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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
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Em vídeo, Dilma e Serra selam paz

Categoria: Dilma Rousseff

Jair Stangler e Ricardo Chapola

Diferente do que vimos durante todo o período eleitoral, marcado pela troca de acusações entre Dilma e Serra, eles enfim selaram a paz. Ao menos é o que mostra um vídeo que circula no YouTube desde o dia 29 de outubro.

O vídeo é uma montagem de falas dos candidatos no debate da RedeTV no dia 17 de outubro, com uma música romântica de fundo. Confira o resultado abaixo:

São Paulo no centro do debate na TV

Categoria: Dilma Rousseff

O Estado de S. Paulo

No segundo debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) desde o primeiro turno, os candidatos deixaram de lado temas como aborto e religião e colocaram São Paulo no centro das discussões.

A petista e o tucano debateram a educação no Estado, políticas para o tratamento de drogados e até iniciativas do governo paulista relacionadas à compra de uma distribuidora de gás pela Petrobrás.
Os dois também tiveram de dar explicações sobre pessoas próximas suspeitas de irregularidades – Erenice Guerra, no caso de Dilma, e Paulo Vieira de Souza, no caso de Serra.

A empresa que provocou controvérsia é a Gas Brasiliano, que distribui gás no interior de São Paulo. Dilma acusou o governo paulista de tentar impedir que a Petrobrás compre a distribuidora da multinacional italiana ENI.

Segundo a candidata do PT, que atribui ao adversário a intenção de privatizar a Petrobrás e o pré-sal, o governo de São Paulo tem feito gestões para impedir que o Cade, órgão regulador do Ministério da Justiça, dê aval ao acordo fechado em maio entre a estatal brasileira e a ENI. Isso, de acordo com Dilma, favoreceria uma empresa japonesa concorrente da Petrobrás.

“A campanha da Dilma mente o tempo todo sobre minha posição em relação à Petrobrás”, disse Serra. “Nas vésperas da eleição sempre vem o PT e coloca a privatização no centro das questões por uma questão puramente eleitoral.” O tucano afirmou que pretende “estatizar” empresas públicas que, hoje, estariam servindo a “fins privados, de um partido ou de uma turma”.

Serra acusou o governo federal de ter promovido um loteamento político na Petrobrás e em empresas ligadas a ela. Insinuou que até o ex-presidente Fernando Collor teria influência na estatal. O tucano também citou os Correios como exemplo de empresa em que vigora a lógica do rateio político. “Os correios são constantemente degradados pelo fisiologismo pela roubalheira e pela corrupção.”

O candidato do PSDB disse ainda que as ações da Petrobrás subiram por causa de sua boa colocação nas pesquisas eleitorais no segundo turno. Desde o primeiro turno, porém, as ações ordinárias e preferenciais da estatal caíram 4% e 6%, respectivamente.

São Paulo voltou ao centro do debate quando Dilma questionou Serra por supostos resultados fracos da rede pública estadual de ensino. O tucano afirmou que exames de avaliação feitos pelo próprio governo federal mostram que o Estado foi um dos que mais avançaram na educação pública. Na tréplica, a petista disse que as boas notas de São Paulo se deviam à metodologia do exame, que dá peso alto à aprovação dos alunos. “Aqui há aprovação automática”, observou.

Ao falar sobre a questão das drogas, a candidata petista afirmou que, com as 300 vagas abertas pelo governo paulista para o tratamento de viciados, levaria “um século” para atender os 300 mil drogados no Estado.

Serra acusou a adversária de “falar mal de São Paulo”, repetindo uma estratégia que, segundo ele, teria provocado seguidas derrotas do PT em disputas pelo governo contra o PSDB.

Em resposta, Dilma chamou o tucano de “pretensioso” por buscar equipar críticas ao governo estadual a ataques ao “povo paulista”. Serra ironizou a insistência da adversária em abordar temas locais. “Parece até candidata ao governo de São Paulo.”

Verde. Além do aborto – um dos principais motivos de confronto no debate anterior, realizado uma semana antes -, o tema ambiental esteve ausente nas discussões.

