. Na minha vila, armas são usadas até mesmo em brigas corriqueiras. Matar alguém nunca é algo difÃcilâ€, afirmou. No ano passado, mais de 200 casais procuraram abrigo em Haryana, segundo o governo indiano.
Um exemplo do impacto da tecnologia nas relações afetivas na Ãndia é o casal Shallu, de 22 anos, e Subhas, de 27. Eles moravam a 120 quilômetros de distância, mas se conheceram por uma rede social. “Quando meus pais descobriram, tiraram meu celularâ€, contou Shallu. “Eles me disseram: ‘nós vamos encontrar um garoto rico e bonito para você’. E eu respondi: ‘eu não quero ninguém. Só quero casar com o meu namorado’â€, disse Shallu.
Os dois foram obrigados a fugir para casar. Hoje, eles vivem em um abrigo mantido pelo governo e dividem espaço com Harjinder e Navjot, que também “violaram†a tradição por casar com alguém da mesma vila. “Minha famÃlia disse que eu não poderia casar com uma garota da mesma vila. Nós deverÃamos viver como irmãos. Se apaixonar é um escândaloâ€, afirmou Harjinder.
Já Keval e Himani ignoraram a diferença de castas para casar. Eles se conheceram em uma viagem de trem e depois de dois meses, resolveram fugir para consolidar a união. Para Chandra Bhan Prasad, escritora indiana, os casamentos por sentimento irão condenar o sistema de castas.
“A globalização, capitalismo, consumismo, industrialização, urbanização e o amor tornarão o sistema (de castas) obsoletoâ€, afirmou. De acordo com ela, as castas também são ameaçadas pelo número de profissões sem “casta associadaâ€.
Um estudo da Universidade da Pensilvânia mostrou que num shopping de Nova Deli, 60% dos varredores não são “dalitsâ€â€“ casta mais baixa na tradição indiana e responsável por trabalhos de limpeza.
‘Um prego no caixão de Assad’
- 29 de julho de 2012 |
- 23h40 |
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ANDREI NETTO
Enviado especial a Marea, SÃria
No segundo dia de bombardeio do regime sÃrio a Alepo, segunda mais importante cidade do paÃs, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, afirmou que a ofensiva representa “um prego no caixão de Assadâ€. O principal alvo de helicópteros e tanques foi o bairro rebelde de Salahedine. Pelo menos 60 pessoas morreram nos combates, entre os quais 24 civis, 9 rebeldes e 19 militares, em Al-hasaka, Homs, Deraa e Idlib.
Sem dar indicações de que apoia uma intervenção militar, Panetta comentou a ofensiva iniciada no sábado por Assad em Alepo, polo econômico do paÃs. Disse que a ação é “um trágico ataque contra seu próprio povoâ€. “Isso será o prego no caixão de Assadâ€, completou Panetta, no avião com o qual começou ontem uma viagem de cinco dias por TunÃsia, Egito, Israel e Jordânia. O principal tema será a situação sÃria.
A ofensiva a Alepo, considerada determinante por ambos os lados, não abalou o domÃnio dos insurgentes sobre diversas regiões da cidade. Combates e atividade de atiradores de elite foram registrados na capital e em vilarejos da ProvÃncia de Alepo, em Al-Farkan, Manbaj e em Talahran, segundo o Observatório SÃrio de Direitos Humanos.
Em Alepo, os enfrentamentos deixaram seis rebeldes mortos. No inÃcio da manhã, os bombardeios se concentraram na região sudoeste da cidade, em Salahedine, mas também em Bab al-Nasr e Bab al-Hadid, dois bairros nas imediações da cidadela, sÃtio histórico tombado. No sábado, primeiro dia da ofensiva, os rebeldes dizem ter destruÃdo nove tanques, freando a invasão por terra, que veio acompanhada de ataques por helicópteros e pelo monitoramento por caças.
