Dilma e Serra trocam de papéis
- 26 de outubro de 2010 |
- 1h52 |
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Categoria: Dilma Rousseff
A petista, que passou os últimos duelos sendo cobrada pela ex-assessora e ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, acusou o rival de não mandar investigar o ex-diretor da Dersa Paulo Souza, o Paulo Preto. Já o tucano, ligado pela propaganda do PT às privatizações no governo FHC, tentou colar na adversária o rótulo de “privatista do petróleo”.
Chamou atenção no debate a “disputa” pelo Nordeste e inédito duelo sobre meio ambiente, bandeira de Marina Silva (PV) no primeiro turno.
O clima esquentou em pergunta do tucano sobre banda larga de internet nas escolas. Serra acusou Erenice de, na Casa Civil, lançar proposta “simplória” para o serviço no País. “Ela era braço direito da Dilma e depôs (à PF) hoje sobre seus malfeitos”, disse, sobre denúncia de lobby na Casa Civil. Foi a senha para Dilma citar Paulo Preto.
“A Erenice de fato depôs. O que dizer do Paulo Preto, que não depôs, te ameaçou e você recuou? Ele disse que ninguém ajudou tanto a viabilizar recursos como ele. Também está citado na Operação Castelo de Areia”, afirmou a petista, citando frase do ex-diretor da Dersa, de que “não se larga aliado ferido na estrada” e apuração da Polícia Federal sobre suposta propina envolvendo a Camargo Corrêa, que nega irregularidades.
Serra voltou ao tema na pergunta seguinte, usando discurso padrão: “É (Paulo Preto) apelido preconceituoso e racista. Disse que não o conhecia por esse nome e depois expliquei. Vocês inventam contribuição que não ocorreu. Se ocorresse, a campanha seria vítima. A PF tem de investigar”, disse, sobre acusação publicada na revista IstoÉ, de que Souza teria desviado R$ 4 milhões da campanha tucana – ele nega.
Dilma rebateu: “O governo poderia abrir sindicância para apurar o malfeito. Malfeitos ocorrem, a atitude do governo de apurar e punir é que importa. Tem gente que pune, tem gente que não pune e diz que o acusado é competente”.
Serra disse que o deputado José Genoino foi contra a Ficha Limpa e acusou o assessor do governo federal Valter Cardeal de “dar vários golpes”. Voltou à acusação de que o ex-presidente Fernando Collor controla parte da BR Distribuidora e lembrou que a própria Dilma foi arrolada como testemunha de defesa do ex-ministro José Dirceu no caso do mensalão.
Briga pelo petróleo
Sem a mesma insistência em ligar Serra às privatizações, Dilma viu o rival usar sua tática. O tucano ligou a petista, enquanto presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, à cessão da exploração de petróleo a 108 empresas privadas, nacionais e estrangeiras. “Se isso é privatização, então ela foi quem mais fez no governo.”
A petista rebateu, dizendo que o governo fazia concessão até a descoberta do pré-sal, quando avocou para si a exploração, e acusou Serra de “enrolação”, citando que o deputado tucano Luiz Paulo Velloso Lucas, aliado do rival, disse que não é possível a Petrobrás explorar o pré-sal sozinha. Serra insistiu no tema e, mais adiante, disse que um dos lotes concedidos pelo governo a empresas tinha reservas de pré-sal.
Em raro momento, os candidatos debateram meio ambiente. Dilma perguntou sobre as metas nacionais de Serra, se eleito, para a redução da emissão de gases e desmatamento da Amazônia. O tucano falou do que fez no governo paulista.
“Ele pega medidas tópicas e quer implantar em todo Brasil, mas não é tão fácil. Defendemos redução de 36% a 39% na emissão de gases e de 80% no desmatamento da Amazônia”, disse Dilma. Serra atacou: “Vou fazer desmatamento zero na Amazônia. Com ela (Dilma) na Casa Civil, a matriz energética ficou mais suja”.