Marina Silva (PV), que ontem declarou neutralidade no segundo turno, acusou os dois candidatos de ignorar “o tema da sustentabilidade”. “Ao fim, Serra nem tangenciou a questão ambiental. Dilma, ao menos, reafirmou o compromisso firmado pelo governo com as metas de Copenhague”, disse ela, pelo Twitter, ao se referir ao combate ao aquecimento global.

Questionada sobre o fato de ter convivido com Erenice Guerra e alegar desconhecimento sobre irregularidades que ela teria cometido na Casa Civil, Dilma afirmou que sua ex-auxiliar “errou”. “As pessoas erram e a Erenice errou. Quero deixar claro que considero a situação com muita indignação. “Não concordo com a contratação de parentes e amigos, combato o nepotismo e tráfico de influência.”

Serra foi questionado sobre Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que teria sido acusado por tucanos de desviar recursos de doações para a campanha do PSDB. Em um primeiro momento, o tucano negou conhecê-lo, mas depois saiu em sua defesa. “Não o conhecia como Paulo Preto, um apelido preconceituoso e racista. Nunca soube desse problema, nunca soube disso (do suposto desvio de recursos da campanha)”, afirmou o candidato.

Confronto

DILMA ROUSSEFF
CANDIDATA DO PT
“As pessoas erram e Erenice errou. Tenho um compromisso em combater o nepotismo e todo o tráfico de influência”

“Considero que o grande desafio é a educação. Por que em 16 anos de governo em São Paulo vocês acumularam recordes negativos?”
“Nós recuperamos as estradas que recebemos sucateadas do governo FHC”

JOSÉ SERRA
CANDIDATO DO PSDB
“Eu não disse que o conhecia. Uma jornalista me perguntou se eu conhecia Paulo Preto e eu não o conhecia por esse nome”
“Eu não vou acabar com o Enem. O Enem morreu no seu governo. Em São Paulo, nós criamos nossos exames para provar a melhora na qualidade”
“Eu tenho o apoio de dois ex-presidentes. Ela tem o apoio de Collor e Sarney”

ALTOS

O debate foi menos agressivo que o do domingo anterior. Os candidatos evitaram ataques pessoais e buscaram explorar temas de campanha

Dilma estava mais segura e Serra, mais tranquilo

As perguntas de jornalistas expuseram pontos fracos de cada candidato, obrigando Dilma e Serra a apresentar explicações

E BAIXOS

Os dois candidatos recorreram às mesmas frases de efeito e expressões usadas no debate anterior, o que soou repetitivo e forçado

Dilma teve dificuldade de se expressar ao formular algumas perguntas

Serra evitou responder algumas questões espinhosas, usando o tempo para falar genericamente ou voltando a tema discutido no bloco anterior

Debate: ataque a tucano e ‘fogo amigo’

Categoria: Geraldo Alckmin

Como era de se esperar, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, foi o mais atacado no debate realizado nesta quarta-feira, 15, pela Rede TV!/Folha. A surpresa, porém, ficou por conta do “fogo amigo”: primeiro com Paulo Skaf (PSB), que criticou Aloizio Mercadante (PT). Depois, com o próprio petista, que atacou o aliado Tiririca, candidato a deputado federal pelo PR, dizendo que ele “desmoraliza a democracia”.

Mercadante, Skaf, Celso Russomanno (PP) e Paulo Búfalo (PSOL) se revezaram nos ataques a Alckmin, que buscou Fábio Feldmann (PV), mais moderado, para “tabelinhas”. Os principais temas de ataque ao tucano foram a qualidade do ensino, o preço dos pedágios, filas na saúde e a segurança.

O argumento novo veio no debate entre Russomanno e Búfalo, que falavam sobre o Rodoanel. O candidato do PSOL citou que a obra, segundo o Tribunal de Contas da União, tinha indícios de superfaturamento. O concorrente do PP concordou. Alckmin pediu direito de resposta – alegando que havia sido atingido –, que foi negado pela organização do debate.

Alckmin fez poucos ataques aos rivais, ignorando críticas nos duelos diretos. Na abertura, disse que a progressão continuada, alvo dos rivais, fora criada pelo PT na Prefeitura com Luiza Erundina e mantida por Marta Suplicy.