Ontem, a intensidade do combate caiu. De acordo com Yasser A., um dos coordenadores da resistência na vizinha Marea, a decisão de parar a ofensiva por algumas horas não significa que a batalha esteja encerrada – pelo contrário. “Parar o bombardeio pode ser só uma forma de dar um tempo para a população civil para fugir. Eles fizeram isso em Homs e outras cidades quando atacaram.â€
Centenas de famÃlias continuaram a abandonar Alepo, temendo o agravamento – mais de 500 mil habitantes já teriam se refugiado no interior ou nos paÃses vizinhos.
Em uma reunião com autoridades do Irã, o chanceler sÃrio, Wallid Mouallem, afirmou que as forças leais ao regime de Assad vão dominar a cidade. “Todas as forças contrárias à SÃria se reuniram em Alepo para lutar contra o governo e elas serão sem dúvida vencidasâ€, disse ele, acusando os governos do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia de “impedir o fim dos enfrentamentosâ€. “A SÃria é alvo de um complô mundial.â€
Em outras cidades “liberadas†da ProvÃncia de Alepo, a convicção é contrária. Em Marea, 40 km ao norte da capital regional, onde à noite rebeldes manifestaram-se em uma praça, as forças do regime se refugiam em um quartel e jovens ativistas jogam futebol à noite sem ser importunados.
Na cidade, a confiança é grande de que será possÃvel manter o controle da metrópole econômica da SÃria. “Talvez tenha havido um choque em Salahadine, mas várias outras áreas seguem sob o controle dos rebeldesâ€, disse Luai Al-Najar, estudante de 22 anos. “É apenas uma questão de tempo. O mais forte grupo do Exército Livre da SÃria (ELS) está em Alepo neste momento. Creio que é possÃvel vencer.†:: Com AP
Arqueólogos acham sutiãs do século 15
- 28 de julho de 2012 |
- 23h40 |
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Categoria: História
 Durante anos, a invenção dos sutiãs de bojo anatômicos era atribuÃda ao século 19. No entanto, ao escavarem em um castelo na Ãustria, arqueólogos encontraram quatro peças de 600 anos atrás. A descoberta pode mudar a história da roupa Ãntima feminina.
Apesar dos primeiros sutiãs terem sido confeccionados em massa há aproximadamente um século, promovendo o rápido declÃnio do espartilho, os historiadores não sabem dizer ao certo quando a peça foi inventada.
Um bom indÃcio, que pode comprovar que o sutiã é uma peça ainda mais antiga no guarda-roupas das mulheres do que o imaginado hoje, foi encontrado por arqueólogos da Universidade de Innsbruck, na Ãustria. “Até agora não havia nada para indicar a existência de sutiãs com bojos claramente visÃveis antes do século 19â€, afirmou Beatrix Nutz, arqueóloga da universidade, à revista Der Spiegel. “E hoje apresentamos quatro peças com bojos distintos produzidas no século 15â€, completou.
As peças foram localizadas dentro de um baú com 2.700 fragmentos têxteis. O material foi recolhido durante uma investigação arqueológica no castelo de Lengberg, na região do Tyrol do Leste. A edificação será reconstruÃda – as obras começaram em 2008.
Apesar dos sutiãs terem sido descobertos há quatro anos, a novidade só foi divulgada no último dia 22. De acordo com os pesquisadores, das quatro peças encontradas, duas estavam muito fragmentadas e são descritas como “um conjunto de sutiã e camisetaâ€, sem mangas, mas com laços de renda abaixo dos seios para “promover maior suporteâ€.
O terceiro, que é decorado de forma elaborada, “parece muito mais com um sutiã modernoâ€, com alças sobre os ombros e indicações de que era amarrado nas costas. Já a quarta peça “realmente parece um sutiã modernoâ€, como bojos “feitos de dois pedaços de tecidos costurados verticalmenteâ€, descreveu Beatrix.
De acordo com a arqueóloga, fontes medievais que possam confirmar a existência de peças com bojos são difÃceis de serem encontradas. “Algumas fontes se referem a ‘sacolas para seios’ ou ‘camisas com sacolas’. Outras mencionam faixas para o peito ‘para apertar seios de tamanho excessivo’.â€
A descoberta intrigou até mesmo os pesquisadores. “Nem mesmo nós acreditamos inicialmente. Achávamos impossÃvel que algo assim pudesse já ter sido usado na Idade Média.†Antes, a roupa Ãntima feminina descrita por livros de história eram peças confeccionadas em linho sem qualquer semelhança com os modelos atuais.