Cobrança nos empregos
A petista “apertou” o rival ao comparar criação de empregos nas gestões Lula – 15 milhões, segundo ela – e FHC, de 5 milhões. Serra “driblou” a primeira pergunta e, na segunda, disse que, como ministro da Saúde, “ajudou a criar cerca de 1 milhão de empregos na área”. E minimizou a marca petista, dizendo tratar-se de formalização de empregos, não criação.
Serra citava exemplos do Nordeste, tentando focar o eleitor da região, que na maioria, segundo pesquisas, apoia Dilma. Já a petista lançou sugestivo “se eu for eleita, se Deus quiser”, mirando eleitores religiosos e tentando superar a polêmica de sua posição sobre o aborto. Serra, por sua vez, usou o aborto para criticar a rival em mais de uma ocasião.
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Animosidade persiste no fim do debate
- 26 de outubro de 2010 |
- 1h33 |
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Categoria: Dilma Rousseff
Fabio Leite e Plínio Teodoro
Ao fim do debate, sem se cumprimentarem – como já havia ocorrido no início -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) voltaram a trocar acusações. Desta vez, foram sobre as perguntas não respondidas durante as quase duas horas de programa.
O tucano disse que no debate “não dá pra fazer um bate-bola perfeito” e voltou a cobrar a rival de perguntas que, segundo ele, ficaram sem resposta.
“Só tinha uma coisa que eu fiquei curioso em saber em relação ao pensamento da Dilma. É o fato de o Collor ser um dos mandantes da BR Distribuidora, da Petrobras, que ela não negou. E, segundo, essa associação estranha da Petrobras com a White-Martins, que entregou a essa multinacional o controle do gás liquefeito no Brasil”, disse Serra, que classificou o debate como “interessante”.
A petista criticou o que ela chamou de “soberba” do opositor durante o debate. “Acho que o telespectador não deve ter gostado muito porque teve um clima de soberba, um pouco de desdém por parte do candidato Serra”. E voltou a questionar as respostas do tucano em relação ao emprego. “Ele não responde sobre a questão, porque dizer que não é real a criação de 14 milhões de empregos é forçar um pouco os números”.
Polêmicas
A troca de farpas também continuou fora do ar. Serra chamou de “factoide” as tentativas da petista em emplacar o tema “Paulo Preto” no debate eleitoral e citou os casos em que a petista foi condenada – a maioria deles por propaganda antecipada – pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“No caso que ela insiste, do Paulo Souza, eu quero dizer que ela já foi condenada dez vezes pela Justiça Eleitoral por faltar com a verdade. É um factoide, que foi inventado. E ela vem sendo punida pela justiça sistematicamente. Então, não tem razão”, disse.
O tucano usou as denúncias veiculadas pela imprensa para atingir a adversária. “O problema é que o PT, a candidata e o governo estão enrolados em escândalos. A cada fim de semana tem três ou quatro novos. O que eles querem passar para a população é que todo mundo é igual, e nós somos diferentes”.
Por outro lado, Dilma acusou o adversário de tentar confundir a população sobre o formato de exploração do Pré-sal. “Ele tenta confundir o pré-sal que passou a existir depois de 2008 com a descoberta com o período anterior. São duas situações reais diferentes. Logo quando tem duas situações reais diferentes você tem de mudar”, afirmou.
A petista disse que o modelo exploratório defendido pelo rival significa dar para empresas internacionais o controle das reservas de petróleo. “É alienar uma riqueza do Brasil, tirar do povo brasileiro um passaporte para o futuro, um bilhete premiado”.
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Tumulto em caminhada de Serra no Rio
- 20 de outubro de 2010 |
- 16h00 |
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Categoria: Sem categoria
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, comparou o PT aos nazistas e os acusou pelo tumulto ocorrido entre militantes petistas e os cabos eleitorais tucanos durante caminhada no calçadão de Campo Grande, no Rio.
”Foi a tropa de choque do PT. Eles são a tropa de choque da mentira e da violência. Não sei se é previsto ou não, mas eles fazem no piloto automático. Lembra a tropa de assalto dos nazistas? É tropa de choque, muito típico de movimentos fascistas como eles são”, disse o candidato, que se abrigou em uma farmácia.