Depois, disse que o governo federal “acabou com os mutirões” na saúde, repetindo bordão do presidenciável tucano José Serra. As farpas aos rivais ficaram para as considerações finais. “Não vim aqui fazer bate-boca, trazer informações erradas e falar mal de São Paulo”.

‘Olho no olho’

Mercadante cobrou Alckmin por não fazer perguntas a ele nos confrontos diretos. “O Alckmin fala mal de mim todo dia na propaganda e quando vem aqui não fala comigo. Debate é olho no olho”.

O petista, porém, foi atacado por Skaf, que em outros debates fazia com ele “tabelinhas” contra Alckmin e chegou a “dividir” aparições de Lula e da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no horário eleitoral. O candidato do PSB, no confronto direto, perguntou qual experiência o petista tinha no Executivo – Mercadante nunca ocupou cargo na esfera, só no Legislativo.

Ao falar de sua biografia e dizer que, antes de ser eleito presidente, Lula não tinha experiência no Executivo, Mercadante foi alvo de novo ataque de Skaf: “Eu tenho experiência no Executivo. Fui eleito e reeleito presidente da Fiesp. A arte de tirar do papel é diferente da arte parlamentar.

 Quanto à comparação com o presidente Lula, é um pouco de pretensão de sua parte”. Nas considerações finais, Skaf voltou à carga: “Por que Mercadante não criticou (o governo paulista) nesses anos todos em que foi senador?”

O petista, por sua vez, foi questionado por jornalista sobre as críticas que fez à propaganda de Tiririca, cujo slogan é “pior que tá, não fica”.

“Não posso impor a aliados os candidatos que vão escolher. Mas peço que votem em gente séria, não desperdicem seu voto com brincadeiras. Quando vi a propaganda do Tiririca, liguei para o PR e disse que ela desqualificava o debate. Houve melhoria”.

Fora do script, duelo mais quente

Categoria: Dilma Rousseff

A três semanas do primeiro turno da eleição presidencial, Dilma Rousseff (PT), líder nas pesquisas, e José Serra (PSDB), segundo colocado, chegaram ao ápice da temperatura de ataques em dois direitos de resposta no debate organizado pela Rede TV! e Folha de S. Paulo.

 

Dilma Rousseff (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Dilma Rousseff (Foto: Evelson de Freitas/AE)

 

A petista disse que o rival quer “ganhar no tapetão” e que ela “não passará para a história como caluniador de campanha”. O tucano rebateu dizendo que a Casa Civil, cargo que era ocupado por Dilma, é “foco de corrupção”, citando Waldomiro Diniz, acusado de ligação com esquema de bicheiros, e José Dirceu, processado por ligação com o mensalão.

O estopim dos ataques foi pergunta feita por jornalista a Serra, sobre por que só usou o caso da violação de sigilos de tucanos, de sua filha e seu genro quando foi ultrapassado por Dilma nas pesquisas.

 

José Serra (Foto: Evelson de Freitas/AE)

José Serra (Foto: Evelson de Freitas/AE)

 

“Não tem nada a ver. Não vou levantar acusação sem prova”, irritou-se, afirmando que elementos do caso surgiram depois e ligando o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que atua na campanha de Dilma, ao caso. “O que devia fazer? Agradecer à campanha da Dilma?”

Na sequência, a petista, que já tivera negado direito de resposta, voltou a pedi-lo e obteve sucesso. “O adversário assaca contra minha campanha e partido. Quer ganhar no tapetão. Vou manter o alto nível e não passarei para a história como caluniador da campanha.”

Foi a senha para o tucano cobrar espaço de resposta, igualmente aceito. “Questões que envolvem democracia e moralidade não se resolvem com braveza. A Casa Civil parece ser foco de corrupção, com Waldomiro, José Dirceu, homem de confiança dela. Vai pedir direito de resposta para isso também?”, ironizou.

Os direitos de resposta acirraram os ânimos. Instantes depois, Serra voltou a procurar Dilma para confronto direto ao criticar relações entre Brasil e Irã, que classificou como sendo de “carinho e amizade” – ele se enrolou ao pronunciar o nome do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad .

“Minha vida pública é bastante conhecida. No seu caso não dá para dizer que você é ou não caluniadora ou evasiva. Você sistematicamente não responde às perguntas.”