Exames com radiocaborno nas amostras, para determinar a idade dos fragmentos têxteis, confirmaram que as peças de Lengberg foram usadas entre 1440 e 1485.
Outras peças foram encontradas no mesmo cofre, como camisas de linho com gola plissada e uma cueca. “Não vamos conseguir dizer o que era cada coisa, mas vamos reconstruir pelo menos 20 peçasâ€, disse Beatrix. ::
Córdoba fecha todos os bordéis
- 27 de julho de 2012 |
- 23h03 |
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Categoria: Mundo
Após decretar o fechamento de todos os prostÃbulos da região, o governo da provÃncia argentina de Córdoba está oferecendo à s prostitutas passagens de ônibus ou avião para que retornem a seus lugares de origem. A nova lei foi anunciada no inÃcio da semana como uma tentativa de combate ao tráfico de pessoas, segundo o governador José Manuel de la Sota.
A medida, porém, gerou polêmica entre especialistas e representantes das profissionais do sexo. MarÃa Amelia Chiofalo, secretária de Prevenção de Tráfico de Pessoas de Córdoba, afirmou em entrevista à BBC Brasil, que além das passagens, o governo também está oferecendo ajuda psicológica e econômica para as mulheres que desejam continuar morando na provÃncia.
“Primeiro nós oferecemos abrigo em albergues ou hotéis. Também falamos da possibilidade de um subsÃdio e trabalhoâ€, disse MarÃa ao site do jornal argentino La Voz del Interior. Segundo a secretária, o desejo de retornar para casa é manifestado pelas próprias mulheres.
“Muitas mulheres são de outras provÃncias, outras de paÃses diferentes, como Paraguai e República Dominicana. Algumas querem voltar para casa e, nesse caso, poderão contar com a nossa ajudaâ€, completou MarÃa.
Desde que a nova lei foi sancionada, 156 prostÃbulos foram fechados e 120 mulheres “resgatadasâ€, disse o governo. Não está claro, no entanto, quantas eram vÃtimas de exploração. “O objetivo da legislação é combater a escravidão, a exploração sexual e a prostituição que envolva um cafetãoâ€, afirmou MarÃa. “Por medo, muitas não assumiam que eram vÃtimas de exploraçãoâ€, completou.
Opiniões
Apenas a prostituição “exercida individualmente†– sem intermediários – está liberada em Córdoba. Mesmo assim, representantes das prostitutas afirmam que a nova lei fere o direito da categoria. “A medida não respeita o trabalho das trabalhadoras sexuais. E por mais que queiram nos esconder, vamos sair buscando nosso pão de cada diaâ€, divulgou a Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina (AMMAR) em comunicado à imprensa.
Em seu site, a associação disse ainda “ser contra o fechamento indiscriminado dos locais de diversão noturna por não resolver a questão da escravidão sexualâ€. Já para Viviana Caminos, da organização não governamental Rede Contra o Tráfico e Exploração Sexual (Ratt, na sigla em inglês), a nova lei é benéfica.
“Achei a lei uma boa ideia. Mas essa medida será limitada se não incluir a reinserção social das vÃtimas quando elas retornarem aos seus lugares de origem.†O governo não especificou se as mulheres que aceitam retornar para casa receberão algum acompanhamento.
Porém, MarÃa garantiu que a iniciativa virou um modelo para outras regiões da Argentina. “Várias provÃncias estão interessadas na nossa iniciativa.†A nova lei também prevê a inclusão da educação sexual no cronograma do ensino primário e secundário das escolas de Córdoba.
“Nosso projeto inclui ensinar sobre a exploração sexual para que os estudantes, no futuro, não sejam clientes dos prostÃbulos. Assim, eles não irão estimular a escravidão sexualâ€, disse MarÃa. Embora a exploração sexual seja considerada um crime federal na Argentina, a legislação de Córdoba complementou a lei estipulando até 60 dias de prisão para quem favorecer a prostituição.
