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Terça-feira, 18 de Junho de 2013
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Unesco aceita Estado palestino

Categoria: Mundo

(Foto: Benoit Tessier/Reuters) Delegados da Unesco aprovam Palestina como membro

Apesar da oposição dos EUA, de Israel e de outros 12 países, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou a Palestina como seu membro número 195 em uma vitória para o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Foram 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.

EUA e Israel temem que a aprovação abra um precedente para o ingresso dos palestinos em outros órgãos da ONU. Os EUA têm poder de veto apenas no Conselho de Segurança (CS), que determina a aceitação ou não de novo Estado na entidade.

A aprovação, em Paris, antecede a votação sobre a admissão palestina como membro pleno da ONU, prevista para este mês no (CS), em Nova York. Os EUA prometem usar seu poder de veto.

Com a decisão, a Unesco perderá 25% de seu orçamento – 22% vindos dos EUA e 3%, de Israel. “Precisamos encontrar soluções práticas para preservar os recursos financeiros da Unescoâ€, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em Nova York.

Algumas opções para suprir as perdas começaram a ser estudadas. De um lado, a entidade busca mais financiamento no mundo árabe. De outro, pode cortar programas tidos como prioritários pelos EUA no Afeganistão e Iraque.

Entre as mais de cem nações que apoiaram a iniciativa palestina estão Brasil, Ãndia, China, Rússia, Ãfrica do Sul e França. Além de EUA e Israel, Alemanha, Canadá e Holanda votaram contra. Grã-Bretanha e Itália abstiveram-se, deixando clara a divisão da União Europeia sobre o tema.

“Esse voto não foi direcionado contra ninguém. Apenas representa o direito à liberdade e à justiça. A aprovação demonstra que existe consenso internacional sobre a legitimidade dos direitos nacionais palestinosâ€, afirmou Abbas, na Cisjordânia.

Israel reagiu com dureza. “É uma manobra unilateral palestina que não trará mudança real, além de remover a possibilidade de um acordo de paz. Por causa da decisão da Unesco analisaremos quais serão os próximos passos na nossa cooperação com a organizaçãoâ€, informou um comunicado da chancelaria de Israel.

O fim de semana que antecedeu a votação foi de tensão em Paris. Americanos e europeus tentaram convencer Irina Bokova, diretora da Unesco, a não permitir que a votação ocorresse.

Foram usados de argumentos técnicos, como o de que a adesão cabe apenas à ONU em Nova York, a financeiros. Washington chegou a apresentar uma planilha de custos para demonstrar que haveria dificuldades até mesmo para pagar os funcionários.

Sem conseguir impedir a votação, os EUA passaram a fazer lobby para conseguir a abstenção do maior número de países.

Um Estado do Leste Europeu chegou a dizer que Washington ameaçou diretamente cortar ajuda para programas culturais bilaterais.
Gustavo Chacra, de Nova York, e Jamil Chade, de Genebra

Neonazista se livra do passado

Categoria: Mundo

(Foto: Duke Tribble/AP) Widner fez 25 cirurgias

Bryon Widner, ex-líder de movimento neonazista dos EUA, mudou de vida, abandonou a extrema-direita e decidiu apagar todas as tatuagens que havia feito com símbolos hitleristas, incluindo algumas no rosto. Após 25 cirurgias e tratamento com laser, se livrou dos desenhos e agora se opõe ao neonazismo.

Widner ainda sofre de constantes enxaquecas por conta das cirurgias, mas está longe de se arrepender. “Elas são um preço pequeno a se pagar para ser um ser humano novamenteâ€, afirma.

Tatuagens nos braços do americano ainda existem, mas podem ser cobertas por uma manga longa. As das mãos também foram removidas. Ele pretende cobrir com novas tatuagens aquelas que têm contexto político ou racista

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Viúva de Arafat pode ser presa

Categoria: Mundo

(Foto: Andre Durand/ REUTERS) Suha nega acusação

O governo da Tunísia emitiu ontem um mandado de prisão internacional contra Suha, a viúva do falecido líder palestino Yasser Arafat. Ela foi envolvida em denúncias de corrupção contra a família do ex-ditador tunisiano Zine Abidine Ben Ali. Suha rechaçou as acusações da Tunísia.