Dilma, que parecia mais nervosa que em debates anteriores, devolveu na mesma medida. “As pessoas não podem ser pretensiosas e se acharem donas da verdade”, disse, citando a derrota dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

“Essa história de subestimar as pessoas quem fez foram os EUA com o Vietnã e foram derrotados. Não subestimo ninguém, candidato. O senhor não é dono da verdade, não é melhor do que ninguém.”

 

Plínio de Arruda Sampaio (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Plínio de Arruda Sampaio (Foto: Evelson de Freitas/AE)

 

‘Pegadinha’

A partir daí, Dilma evitou confronto direto com Serra. Quando teve chance de escolher candidato para perguntas, optou por Marina Silva (PV) ou Plínio de Arruda Sampaio. Com ela, o candidato do PSOL, aliás, protagonizou momentos de risos do debate.

Questionado por Dilma sobre aquisição de tecnologia para a Petrobrás, ironizou: “É pegadinha! Não sei, não estou a par, não tenho a obrigação de conhecer tudo. Agora você está contente porque pegou o Plínio no pulo”, afirmou. “O pessoal vai dizer que vim para brincar. Mas não sou trombudo.”

Plínio ainda cutucou Dilma por, segundo ele, não se comprometer a destinar parte do PIB à educação. A petista rebateu num tom mais agressivo. “Eu não faço compromisso com você, Plínio, eu faço com a população.”

 

Marina Silva (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Marina Silva (Foto: Evelson de Freitas/AE)

 

“Ofuscada” por Plínio, Marina manteve a tática de criticar as gestões de Fernando Henrique Cardoso e Lula, mas reduziu ataques a Serra, após irritar o tucano no debate do Estadão/TV Gazeta, na quarta.

O tema predominante do debate, porém, foi a violação dos sigilos e as denúncias envolvendo a ministra da Casa Civil e sucessora de Dilma no cargo, Erenice Guerra, e seus familiares.

Questionada por Marina sobre o caso da Receita, Dilma disse que o governo investiu em transparência e reforçou a Polícia Federal e que o caso deve ser apurado “doa a quem doer”, expressão repetida diversas vezes pela petista no debate.

Sem ‘mão no fogo’

Questionada por jornalista se “colocava a mão no fogo” por Erenice, a petista desconversou. “Até hoje eu tenho a maior e melhor impressão da Erenice. Até agora o que se tem é uma acusação contra o filho da ministra, que deve ser apurada de forma rigorosa. Mas não vou aceitar que se julgue minha personalidade pelo que se atribui ao filho de uma ex-assessora. É uma manobra eleitoreira contra mim e minha campanha.”

Serra e Dilma: ‘Não é bem assim…’

Categoria: Sem categoria

Os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se desdobraram, em dois momentos distintos, para responder perguntas incômodas da imprensa. No domingo à noite, em entrevista ao programa É notícia, da Rede TV!, o apresentador Kennedy Alencar citou que o tucano era padrinho político de Gilberto Kassab (DEM), ao questioná-lo sobre a queda na avaliação do prefeito, aferida em pesquisas do Datafolha desde 2009.

“Eu não fui padrinho do Kassab. Ele já é bem grandinho para eu ter sido padrinho”, rebateu Serra, dizendo que o presidente Lula também teve momentos de rejeição elevada e que a capital passou pelas “chuvas mais prolongadas de que se tem memória”. “Isso traz um desgaste inevitável”. Em 2008, porém, Kassab dedicou a reeleição a Serra, a quem elogiou durante toda campanha.

A saia-justa de Dilma ocorreu hoje, em evento com empresários promovido pela revista Exame. Em entrevista, ao tratar da proporção entre população ativa economicamente e dependentes, afirmou: “A terceira idade está ficando difícil… A gente vai ter de estender ela um pouco mais para lá”, dando a entender que poderia ampliar a idade de contribuição previdenciária.

Em seguida, porém, recuou e disse  ter feito apenas “uma brincadeira”. “Foi pra mim que eu falei aquilo”, disse. “Agora, eu sempre acho que (o governo) vai ter de olhar a questão etária do País e tomar providências, é claro. Mas, fiz uma brincadeira comigo mesma porque eu não tenho vergonha de dizer: eu tenho 62 anos.”