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Civis fogem de cidade e rebeldes aguardam ofensiva
- 26 de julho de 2012 |
- 23h02 |
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Categoria: Mundo
Alepo, a grande metrópole do norte da SÃria, é uma cidade fantasma. No intervalo de 6 dias, desde o inÃcio do levante na região, mais de 500 mil habitantes deixaram o segundo centro econômico do paÃs em busca de refúgio dentro ou fora da SÃria. A razão do êxodo é o confronto que se prepara.
À espera da ofensiva das tropas de Bashar Assad, que se concentram nas imediações de Idlib, cerca de 15 mil insurgentes estão prontos para participar do que consideram ser a “grande batalha†para derrubar o regime.
A reportagem cruzou ontem a fronteira com a Turquia e ingressou no epicentro da guerra civil sÃria.
Pelo menos por ora, o norte da SÃria é um território dominado pelos rebeldes. As tropas de Assad ainda controlam alguns postos de fronteira e estariam concentradas no planalto de Jabal al-Zawiya, mas ontem não avançaram. Houve bombardeios esporádicos e distantes, mas o silêncio predominava na maior parte do tempo.
A iluminação pública e o fornecimento de água continuavam a funcionar. Os sinais de que a guerra está em curso só estão nos limites do perÃmetro urbano, onde a reportagem encontrou nove ônibus incendiados e usados para bloquear os acessos à cidade. Dali em diante, a presença de rebeldes era ostensiva, em especial no arredores de uma escola transformada em QG da oposição.
No colégio, os insurgentes preparam – sem o apoio do Exército SÃrio Livre (ESL) – sua estratégia para a batalha pelo centro de Alepo, nas imediações da cidadela histórica, um confronto que pode começar a qualquer momento. Segundo Abdel-Qader al-Saleh, um dos dois comandantes revolucionários, 60% da cidade está em poder da oposição.
“Quando tomarmos Alepo, o regime vai cairâ€, disse al-Saleh. A convicção é compartilhada por outro comandante, Hussein Assaf. “Alepo foi a última grande cidade a se juntar à revolução, uma surpresa para o regime. Se conquistarmos a cidade, dominaremos uma parte importante da economia e da fronteira.â€
Pelos cálculos dos rebeldes, tropas fiéis a Assad têm 83 tanques estacionados no sudoeste, nas imediações do aeroporto local. Além disso, o regime tem enviado aviões de MiG-21 e helicópteros à região. Nada disso parece abalar o ânimo dos rebeldes, que, na madrugada de quarta para quinta-feira, teriam destruÃdo sete blindados.
Em lugar de manifestar seu apoio incondicional aos rebeldes, a população de Alepo tenta se manter à margem do conflito. Durante o dia, a trégua nos combates acelerou o movimento de fuga. Nas estradas, caminhonetes apinhadas de moradores, móveis e eletrônicos rumavam para vilarejos do interior e para a fronteira com a Turquia.
Andrei Netto
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Viúvas exigem homenagem à s vÃtimas de 72
- 25 de julho de 2012 |
- 23h03 |
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Categoria: Mundo
Ankie Spitzer estava com o marido, o treinador de esgrima Andrei Spitzer, quando ele e 10 atletas da delegação israelense foram feitos reféns e em seguida mortos por um grupo terrorista na OlimpÃada de Munique, na Alemanha, em 1972.
Ontem, quarenta anos depois, ela fez um apelo ao Comitê OlÃmpico Internacional (COI), em Londres, para que preste homenagem à s vÃtimas. A viúva entregou ao COI uma petição com 105 mil assinaturas por um minuto de silêncio durante a cerimônia de abertura dos Jogos, o que já havia sido descartado pelo presidente da entidade, Jacques Rogge.
Ao lado de outra viúva, Illana Romano, que perdeu no ataque o halterofilista Yosef Romano, Ankie fará uma campanha para que o público presente na cerimônia de abertura se levante e fique em silêncio por um minuto à revelia da decisão do COI, caso a recusa seja mantida.