De acordo com as investigações feitas pelo Ministério da Justiça, houve desvio de dinheiro na construção, em 2007, de uma escola patrocinada por Suha e Leila Trabelsi, mulher do líder tunisiano deposto em janeiro.

“A Tunísia emitiu um pedido de prisão contra a senhora Arafat por suspeita de envolvimento em crimes de corrupção financeira cometidos pela família Ben Aliâ€, declarou o porta-voz do Ministério da Justiça tunisiano, Shokri Nafti.

A Tunísia foi sede da Organização de Libertação da Palestina (OLP) nos anos 80 e começo da década de 90, antes da assinatura dos Acordos de Oslo.

Depois da morte de Arafat, em 2004, a mulher dele recebeu cidadania tunisiana e aproximou-se da família de Ben Ali.

Em 2007, após um desentendimento com Leila, Suha perdeu a cidadania tunisiana e foi expulsa do país. Hoje ela vive em Malta.

Suha disse ser inocente. “Rejeito todas as acusações e estou disposta a enfrentar o casoâ€, afirmou. “Já entrei em contato com um advogado tunisiano, mas não tenho conhecimento dessa ordem de prisão.â€

Ela disse que não tem nenhum vínculo com a escola desde 2007 e cedeu sua participação a Asmaa Mahjoub, sobrinha de Leila.

Desde a revolução tunisiana, que desencadeou as revoltas da Primavera Ãrabe, promotores têm perseguido dezenas de pessoas ligadas à ex-primeira-dama por acusações de corrupção.

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Mineradores ameaçam Muralha da China

Categoria: Mundo

A Grande Muralha da China vem sendo vítima dos mineradores legais e ilegais, que destroem imensos blocos de suas colinas.

Eleita uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, a parede de 8.850 quilômetros (equivalentes à distância entre São Paulo e Marselha, na França) se estende por 11 províncias e atrai milhões de turistas todos os anos, principalmente para as seções restauradas perto da capital, Pequim.

Mas, longe do circuito turístico, ambientalistas denunciam que algumas partes do muro estão desmoronando. A cerca de 200 quilômetros a sudoeste de Pequim, na zona rural do município de Laiyuan, na Província de Hebei, dezenas de pequenas minas ameaçam a estabilidade da construção centenária.

É o resultado do trabalho de garimpeiros em busca de cobre, ferro, molibdênio e níquel. Algumas mineradoras têm escavado a 100 metros da parede.
Mas como muitas dessas minas têm autorização legal, não há nada que os conservacionistas possam fazer, disse Dong Yaohui, vice-presidente da Sociedade da Grande Muralha.
“A exploração dos recursos minerais fica sob jurisdição do Escritório de Recursos Naturais. Então, se o departamento emite licenças para as empresas de mineração, elas podem legalmente extrair os recursos minerais dentro das áreas designadas no contratoâ€, disse Dong.
“Mas neste processo, o escritório não leva em consideração a Grande Muralha como um fator, nem consulta a opinião do Departamento de Patrimônio Cultural já que não há regra que exija tal consulta. Então, isso cria a bagunça na organizaçãoâ€, completou.
O Escritório de Recursos Naturais de Laiyuan põe a culpa da destruição nas pequenas minas ilegais. A a agência de notícias Xinhua citou o escritório afirmando que os operadores dessas minas usam dispositivos de comunicação sofisticados para driblar a lei.
Cada ano, o Departamento de Patrimônio Cultural recebe fundos para reparar segmentos danificados do muro, mas Dong disse que isso não pode impedir que o dano aconteça.
Não se trata da primeira vez em que a Grande Muralha está sob ameaça. Ataques de bombas durante a Guerra Sino-Japonesa, de 1937 a 1945, destruíram grandes partes do muro e moradores de aldeias ao redor saquearam tijolos para construir estradas e casas nas décadas de 1950 e 1960.
O Conselho Estatal da China emitiu uma proibição ao vandalismo da Grande Muralha em 2006, mas críticos dizem que ela não tem sido aplicada nas áreas mais remotas. Peritos afirmam que mais de 70 % do Muro está em ruínas, relatou a Xinhua. ::

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Terremoto deixa mais de cem feridos no Peru

Categoria: Mundo

Cento e três pessoas foram ao hospital após ficarem feridas por um terremoto de magnitude 6,9 graus na costa central do Peru. Segundo autoridades, 134 casas foram destruídas pelo tremor.