Militantes do PSDB formaram um cordão de isolamento para prosseguir com a caminhada e alguns comerciantes fecharam as portas. No fim, Serra foi cercado por petistas e levou as mãos à cabeça.
Assessores do tucano afirmaram que ele foi atingido por uma bandeira. Não havia ferimento aparente. Segundo pastor Paulo Cesar Gomes, que acompanhava a caminhada, afirmou que o candidato foi atingido por um rolo de papelão utilizado para armazenar material de campanha. Depois da confusão, Serra disse a fotógrafos que não sabia o que o havia atingido, mas que ficou “grogue” com a pancada.
Os militantes gritavam palavras como “assassino”, numa referência à demissão de agentes mata-mosquitos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e exibiam cartazes com a pergunta “Cadê Paulo Preto?”, menção a Paulo Vieira de Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa. A situação já foi normalizada e as lojas reabriram suas portas.
Luciana Nunes Leal, da Sucursal do Rio
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Paulo Preto pede direito de resposta
- 20 de outubro de 2010 |
- 15h40 |
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Categoria: Dilma Rousseff
O ex-diretor da Dersa, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo direito de resposta na propaganda eleitoral de Dilma Rousseff (PT), candidata à Presidência da República.
Souza fez o pedido por conta da reprodução, na propaganda da petista, de reportagem publicada pela revista IstoÉ.
No programa eleitoral de Dilma, exibido no último dia 18 no período da tarde e da noite, o locutor afirma que o engenheiro “foi acusado por próprios líderes do PSDB de desviar quatro milhões de reais doados para um suposto caixa dois da campanha de Serra”.
Paulo Preto informa, na representação, que ajuizou queixa-crime contra os jornalistas responsáveis pela matéria e os dirigentes do PSDB entrevistados por eles. Ele afirma que o fato é falso e visa atacar sua reputação, argumentando que nunca participou da arrecadação de recursos de nenhuma campanha eleitoral.
E também que, ao contrário do que é afirmado na propaganda, não é alvo de investigação em operação da Polícia Federal que apurou supostos desvios de verbas da obra do trecho Sul do Rodoanel.
A representação baseia-se na Lei das Eleições para pedir o direito de resposta na propaganda eleitoral de Dilma por 2 minutos e 30 segundos, o mesmo tempo usado para falar dele na propaganda eleitoral de segunda-feira, 18.
(Marília Lopes)
PT quer investigação de Paulo Preto
- 20 de outubro de 2010 |
- 9h23 |
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Categoria: Sem categoria
Lideranças do PT na Câmara dos Deputados protocolaram representação no Ministério Público Federal em que pedem a investigação de possível ilegalidade e improbidade na conduta do presidenciável do PSDB, José Serra, e do ex-diretor de Engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.
A peça assinada pelo líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), e pelo líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), aponta indícios de desvio de dinheiro público das obras do Rodoanel para formação de suposto caixa dois da campanha serrista.
Segundo os petistas, Paulo Preto, apontado como “homem de confiança do PSDB”, teria arrecadado R$ 4 milhões para a campanha de Serra, antes do lançamento oficial das candidaturas, e teria desaparecido com o dinheiro, conforme denúncia do vice-presidente da sigla, Eduardo Jorge à revista IstoÉ.
Ele seria responsável pela principal vitrine do governo Serra, a construção do Rodoanel, orçada em R$ 5 bilhões, competindo-lhe as medições das obras, determinando quanto e quando as empreiteiras receberiam.
A representação cita relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta irregularidades na obra, como a antecipação de pagamentos dos contratos com empreiteiras.
O PT usou a denúncia contra o ex-assessor de Serra para rebater as denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que foi braço-direito de Dilma no governo. Questionado se Paulo Preto seria a “Erenice de Serra”, o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), disse que “cada um cuida dos seus”.
Para o vice-líder do PSDB, senador Álvaro Dias, a iniciativa do PT é eleitoreira: “Quando acontece assim, no auge da decisão eleitoral, fica sob suspeição”, criticou o aliado serrista.
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