“Ao rejeitarem este gesto, estão ferindo a memória dos que morreram. Meu marido morreu em solo olÃmpico e merece as mesmas honras que qualquer outro atleta olÃmpicoâ€, disse Ilana. Na última segunda-feira, Rogge prestou homenagem aos 11 atletas em uma cerimônia na Vila OlÃmpica, com a presença de Sebastian Coe, presidente do comitê organizador da OlimpÃada de Londres, e o prefeito da cidade, Boris Johnson.
Ankie afirmou que o ato foi feito para evitar mais crÃticas da comunidade internacional e acusa Rogge de discriminar judeus. “Não queremos que faça qualquer coisa, mas a coisa certa. Homenagens foram realizadas durante a cerimônia de abertura do Jogos no passado a atletas mortos em outras ocasiões, então, por que não agora? A cada evento eles nos dão uma desculpa diferente. Quarenta anos e tantos pedidos depois, eu só posso chegar a uma conclusão: discriminação.â€
O argumento do COI é de que a OlimpÃada não é palco para a polÃtica. A entidade, no entanto, teve de lidar com casos como a proibição por parte do governo britânico da presença do presidente da SÃria, Bashar Assad, e do Zimbábue, Robert Mugabe. Dois dias antes do inÃcio dos Jogos a tensão paira sobre o Parque OlÃmpico.
“O atentado foi motivado por uma questão polÃtica, mas nós não somos polÃticos, somos viúvas que eram parte da famÃlia olÃmpicaâ€, disse Ankie. Andrei chegou a treiná-la na equipe olÃmpica israelense – foi como eles se conheceram.
A primeira filha do casal, Anouk, nasceu semanas antes da tragédia. Os atletas foram tomados reféns por membros de um grupo terrorista palestino denominado Setembro Negro. “Eu tinha 26 anos quando viajamos para a OlimpÃada, eu ainda me lembro da excitação dele, mas dias depois o levei de volta para casa em um caixão. Quanto tempo mais terei de esperar para ter a memória dele e de seus amigos lembrada?â€, disse Ankie.
O prefeito de Londres, Boris Johnson, inaugurou no último domingo uma placa nas proximidades da Vila OlÃmpica em homenagem aos mortos em Munique. Para as famÃlia, nada disso é suficiente. Elas exigem que a homenagem seja oficial e feita durante a abertura dos Jogos. Os apelos têm o apoio do presidente Barack Obama, dos EUA, e outros chefes de Estado.
Adriana Carranca
Na Inglaterra, homem é alérgico à tecnologia
- 24 de julho de 2012 |
- 23h02 |
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Categoria: Mundo
Uma condição rara de saúde obrigou o ex-técnico em informática Phil Inkley, de 36 anos, a viver isolado numa floresta em Hampshire, na Inglaterra. Celulares, redes Wi-Fi, antenas de telefonia e micro-ondas são capazes de provocar náuseas, desmaios, sangramentos nasais e dores de cabeça no britânico.
Inkley sofre de hipersensibilidade eletromagnética (EHS, na sigla em inglês). O distúrbio, também chamado de alergia a tecnologia, é considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Suportar a vida moderna se tornou insuportávelâ€, disse Inkley ao Daily Mail.
Há oito anos, ele teve que deixar o trabalho como engenheiro de som. “Eu me tornei muito sensÃvel.†Antes de mudar para floresta, Inkley tentou exercer outra profissão – longe da tecnologia. Ele trabalhou na empresa de paisagismo da famÃlia. Porém, os problemas persistiram.
“Perdi minha vida social, minha vida amorosa e meu trabalho porque estou sempre doente e só consigo ficar em áreas com pouca radiaçãoâ€, afirmou. De acordo com o ex-técnico em informática, os problemas com ondas eletromagnéticas começaram no dia em que ele consertou um computador equipado com wireless.
“Sempre fui apaixonado por tecnologia e desde a infância arrumava equipamentos. Mas depois que arrumei aquele computador, senti dores fortes no peito.†Ele contou que decidiu mudar para a floresta após passagem por Londres.