O chefe da Defesa Civil, Alfredo Murgueytio, disse à Associated Press que a maioria das casas que foram destruídas eram de adobe. Segundo ele, duas igrejas de adobe foram danificadas e corriam o risco de ruir, incluindo uma catedral do século XVIII da capital provincial de Ica.

O terremoto ocorreu na sexta-feira e gerou pânico em ruas e cidades bastante atingidas há quatro anos por um tremor que matou quase 600 pessoas. Houve pelo menos nove tremores secundários, o mais forte deles de magnitude 5,5.

Compre casa e ganhe um visto

Categoria: Mundo

(Foto: Jessica Rinaldi/Reuters) Casa negociada no Texas: portas aberta para imigrantes com dinheiro no bolso

A crise faz com que os EUA abra as portas para os imigrantes. Mas com uma condição: ter dinheiro para investir. Dois senadores americanos criaram um projeto de lei para conceder vistos de três anos a estrangeiros que apliquem mais de US$ 500 mil em propriedades.

O projeto pretende aproveitar um momento em que novos ricos dos países emergentes, como Brasil e Ãndia, procuram formas de investimento para as suas fortunas.

Comprar uma casa nos EUA é uma das diversas opções de investimento. Graças aos compradores estrangeiros, cidades como Miami e Los Angeles têm escapado da crise provocada pela execução de hipotecas imobiliárias.

A contribuição estrangeira pode funcionar como um impulso para o país em tempos de crise.

No período de 12 meses que se encerrou em março, os estrangeiros compraram casas no valor total de US$ 82 bilhões – 24% a mais do que no período anterior, segundo dados da Associação Nacional de Agentes Imobiliários.

Este dinheiro equivale ao valor aportado pelo governo americano em 2009 para incentivar o setor automotivo do país, que enfrentava uma crise.

Canadenses, chineses, britânicos e mexicanos são, nesta ordem, os principais investidores em residências nos EUA. Mas a associação disse que cresceu o número de brasileiros, argentinos e colombianos comprando casas.

“Sem eles, a recuperação do mercado em Miami teria sido muito mais lentaâ€, disse à rede BBC  Mercedes Guinot, uma agente imobiliária da cidade. Um em cada quatro compradores de casas no sul da Flórida é estrangeiro.

Os senadores Charles Schumer (Partido Democrata) e Mike Lee (Partido Republicano) dizem que a lei trará benefícios ao país e sem nenhum custo. “A reforma gerará mais demanda, sem que o governo precise gastar um centavoâ€, afirma Schumer. O projeto de lei teve boa repercussão entre agentes imobiliários.

Imposto

Mas um dos problemas é que o visto de residência não garantiria o direito de trabalho ao imigrante, o que pode ser um empecilho na decisão de ele se mudar para os EUA.

Além disso, o projeto dos senadores obrigaria os compradores a residir por pelo menos 180 dias por ano no país, o que os forçaria a pagar imposto de renda.

Atualmente, boa parte dos investidores estrangeiros aluga suas casas a terceiros.

“Esta proposta é desnecessáriaâ€, disse Richard Smith, diretor executivo da agência imobiliária Realogy. “Os senadores têm a boa intenção de estimular o mercado imobiliário, mas seu projeto é uma solução em busca de um problemaâ€, afirmou.

Os analistas também mencionam a baixa cotação do dólar como um fator que provocou o aumento da demanda.

O economista-chefe da consultoria Capital Economics, Paul Ashworth, diz que os canadenses, líderes em compras de residências nos EUA, podem permanecer até seis meses no país sem a necessidade de visto.