“Fui visitar amigos. Mas as ondas de celular e antenas me causaram muita dor.†De volta a Hampshire, Inkley recolheu alguns pertences e levou uma tenda para a floresta. “Foi a primeira vez que senti alÃvio da dor provocada pela modernidade.â€
Os médicos que cuidam do britânico suspeitam que as ondas eletromagnéticas possam ter causado um tumor em seu cérebro. Porém, como Inkley não pode fazer exames (radiografia), não há como confirmar o problema. “Não é só a dor que me faz sofrer. A pior parte é perder meus amigos. Eu estou vivendo em isolamento.â€
Andrew Tresidder, médico da organização não governamental ElectroSensitivity UK, listou os principais sintomas da EHS. “Fadiga, dores de cabeça, confusão mental, zumbidos, náuseas, perturbações do sono, dores nas articulações e nos dedos e arritmias.â€
“O EHS não tem um diagnóstico e ainda não está claro se ele representa um problema médicoâ€, disse a cientista especialista em radiação, Tahera Emilie van Deventer, chefe de um departamento criado pela OMS em 1996 para pesquisar os efeitos de ondas eletromagnéticas no organismo humano.
Até agora, não há evidências cientÃficas de que essas ondas provoquem algum dano direto à saúde. Mesmo assim, a OMS não nega que há indivÃduos, como Inkley, que se sentem mal ao entrar em contato com aparelhos eletrônicos. O problema, de acordo com a agência, seria um distúrbio psicológico e não fÃsico ou quÃmico do organismo.
Homem é preso após ir armado assistir a ‘Batman’
- 23 de julho de 2012 |
- 20h16 |
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Categoria: EUA
Reuters
A polÃcia do Maine, nos Estados Unidos, prendeu um homem fortemente armado que transitava por uma rodovia levando recortes sobre o massacre de sexta-feira num cinema do Colorado e que disse ter visto o novo filme do “Batman” com uma pistola carregada, disseram autoridades nesta segunda-feira.
Timothy Courtois, de 49 anos, foi parado no domingo, por volta de 10h, quando trafegava a 180 quilômetros por hora na rodovia Maine Turnpike. No seu carro, os policiais acharam um rifle AK-47, quatro pistolas e várias caixas de munição, segundo autoridades do Estado.
Os policiais também encontraram no carro vários recortes de jornal sobre a morte de 12 pessoas na madrugada de sexta-feira durante uma pré-estreia do filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” em Aurora, no Colorado.
Courtois disse à polÃcia que assistiu ao mesmo filme no sábado à noite na cidade de Saco, no Maine, com uma pistola carregada na mochila e que na manhã de domingo estava indo para Derry (New Hampshire) com a intenção de balear um ex-patrão.
Na casa de Courtois, os policiais encontraram várias outras armas, inclusive uma metralhadora, e milhares de cartuchos de munição.
Atirador do Colorado se apresenta ao tribunal
- 23 de julho de 2012 |
- 15h18 |
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Categoria: EUA
CENTENNIAL, COLORADO – O atirador James Holmes que matou 12 pessoas durante a exibição da estreia do mais recente filme do Batman, na última sexta-feira, 20, compareceu ao tribunal nesta segunda.
Com o cabelo tingido de laranja, Holmes se sentou em frente ao juiz, que leu as acusações em um tribunal da cidade de Centennial, no Colorado. As agências descrevem o atirador com um “olhar perdido e triste” na corte. De acordo com o chefe de polÃcia de Nova York, Ray Kelly, Holmes teria dito que tingiu o cabelo de laranja para parecer o Coringa, inimigo de Batman na saga.
A procuradoria deve pedir que Holmes seja condenado à pena de morte pelos assassinatos. No Estado do Colorado, contudo, apenas uma pessoa foi executada desde 1976, de acordo com a imprensa local.
Holmes é acusado de assassinar 12 espectadores durante a estreia do Batman, em um cinema da cidade de Aurora, no Colorado. Outras 58 ficaram feridas. A polÃcia diz não haver dúvidas da responsabilidade dele no ataque.
Holmes se entregou à polÃcia logo após o tiroteio, usando um colete a prova de balas. Desde a prisão, o atirador está sendo mantido em uma solitária, de modo a preservar sua segurança, disse a polÃcia.