Terremoto fere 15 no Peru

Categoria: Mundo

Um terremoto de magnitude 6,9 abalou hoje, dia 28, o sul do Peru e deixou 15 feridos, nenhum com gravidade, após o desmoronamento de ao menos duas casas em estado precário. O sismo, no entanto, não afetou as operações dos setores de mineração e petróleo, vitais para a economia do país.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) afirmou que o epicentro foi localizado a 50 quilômetros da cidade costeira de Ica, cerca de 300 quilômetros ao sul de Lima.

De acordo com boletins da rádio local, o terremoto causou a queda da energia elétrica em algumas partes de Ica e também problemas nas comunicações da telefonia celular.

Uma funcionária do Hospital Regional de Ica disse que 11 feridos deram entrada, entre eles duas crianças, alguns com fraturas e outros por contusões, depois que duas casas desmoronaram em um bairro pobre da região.

Em outro hospital próximo, outras quatro pessoas apresentaram ferimentos leves, afirmou o médico Héctor Montalvo à rádio RPP.

Um morador da estância costeira de San Andrés, em Ica, contou que o mar tinha recuado alguns metros naquela região. As autoridades não emitiram um alerta de tsunami imediatamente.

“Há pequenas alterações no mar, contudo a Direção de Hidrografia e Navegação não registra alerta de tsunamiâ€, disse o chefe do Instituto de Defesa Civil, Alfredo Murgueytio.

O Peru sofreu em 2007 um forte terremoto de magnitude 7,9 na cidade costeira de Pisco, vizinha de Ica, que deixou mais de 500 mortos e milhares de casas danificadas ou destruídas.

O USGS afirmou que o terremoto teve uma profundidade de 23,9 quilômetros em Ica, sendo sentido fortemente na superfície da costa peruana.

O terremoto não afetou as operações de petróleo ou de mineração, fundamentais para a economia do país sul-americano.

Um porta-voz da mineradora Southern Copper, uma das maiores minas de cobre do mundo, disse à Reuters que suas operações no Peru estavam ‘normais’.

A empresa de mineração, controlada pelo Grupo México, opera no sul do Peru as minas Toquepala e Cuajone e a refinaria de Ilo, longe do epicentro do terremoto.

A mineradora Shougang Hierro Peru, uma subsidiária da chinesa Shougang, disse que nenhum dano foi registrado em sua mina perto do epicentro.
“Não há nenhum dano nas operações e instalaçõesâ€, disse à agência Reuters o gerente-geral da Shougang Hierro Peru, Raúl Vera.

Enquanto isso, a Petrobras e a Vale informaram no Brasil que não haviam recebido até o momento nenhuma informação indicando que suas operações haviam sido afetadas pelo movimento sísmico.

Protestos e massacre: 30 mortos na Síria

Categoria: Mundo

Pelo menos 30 pessoas morreram ontem, segundo a oposição do país, durante manifestações de protesto contra a ditadura de Bashar Assad em Homs e Hama. Os ativistas pedem a criação de uma zona de exclusão aérea para proteção dos civis, a exemplo do que ocorreu na Líbia.

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, cerca de 2 mil pessoas saíram às ruas após as preces de sexta-feira. Ativistas afirmam que parte dos ataques ocorreu após as manifestações. Em Homs, soldados do Exército teriam invadido casas. Internet e telefones foram cortados.

Em Hama, houve troca de tiros entre soldados e desertores que aderiram às manifestações.

Os protestos, que já duram sete meses, ganharam novo fôlego na semana passada, após a morte do ex-ditador líbio Muamar Kadafi. Segundo moradores de Homs e de Hama, helicópteros têm disparado constantemente contra os manifestantes nos últimos dias.

Nas passeatas de hoje, dia 28,  os manifestantes pediram uma intervenção estrangeira para proteger civis na Síria. Ao contrário da Líbia, a comunidade internacional não chegou a um acordo para agir contra a ditadura de Assad.

Desde o início dos protestos, em março, as Nações Unidas estimam que mais de 3 mil pessoas morreram na Síria.

O governo diz que “grupos terroristas que buscam desestabilizar o país†já mataram 1,1 mil soldados do Exército.

Astronauta devolve ‘presente’ da Nasa

Categoria: Mundo

(Foto: Divulgação) Astronauta tentou leiloar o equipamento

O ex-astronauta Edgar Mitchell, que foi processado pela agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) por tentar vender uma câmera de filmar que usou na Apolo 14 durante missão à lua, vai ter de devolver o objeto.

Após um acordo com a Promotoria da Flórida, Mitchell concordou em renunciar a qualquer reivindicação sobre o aparelho e o devolver à Nasa. A câmera será encaminhará ao Museu Nacional do Espaço, em Washington.

As duas partes pagarão as despesas legais para encerrar o processo, embora o acordo alcançado só será assinado por um juiz nos próximos dias.

O astronauta tentou vender recentemente num leilão uma câmara usada na missão espacial da Apolo 14 à Lua, em 1971.

O equipamento era propriedade da Nasa, de acordo com essa instituição, que afirmou que ela nunca foi doada para Mitchell.

“Todo o aparato usado nas operações da Nasa permanece como nossa propriedade, a menos que explicitamente seja entregue a outra pessoaâ€, afirma a agência.

Leilão

O advogado do ex-astronauta, Donald Jacobson, argumentou que a Nasa deu a câmara a Mitchell como presente após quarenta anos da missão.

O equipamento, que seria leiloado pela casa Bonhams, de Londres, foi avaliado entre US$ 60 mil e US$ 80 mil dólares. A casa de leilões, no entanto, suspendeu a venda até a conclusão do processo.

Mitchell foi o sexto astronauta a pisar na Lua. Em fevereiro, a Nasa celebrou o 40º aniversário do lançamento da Apolo 14, que deixou na memória a imagem do primeiro astronauta da história a jogar golfe na superfície lunar.

Queria ser milionário. Conseguiu

Categoria: Mundo

(Foto:AP) Kumar exibe cheque ao lado de Bachchan

O indiano Sushil Kumar, de 27 anos, trouxe para a vida real a história do filme “Quem Quer Ser Um Milionário?â€. Funcionário público de uma das regiões mais pobres da Ãndia, ele se tornou a primeira pessoa a ganhar o prêmio de o equivalente a R$ 2 milhões de um programa da TV indiana.

Kumar e sua mulher choraram quando Amitabh Bachchan, apresentador do programa, entregou a eles o cheque de 50 milhões de rupias depois de o participante responder todas as perguntas corretamente.

“Você fez história. Sua coragem de determinação fez com que chegasse tão longe no programaâ€, disse Bachchan. “Estamos felizes, claro, mas estamos principalmente atordoadosâ€, disse Kumar.

Antes de Kumar participar do programa, que foi gravado na terça-feira e vai ao ar na próxima semana, ele ganhava R$ 250 por mês. Ele é funcionário do governo e complementa sua renda trabalhando como professor particular na pequena cidade de Motihari, no Estado de Bihar.

Kumar é filho de um agricultor que perdeu a casa pois não tinha dinheiro para pagar uma hipoteca. Toda a família – pai, mãe e cinco filhos – passou desde então a viver num apartamento alugado.

O clã é tão pobre que até ontem não podia comprar uma televisão, o que fazia com que ele fosse à casa de vizinhos assistir ao programa. Ao ver que ele acertava todas as respostas sobre cultura e atualidades, seus vizinhos o persuadiram a se inscrever no show .

A viagem a Mumbai, onde o programa é gravado, foi sua primeira viagem de avião e primeira visita a uma cidade grande. O dinheiro para a passagem veio de uma arrecadação entre os vizinhos.

Kumar tem planos modestos para o prêmio. Ele disse que vai usar parte do dinheiro para pagar um curso preparatório e, dessa forma, prestar um concurso público que vai permitir que ele ter uma vida melhor.

O ganhador disse que vai comprar uma casa para ele e sua mulher e dar a seus quatro irmãos dinheiro para que iniciem pequenos negócios. “Mais importante é meu sonho de recuperar a casa hipotecada de meus paisâ€, disse.

O indiano também planeja construir uma biblioteca em Motihari para que as crianças de sua vila tenham acesso aos livros e ao conhecimento.

O programa começou em 2000, com um prêmio máximo de R$ 400 mil e teve apenas dois vencedores. O valor foi elevado para R$ 2 milhões no ano passado.